Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Da vasta fauna de comentadores-analistas-emperdernidos, Vasco Graça Moura é um destacado psítaco. Este "papagaio" falante tão depressa está a poetizar como passa a grasnar. Do seu currículo consta ser poeta, escritor, tradutor de Danta e Goethe, parlamentar europeu, comentador político, etc. Quanto a mim o poeta e etimologista que foi, perdeu-se. Estragou a sua obra, contaminou a sua poesia, perdeu-se na linguagem desbragada e acintosa. Ainda tenho na memória o que este "papagaio" escreveu após as últimas eleições legislativas. Apodou o eleitorado de ser burro, mentecapto, merecedor da mixórdia que tinha escolhido... A linguagem utilizada pelo "poeta" era desbragada, digna de uma peixeira à antiga portuguesa. Ainda hoje, na sua folha do DN, a propósito dos candidatos à PR, vem vaticinar o que está à vista, utilizando o psitacismo para adjectivar os adversários do actual presidente. Para ele, VGM, é uma inutilidade, esta campanha. Aproveita para farpear José Sócrates, dizendo que o apoio deste a Manuel Alegre  é "mais uma patetice manhosa". Depois diz que Carlos César, dos Açores, se pôz a "crocitar umas bocas foleiras contra" o acutal PR. Ainda a teclar o seu arremedo, VGM já estava a apontar para os leitores: "estou a ver daqui no mesmo cumprimento de onda patibular alguns dromedários (!) que me fazem o favor de se gabar de raiva a cada um dos meus artigos" (chiça, o vate descarrilou, entrou em paranoia).

Para VGM os seus leitores são "vilanagem", e o candidatos de esquerda são desconhecidos e sem mérito. "Os mais fracos pôem-se em bicos de pés e são logo promovidos à partida, pelo facto de serem apresentados a debater com os mais fortes". No meio da "alegre campanha", "Cavaco Silva vai avançando, sem pompas, sem efeitos especiais", afirma o "papagaio louro". A verborreia de VGM é uma autêntica carnificina etimológica. Chega a proclamar que o candidato Cavaco Silva é uma espécie de "salvador da Pátria" e que nenhum dos restantes candidatos tem competências para ocupar o Palácio de Belém. E remata com sapiência dromedária, "que o país foi arrastado (para esta crise) por umas cambadas governativas irresponsáveis".

O azedume, o flato e a pesporrência tomaram conta do "papagaio" VGM. Os traços fisionómicos do seu rosto, dão crédito à sua doença.



publicado por Evaristo Ferreira às 18:14 | link do post

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