Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

Já vai longa a conversa sobre a quantidade de boys e girls nomeados pelo

Governo de Passos Coelho para o aparelho de Estado. Mas a conversa vai alongar-se, ainda mais, dado que alguns ministérios e serviços estão em vias de conhecer novo quadro orgânico de funcionamento. É pois natural que a polémica venha a agravar-se. Por mim, já disse o que tinha a dizer. Não me parece condenável que um novo Governo coloque pessoas de confiança política nos orgãos estatais. O que eu condeno, com veemência, é o facto de Passos Coelho não ter cumprido com a palavra dada, antes e durante a campanha eleitoral: «não esperem que, se formos Governo, vamos criar uma agência de emprego para os boys. Não, não faremos isso. Os portugueses podem confiar na «nossa palavra» -- prometeu o actual primeiro-ministro. Chegado ao poder, em seis meses, «arranjou trabalhinho» para todos os amigos e compadres. É isto, esta «mentira colossal» que eu condeno. Passos Coelho fez-se passar por uma pessoa dura e inflexivel, mas depois que chegou ao «pote», tem mostrado que não passa de um primeiro-ministro influenciável, que se deixou enredar pelos boys, e acabou por lhes conceder «tachos e mordomias» à mesa do poder. Passos Coelho não só mente, despudoradamente, como se transformou no «maior empregador» de boys no Estado, em apenas seis meses de Governo. Ponto final. 

 

Passos Coelho, para além de «mentiroso inconsciente», tambem vai entrar

para o livro do Guiness por o seu Governo bater todos os recordes em «trapalhadas». Cometeu uma grande trapalhada com a prometida descida da TSU, que ainda está por resolver; outra grande trapalhada foi o corte de 50% no subsídio de Natal dos funcionários públicos e dos reformados, para ir «alem da Troika», deixando de fora os trabalhadores do sector privado; trapalhada foi a questão das «meias horas de trabalho gratuito», que acabou nas calendas gregas, depois de meses e meses de discussão; outra grande trapalhada foi a descoberta de um «desvio colossal» que acabou por se traduzir num «excedente colossal», no final do ano, no valor de 2 mil milhões de euros; trapalhada foi o Governo contar com os fundos de pensões da banca e ter-se esquecido de incluir no OE2012 o pagamento de pensões aos bancários, no montante de 438 milhões de euros; trapalhadas foram logo cometidas no início, quando Eduardo Catroga, responsável pelo programa do Governo, tirou uma fotografia com o telemóvel, a ele e a Teixeira dos Santos, para mais tarde «cobrar os serviços» a Passos Coelho [que acabou por lhe dar o «tacho» de 638 mil euros na EDP]; trapalhada foi o primeiro-ministro defender em Lisboa a emissão de eurobons e dizer o contrário depois de uma reunião que teve com Angela Merkel em Bruxelas; enorme trapalhada foi a redução do Governo para 10 ministros, que obrigou a criar 35 Secretários [e estes criaram cento e tal juntos e adjuntos, peritos, secretárias e auxiliares], tornando o Governo pesado, amorfo e sem dinanismo, de que é exemplo o «super-ministério» do Álvaro [Economia], idem de Vitor Gaspar [Finanças] e de Assunção Cristas [Agricultura]; trapalhada foi a entrega do Foreign Office a Paulo Portas, que não se sabe por onde anda agora, foge da crise, e nunca mais apareceu de jeans e boné em feiras, nas lotas e nos mercados low-cost, onde havia sempre uma caterva de mulheres desdentadas para beijar o «Paulinho das Feiras». O rol das trapalhadas passistas é tão extenso, que desisto de as continuar a enumerar.



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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Sexta-feira, dia 13, a Standard & Poor's baixou o rating de Portugal para «lixo».

Desta vez o primeiro-ministro Passos Coelho não se queixou de ter levado um «murro no estômago», como aconteceu em Julho, quando a Moody's e a Fitch fizeram idêntico downgrade. Passos Coelho está a mudar o seu discurso. Desta vez não sentiu um «murro no estômago», nas costas, nos tomates ou nos maxilares. Passos Coelho limitou-se a desejar que «as agências de rating não comecem a fazer política». Esta mudança de atitude por parte de Passos Coelho, para com as agências de rating, quererá dizer duas coisas: (i) que o Governo não quer hostiizar os «mercados», embora reconheça que estes estão a ser injustos, ou então (ii) já reconhece que os «mercados» sabotaram os PECs de José Sócrates -- com a ajuda desta «gente honrada e cumpridora da palavra dada». Quando Passos Coelho andava a «sabotar» os PECs, apregoava que, se ganhasse as eleições, os juros da dívida soberana viriam por aí abaixo... E as agências de rating deixariam de baixar as notações da República... Tudo viria por aí a baixo, «porque iam acreditar nesta «gente honrada, transparente e credível». O que temos visto, é que as agências de rating, os «mercados», não confiam «nesta gente», não lhes reconhece competência nem trabalho. Estão-se marimbando para Passos Coelho e a sua equipa de tecnocratas neoliberais. Agora, Passos Coelho e os seus apaniguados, Carlos Costa (BdP) e Cavaco Silva (PR) queixam--se da UE, de Merkel e Sarkozy, que não estão a fazer o que devem, e, por isso, prejudicam Portugal (e não só). Agora, para esta gente, a culpa é dos outros: agências, «mercados», BCE, etc. Mas dantes, tudo o que acontecia neste país, era culpa do Sócrates, um incompetente, um inapto, causador de todos os males.

 

Claro que Portugal é um país interdependente, como são aliás todos

os membros da Zona Euro, e quando grassa a «epidemia financeira» [vinda do outro lado do Atlântico] todos são atingidos, com especial relevância para os países económicamente mais frágeis, como é Portugal. Não reconhecer isto, é uma desonestidade intelectual, mas foi o que esta «gente» fez, com requinte e malvadez, até ao tutano, enquanto não chegou ao «pote». Pressionado pelo «sátrapa» Marco António, Passos Coelho foi obrigado a provocar uma crise política. «Ou vamos para eleições, ou o PSD vai escolher novo Presidente», ameaçou o «sátrapa» Marco António, que hoje faz carreira no ministério da Solidariedade... Para além destes factos, é confrangedor ouvir Passos Coelho criticar agora as agências de rating, dizendo que elas estão a «fazer política». Como se as agências em questão fossem isentas, independentes. A Standard & Poor's dedica-se à actividade financeira, gerindo alguns dos maiores índices bolsistas mundiais. Esta agência é controlada pela Mcgraw-Hill., que movimenta índices com triliões de activos. Ganha com o sobe-e-desce dos «mercados». Portanto a Standard & Poor's não é isenta nem independente. Assim como a Moody's. A mais credível ainda é a Fitch (tem 7 por cento do mercado). Mas nenhuma delas se atreve a cortar os ratings lá de casa, os Estados Unidos da América, que têm uma dívida colossal [na mão dos chineses].



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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

A convite do «jornal do regime» [Diário de Notícias], dirigido pelo sorumbático

João Marcelino, o primeiro-ministro Passos Coelho compareceu ontem numa espécie de workshop destinado a promover «pasteis de nata e frango de churrasco». Tambem esteve presente o ministro Álvaro, que exortou os pasteleiros e churrasqueiros portugueses a inovarem e lançarem-se na conquista dos mercados externos, impondo ao mundo o consumo daqueles dois produtos Made in Portugal. No entanto, Pedro Passos Coelho não se mostrou muito entusiasmado com a ideia do seu ministro da Economia. O que Passos Coelho pretendia era comunicar, «justificar» por que nomeou Catroga para a EDP, Nogueira Leite para a CGD, e para as AdP, os presidentes de Câmara Frexes e Castelo Branco... Disse e afirmou, descaradamente, que nada tinha a ver com a nomeação do Capitão Gancho [Eduardo Catroga] para a EDP; que voltava a nomear Nogueira Leite para a CGD, pois este empanturrado gestor, é competentíssimo para desempenhar as funções para que foi nomeado. Passos Coelho mentiu, mentiu com inusitado descaramento. Passos Coelho é um «mentiroso» incorrigível. Mente por convicção, não por estar consciente do que diz. Quer tapar o Sol com a peneira, fazer dos portugueses parvos. Até o Marcelito [Marques Mendes] se mostrou indignado com estas nomeações. Não está em causa o tratar-se de boys do PSD. O que está em causa é o descaramento despudorado do primeiro-ministro Passos Coelho ao vir afirmar, com ares de virgem solteira, que «não teve nada a ver com as nomeações», designadamente do Ronaldão Eduardo Catroga para a EDP. Todas estas trapalhadas deixam Passos Coelho cada vez menos credível aos olhos dos portugueses. E esta política do «empobrecimento» [dos pobres], comparada com os beneficios e os ordenados obscenos concedidos ao «biscateiro» Eduardo Catroga, põem a nu a politícia de mentira praticada por Passos Coelho e a equipa ministerial que o acompanha. O que estes governantes mostram, todos eles, é uma soberba gula pela chegada ao «pote», um verdadeiro assalto aos «tachos doirados», sendo o Capitão Gancho o expoente máximo dessa gula, dessaa avareza, dessa soberba. Mas o quadro dos boys não está completo. Por isso, lembro aqui ao primeiro-ministro que ele ainda está em falta, tem o «dever» de arranjar mais um «tacho» para os seguintes servos, que andaram a esmifrar o caminho para Passos Coelho chegar ao poder. São eles, o Marcelito [Marques Mendes] que está a ficar zangado por não ter sido nomeado ministro da Justiça; João Duque, que esperava ser ministro-adjunto das Finanças, e «continua na Academia por ausência de alternativas»; O Zé Manel Fernandes, que se esmifrou a compilar o Relatório para a Privatização da RTP, e esperava ser secretário-adjunto de Miguel Relvas; António Carrapatoso, que proferiu inúmeras conferências para «Desatar o Nó» e promover a «liberdade económica», e ainda não foi recompensado por Passos Coelho. Carrapatoso continua, sózinho, à espera de desatar o nó. É triste.

O Zé Manel das «escutas a Belém» e João Duque [que recomendava o controlo da informação

da RTP pelo Estado] são credores de Passos Coelho, pelas trapalhadas que fizeram. Quanto a

Carrapatoso [que ainda não desatou o nó], tem coluna vertebral, não me parece que esteja

à espera de Passos para andar por aí a servir de almocreve num qualquer ministério.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:54 | link do post | comentar

Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

O super-ministro da Economia, Desemprego, Indústria, Minas e dos petróleos

offshore, Ávaro [Santos Pereira], apresentou hoje um desafio aos insdustriais da panificação e pastelaria fina: «porque é que até agora, ainda não houve quem se dedicasse à exportação dos Pasteis de Belém?". (Espero bem que o Álvaro não esteja a referir-se a Cavaco Silva. Seria um acto de deselegância política). O ministro Álvaro, que está a ser desapossado de algumas funções ligadas ao seu ministério, -- enquanto não é demitido por Passos Coelho -- começou por prometer «o maior investimento de sempre em Portugal». Um investimento em minério de ferro das Minas de Moncorvo, que iria além dos 5.000 milhões de euros. Depois prometeu uma «mina de ouro» e outra de «prata», ali para as bandas do Alto Alentejo. Mais tarde prometeu um dinheirão em royalties pela exploração do petróleo no Algarve. Pelo meio recomendou que a venda de artesanato deveria levar o selo da marca «Made in Portugal». Sem apresentar, até agora, nenhum resultado prático, o ministro Álvaro veio hoje desafiar os nossos pasteleiros a exportar os Pasteis de Belém, tal como faz a MacDonalds com o Maxi-Burguer -- diz o ministro -- e a Coca-Cola com a água suja da referida marca -- digo eu. Isto é uma decepção. Esperava-se mais do mito Álvaro. Pelo pouco ou nada que tem feito, o mito Álvaro está a esboroar-se. Ele esforçou-se por mostrar «trabalho», a favor do PSD. E Passos Coelho confiou nele, mas o Álvaro não corresponde às expectativas. Veja-se aqui, a obra do desmito.

 

O ministro Álvaro rodeou-se das pessoas mais dedicadas a Passos Coelho.

Contratou, para assistente, uma «super-secretária» que fazia parte da «secção laranja» no Diário de Notícias», a quém atribuiu o maior salário do ministério. Chamou a si a «Milu», Maria de Lurdes Vale, jornalista do DN, mulher «decidida e pragmática» que, por ser decidida, largou o Álvaro poucos meses depois da tomada de posse, para voar mais alto. Fora promovida ao mais alto cargo da agência para o Turismo de Portugal. Tal como Catroga, a «Milu» esmifrou-se para chegar ao «pote». Vejamos o sermão que ela arengava contra Sócrates, no DN, em Janeiro de 2011: «Não queremos, não estamos dispostos a tolerar, gastos inuteis, falta de fiscalização, negociatas, derrapagens, e as dívidas que as gerações futuras vão ter que carregar às costas por incúria dos que não quizeram ou não souberam controlar despesas, obras sem sentido, e insistiram nas nomeações de amigalhaços, que não têm qualquer preparação para assumir os cargos que lhes foram oferecidos de mão beijada» [sublinhado meu]. Agora pergunta-se: o que tem a ver a «Milu» com o «grande mito do Álvaro? Oportunismo, apenas oportunismo. Ambos se esforçaram por chegar ao «pote», e conseguiram esse objectivo. Só que a «Milu» tem mais traquejo, é mais ambiciosa, e faz pela vida. Vai daí, largou o Álvaro e foi fazer turismo... À despedida, pra quem a quiz ouvir, a «Milu» terá confessado: «Ele [Álvaro] disse que gosta muito de trabalhar com mulheres decididas e pragmáticas». Depois desta confissão, o ministro Álvaro terá ficado a matutar nas palavras da sua ex-secretária.

O ministro Álvaro é um mito, embora ele sempre tenha lutado contra essa desgraça.



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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

O ano passado, por esta altura, andava Passos Coelho a acusar Sócrates

de «mentiroso», e de ser o culpado pela crise económica deste país. Sócrates era o culpado pela subida dos juros, pela baixa do rating aplicado à República pelas agências Moody's, Standard & Poor's e Fitch. Sócrates era o culpado de tudo: pela subida do desemprego, pelo fraco crescimento económico. pela subida dos combustíveis, pela desconfiança dos «mercados», etc. Enquanto a Europa definhava (excepto a Alemanha), e os «mercados» atacavam a Grécia, a Irlanda e logo a seguir a Bélgica, a Itália, a Espanha e a França, Passos Coelho e a sua «turma de neoliberais», afirmavam ter solução para todas as «doenças» deste país. Era tudo uma questão de pessoas e de saber aplicar as «melhores práticas na governação do país». Para Passos Coelho e os seus neófitos, que se intitulavam de «gente honrada, cumpridora da palavra dada», era fácil sair da crise em que Portugal viva (e continua a viver, de forma agravada). Bastava «cortar nas gorduras do Estado, nos consumos intermédios» e tornar o país mais competitivo, reduzindo a TSU e liberalizar os despedimentos. «Seremos rigorosos e transparentes nas contas públicas», prometia Passos Coelho, por entre muitas outras «promessas», até agora não cumpridas e sobre as quais só há a dizer uma coisa: Passos Coelho é um «mentiroso» inconsciente, compulsivo e contumaz. Agora que ele e a sua gente chegaram ao «pote», já se esqueceram do que prometeram. Eles têm demonstrado ser ineficazes na governação, trapalhões no cálculo das «despesas estimadas»,  trapalhões na aritmética dos números ímpares, trapalhões nos objectivos conjecturais do Orçamento de Estado para 2012... Ainda este não tinha sido promulgado, já o ministro Vitor Gaspar avançava para um Rectificativo daquele; sem que este estivesse delineado ou concluido, já Passos Coelho fala na necessidade de «pensar» num  Rectificativo/II dos anteriores, devido ao aprofundamento da recessão, à appavorante subida do desemprego, ao abrandamento das exportações e à possivel descida na cobrança de impostos... Sete meses de governação neoliberal, este país está de pantanas, com o desemprego perto dos 14%, uma recessão prevista de mais de 3,1% e um baixíssimo consumo das famílias portuguesas. Esta «gente séria, competente e rigorosa», conduziu o país para o precipício, na esperança vã de ressuscitar os métodos ortodoxos do neoliberalismo engendrado na «escola de Chicago». Agora, mais do nunca, resta-nos a União Europeia (família nossa) para nos ajudar a salvar Portugal da bancarrota. Esta gente só tem feito «trapalhadas», não mostra transparência na gestão da coisa pública, nem o apregoado «rigôr» no cálculo das contas... e ainda nos faz andar de Rectificativo em Rectificativo.

O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, tem enfrentado, com incrivel serenidade, todas as

contrariedades que se colocam a um empresário em estado de pré-falência. Todos os demais

ministros deste Governo se vão escapulindo à opinião pública para evitar serem escrutinados.

Mas é evidente, nesta imagem, a desilusão e o fracasso que transmite o rosto de Vitor Gaspar.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:43 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

O jornal da Cofina (Correio da Manhã) informa hoje na primeira página,

que o Capitão Gancho (Eduardo Catroga) recebe por ano 639 milhões de euros da EDP. É caso para dizer: este país é rico, tem uma competividade elevada, pois até um reformado com 9.639 euros mensais tem lugar à mesa do «pote» para se lambuzar com mais 639 mil euros anuais. Isto sem contar com os «ganchos» da CUF e da SAPEC. Ora bem, se o ordenado mínimo nacional fosse de 600 euros, o «pote» que a EDP dá ao Catroga, seria equivalente ao vencimento de 1.065 trabalhadores... Isto é uma infâmia ao povo trabalhador. Mas é isto que os meoliberais desejam. Querem que o Estado não interfira nas empresas, na Economia, para assim se empanturrarem em dinheiro -- que falta aos trabalhadores, por não haver equidade nos rendimentos e na distribuição do PIB nacional. Com gente assim, com um Governo que aceita e desenvolve esta política de rendimentos, ao povo português só resta uma coisa: fazer uma revolução, correr com estes vampiros, com estes filhos da puta, ladrões e sanguessugas. Não podemos respeitar esta gente. Não podemos continuar a aceitar que esta ladroagem se aproprie da maior parte do produto interno bruto nacional. Não, porque eles só pensam em si. Querem empobrecer os trabalhadores para poderem ganhar mais. Puta que os pariu. Enquanto esta gente vive à tripa fôrra, há dias era noticiado que o Estado (neoliberal e os seus lacaios), havia cortado o subsídio de refeição a 17.782 alunos. Com esta medida o Estado (neoliberal de Passos Coelho e seus lacaios) havia poupado 2,3 milhões de euros... E agora, no início do ano, este Governo de neoliberais, oferece o «pote» da EDP a cinco lacaios, onde vão esmifrar 3 milhões de euros anuais, dinheiro este pago por nós através da factura da electricidade. Isto é uma abjecção contra os portuguses que sofrem com a austeridade, com as reformas miserabilistas dos reformados, com os cortes na Educação, na Saúde, na Cultura, nos passes sociais, etc.

Pergunto: onde estão os «Indignados» deste país? Onde está o PS, o BE e o PCP? Quem pode travar este esbulho, este roubo, este saque perpetrado pelos boys do neoliberalismo? Que Governo insano é este, que contabiliza o corte no Abono de Família às famílias mais numerosas, mas oferece «tachos» aos seus lacaios e servidores no montante de 639 mil euros anuais? Onde está a Igreja Católica e a Conferência Episcopal, que não se incomodam com estes desmandos anti-cristãos? Onde estão os democratas-cristãos, que dizem pregar a solidariedade, mas estão colados a esta «gente de mentira», que parece estar apenas apostada no empobrecimento dos portugueses?  A continuarmos assim, só nos resta um caminho: correr com os vampiros, partir o «pote» onde se lambuzam, reformular o Governo e a Democracia. Uns comem tudo, outros ficam sem nada. O Capitão Gancho (Eduardo Catroga), é o exemplo do que acabo de dizer.

Passos Coelho prometeu não ceder o «pote» aos boys do PSD, mas pelo que

temos visto, não passou de uma mentira grosseira. O «vôvô» Eduardo Catroga

foi contemplado com um «tacho» na EDP, onde rapa 639 mil euros por ano, um

valor igual ao ordenado mínimo de 1.065 trabalhadores, se fosse de 600 euros.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

Pedro Passos Coelho prometeu não dar «emprego» aos seus boys, mas nesta

matéria, está a ultrapassar todos os limites dos governos anteriores. É mais uma das grandes «mentiras» cometidas por esta «gente honrada, cumpridora da palavra dada». Em seis meses, o Governo de Passos Coelho nomeou mais de 650 amigos e correligionários. Tem havido jobs for the boys and girls, como nunca acontecera até agora, em seis meses de governação... Para quem prometeu acabar com esta «prática de nepotismo» na governaçao do Estado, e apodava de «mentiroso» a José Sócrates, não faz sentido este procedimento. Os portugueses não podem mais confiar nesta «gente honrada». Não podem, e cada vez têm mais a percepção de que este Governo se converteu num punhado de «mentirosos», que depressa esqueceram as promessas feitas durante a campanha eleitoral. Os portugueses têm razões acrescidas para repudiar esta gente, que tira a uns e não tira a outros; que defende os ricos e degrada a vida dos mais pobres; que corta subsídios a uns e não corta a outros; que diabolizou os funcionários públicos e os reformados do sector privado; que baixa as pensões acima de 600 euros e esquece as pensões «doiradas» em vigor, etc. Este Governo castigou duplamente os reformados e os funcionários públicos -- com corte nos rendimentos --  mas não fez o mesmo para os empregados do sector privado, dividindo, assim, o país em «escravos» e «previligiados». Ao mesmo tempo, permitiu a uma diversidade de «gente intocável», que não contribua de forma equitativa, com o seu esforço para o país superar esta «emergência nacional». Na CGD e no Banco de Portugal (oásis onde 7 ou 8 ganham cerca de 300 mil euros/ano), ninguem vai ficar sem Subsídio de Férias e de Natal. Passos Coelho dividiu este país em «previlegiados» e em «escravos».

 

O último e grande acto de jobs for the boys que este Governo promoveu, tem

a ver com a privatização da EDP. Neste acto de nepotismo político, destinado a pagar «serviços prestados» -- por lealdade aos neoliberais -- foram nomeados para o Conselho de Supervisão da EDP estes lacaios: Eduardo Catroga (o homem dos pintelhos); Braga de Macedo (o homem que inventou o «país do oásis»); Paulo Teixeira Pinto (ex-delfim de Jardim Gonçalves); Ilídio Pinho (ex-Colep) e Celeste Cardona (ex-ministra da Justiça do CDS no governo de Barroso, que queria a séde da Judiciária em Caxias, mas não foi além dos caboucos, incorrendo o Estado numa perda de dezenas de milhões de euros). Conselho de Supervisão!... Jardim Gonçalves, para se manter no BCP, tambem inventou este cargo, onde ele era o SuperVisor-mor, e viu-se no que deu. Quanto a esta «gente séria e honesta», coitados. É gente que sempre trabalhou no «duro», para enricar. No cargo da EDP, o trabalho tambem deve ser «duro». Coitado do «avozinho» Catroga, ao que um sexagenário se sujeita. Tudo por causa dos fihos e dos netos -- dizia ele após o chumbo do PEC-4. Coitado do Catroga, bem merece o lugar. Ele precisava, tinha uma vida tão dificil... É preciso termos em conta que o Catroga, é um reformado. Ganha «apenas» 9.693,00 por mês, coitado. Além desta «reforma miserável», o Catroga ainda fazia uns biscates na CUF, na Nutriveste, e não sei onde mais. O Catroga parece o Capitão Gancho, passa a velhice a fazer «ganchos», coitado. Estes neoliberais «comem tudo, e não deixam nada». Gulosos, gananciosos, nem se lembram que há por aí jovens «gestores» à procura de emprego. Podia Passos Coelho lembrar-se deles, para a Supervisão da EDP. Podia o «avozinho» Catroga passar o «testemunho» aos jovéns... Mas não, ele ainda não está satisfeito, quer mais e mais. (A sua reforma, num ano, vale bem 20 ordenados mínimos). Mas ele ainda acha que ganha pouco.

Eduardo Catroga, que tem uma reforma «miserável» de 9.693,00 euros, para alem

do que ganha na CUF, Nutriveste e noutros ganchos em regime liberal, foi agora

promovido a Supervisor da EDP. Vai ser uma experiência inovadora, ver neoliberais,

sociais-democratas e democratas-cristãos de braço dado com comunistas chineses.

 



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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

A nossa vida está colonizada pelos «mercados». Hoje é dia de Reis Magos,

mas até ao meio da tarde, não ouvi nem li nada sobre esta data celebrada pelos cristãos. O jornal do João Marcelino, preocupado com o «sucesso» deste Governo, deixou passar esta data em branco. O jornal da Sonaecom, tambem não se lembrou de publicar uma «notazinha», antes preferiu dar espaço à Opinião do Zé Manel Fernandes, cuja sombra continua a pairar sobre a redacção do Público. Está tudo dominado pelos «mercados». Até o Natal, que era celebrado com o Presépio, acabou por ser «colonizado» pela Coca-Cola, essa «água suja» causadora de adição e cárie dentária. A Coca-Cola foi à Finlândia e trouxe de lá um velho de barbas brancas, vestido de robe vermelho, a quém chamou de Pai Natal. O vermelho, era a cõr da marca americana, e como o velho era trôpego e se cansava fácilmente, os marqueteiros da «água suja» colocaram-no num trenó puxado por renas. Foi uma campanha publicitária proveitosa. Todo o mundo se rendeu ao trôpego Pai natal da Coca-Cola. O Natal deixou de ser o simbolo do amor e da humildade para se transformar no simbolo da ganância e do consumismo. Mais uma vez, os «mercados» sairam vencedores. Aqui ao lado, nuestros hermanos, festejam o Dia de Reis, como nós festejamos o Natal. É neste dia que oferecem prendas aos filhos, familiares e amigos, tal como fizeram os Reis Magos [Gaspar, Melchior e Baltazar] que ofereceram ao Deus Menino «ouro, mirra e incenso». Nós optámos por aderir, desde muito cedo, aos ideais do consumismo decretados pelo «mercado» da Coca-Cola. Pequenos, pobres e pindéricos, mas rendidos ao «way of life» americano.

 

Para celebrar esta data, fui até ao Chiado, à procura de um bom livro para

oferecer. Não fui além da Bertrand. Dantes, tinhamos «livrarias editoras», agora temos «livreiros e editores». O mercado está dominado pelos «livreiros», que compram qualquer coisa, desde que se venda. Disso são exemplo os supermercados. Não é Literatura, concerteza. São livros, apenas. Mas poucos são os de bons escritores. O que mais encontramos, agora, são «escrevinhadores». Qualquer bicho-careta «escrevinha» um livro. O Miguel Sousa Tavares, só passou a considerar-se «escritor», após a oitava edição equaturiana. Depois disso, que sim, que era escritor... E o pivô erretepeano, Zé Rodrigues dos Santos, será que é um escritor, ou é apenas um «escrevinhador»?  Na selva dos «livreiros», encntramos «escrevinhadores» sem estro nem parcimónia no desperdício de papel. Num tempo de SMS, de e-mail, de telemóvel, de Internet, Ipads, etc. Num tempo sem tempo para ler um calhamaço de 800 ou mais páginas, a verdade é que o «mercado livreiro» medra e prospera. Na Bertrand, sem sair do «cantinho do Aquilino», pude avaliar o peso de alguns «tijolos» de autores nacionais e internacionais. São bons para decoração de prateleiras vazias. Isto, no que toca à forma, conteúdo, ideias, talento, estética, narrativa. Quanto ao peso bruto, anotei os seguintes: «Diz-me quem sou» de Julia Navarro, com 1.083 páginas; «Sá Carneiro», 3ª edição, de Miguel Pinheiro, 760 páginas; «A Herança» de Christhopher Paolini, com 845 páginas; «O Último Segredo», de Zé Rodrigues dos Santos, com 560 páginas; «JARDIM- A Grande Fraude», 2ª edição, de Ribeiro Cardoso, com 520 páginas... Livros destes, só o Professor Marcelo tem «arcaboiço» para ler e comentar.

Segundo o jornal desportivo espanhol AS, Portugal e Espanha estão nos antípodas das

despesas com o «EURO2012». Por cada jogador, Portugal vai pagar 33.700 euros de hotel.

Espanha (campeã do mundo) vai pagar apenas 4.700 euros!... Os mais gastadores são os

portugueses, os mais poupados são os espanhois. Faz sentido, este desperdício? Porque

recorrem, os senhores do Futebol nacional, aos dinheiros do Totobola?

(Na imagem: Estádio de Gdansk, Polónia. O evento é organizado entre a Polóna e a Ucrânia)



publicado por Evaristo Ferreira às 15:35 | link do post | comentar

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho desclassificou o relatório «secreto»

sobre as «suspeitas de violação do segredo de Estado». Primeiro, não deu cavaco, porque o relatório era secreto, agora vem permitir que os jornais, rádios e televisões se entretenham a esmiuçar o caso. Pelo meio, salta para a praça pública a questão sobre «sociedades secretas» para, assim, atingir a Maçonaria, alvitrando-se já a obrigatoriedade de os políticos declararem se são ou não maçons... Trata-se de mais um «isco» para entreter os comentadores, jornalistas e afins, desviando as atenções do fraco desempenho do Governo, que assim encontrará uma «folga» para descontrair. Este é o método recomendado pelo Professor Marcelo a este Governo: comuniquem, mas comuniquem por forma a desviar as atenções da comunicação social para outros temas que não do Governo. Com tanta austeridade, com tanto problema para resolver, com tanta inépcia do Governo na área económica e social, e estamos nós a discutir o sexo dos anjos! Ser ou não ser maçon, eis a grave questão da sociedade portuguesa... Estão mas é a ficar todos com a moleirinha obliterada. Por este andar, qualquer dia um candidato a deputado tem que declarar, sob juramento, se é maçon, se pertence à Camorra ou à Negrandeta, se está inscrito no Benfica ou no Salgueiros, se pertence ao clube dos gays ou é membro do ACP, etc. Quanto a mim, é um disparate esta discussão. Deviam é preocupar-se com as máfias e os lóbis de advogados que facturam ao Estado. Não me parece que um maçon, que defende os valores da «liberdade», da «igualdade» e da «fraternidade», seja o mesmo que um membro da máfia ou um criminoso ligado ao narcotráfico. É mais aceitável que um país seja governado pela Maçonaria do que por organizações semi-secretas, como é o Grupo de Bildberg, o Fórum de Davos, a Trilateral, a Cosa Nostra, a Yakuza ou uma qualquer Offshore sediada em Caimão. Destes grupos, semi-clandestinos, é que pode vir toda a tramóia maléfica, que afecta negativamente a economia e as finanças dos países soberanos.

Em Salekhard, Rússia central-norte, onde a noite polar dura em média 150

dias, é frequente assistir-se aos efeitos espectaculares da aurora boreal...



publicado por Evaristo Ferreira às 14:42 | link do post | comentar

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

É um puro prazer, neste ameno e ensolarado inverno português,

(cuja «mais-valia» [ainda] não está sujeita a imposto nem o seu usufruto obriga ao preenchimento de qualquer Anexo à lista do IRS), dar um passeio pelos bairros de Lisboa. Estimula a memória e ajuda a aliviar a dor causada pela austeridade passosgaspariana. Foi isso, justamente, o que fiz hoje. Calcorreei o Bairro de Campo de Ourique, onde vivi parte da minha infância. Fiz um intervalo no Jardim da Parada (agora denominado Jardim Teófilo Braga) e depois outro no Jardim da Estrela. Lisboa, nestes dias de sol, tem uma luz maravilhosa, inconfundível, arrebatadora. Uma luz que fascina todos os profissionais da fotografia, e que surpreende, pela positiva, qualquer turista que visite a capital... Que cada um de nós usufrua esta «riqueza», composta por elementos arquitectónicos, arruamentos, jardins, sol e este clima ameno de inverno.

Por enquanto, é de borla.

A cor e a luz de Lisboa fascina todos os amantes da pintura e da fotografia.



publicado por Evaristo Ferreira às 16:32 | link do post | comentar

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