Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

Passos Coelho e os seus apaniguados chegaram ao «pote» através da

mentira e do labéu. «Esta gente honesta e cumpridora da palavra dada» -- como gostavam de intitular-se durante a infâme campanha contra Sócrates, e depois, durante o período eleitoral para as legislativas de 5 de Junho -- batem todos os recordes do incumprimento da «palavra dada» e do maior número de mentiras até hoje conseguido por qualquer governante. Faltaram à «palavra dada» ao aumentar os impostos, ao cortar subsídios de Natal, ao subir o IVA de 13 para 23%, ao aumentar os transportes duas vezes num só ano, ao cortar a torto e a direito na Educação, na Cultura, na Saúde e nas Pensões. O Jumento, que é esperto e não come palha sintética, vai escoiceando as mentiras cometidas por Passos Coelho, e o seu Mentirólogo já regista 36 grandes e sórdidas mentiras... Este primeiro-ministro, chegou ao «pote» através da mentira, e continua a cultivar o uso da mesma, até à exaustão. Tão depressa nos informa que existe um «desvio colossal» nas contas públicas, como amanhã nos vem dizer que existe um «excedente colossal» de 2.000 milhões nas contas do Estado... Logo após a chegada ao «pote», veio dizer que a Troika obrigava o Governo a cortar 50% do subsídio de Natal, mas a Troika já veio informar que essa medida de austeridade não tinha sido imposta pelo FMI/BCE/EU. Há dias, durante uma diarreia de "quatro entrevistas" concedidas aos canais televisivos, o primeiro-ministro «mentiroso», informava que o défice das contas não ficava nos 5,9%, exigidos pela Troika, mas nos 4,5%... Ontém o ministro Gaspar (estamos no Natal), veio desmentir Passos Coelho: o défice das contas, no final deste ano, ficará pelos 4%... A cada «passo» Passos Coelho tropeça numa mentira. Ele é, efectivamente, o rei das mil e uma mentiras. «Mentiu» aos professores (e ao Mário Nogueira da Fenprof), mentiu aos militares, aos juizes e magistrados, aos enfermeiros, aos funcionários públicos (e ao Picanço do SNQTE), aos polícias (que andaram em campanha eleitoral, em Almada, ao lado do actual ministro do Foreing Office, Paulo Portas), e mentiu a todos aqueles que agora se sentem piores do que estavam no tempo de José Sócrates.... Mas Passos Coelho tem agora um «excedente colossal» de 2.000 milhões, que vai entregar aos nossos banqueiros, pois estão a «necessitar» dele como de pão prá boca... Valham-nos as IPSS que estão a receber «activos» do Estado, e D. Policarpo, que alinha com este empobrecimento do povinho português. Já nem a Igreja se incomoda com as «mentiras» do Governo.

Finalmente, a Rússia foi admitida na Organização Mundial do Comércio. Chegou ao fim uma

querela que se arrastava desde 1993. Vemos na imagem, a ministra para o Desenvolvimento

Económico e o Comércio da Rúusia, Elvira Nabiullina, ao lado de Pascal Lami, director da OMC,

mostram o tratado assinado. Falta agora que os EUA cancelem a Emenda Jackson-Vanick,

que limitava o comércio com a Rússia, o que deve acontecer no início do próximo ano.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:50 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

O executivo liderado por Passos Coelho reuniu-se este domingo em Oeiras,

no Forte de S. Julião da Barra, para discutir qualquer coisa como «reformas estruturais» ou coisa que o valha. Para o efeito, e dado que a tarefa era incógnita e árdua, o protoclo aconselhou o uso de casual wear a toda a ministragem. Digo isto porque, na foto da reunião, constavam dois «infiltrados» que não eram ministros. Um deles, era o secretário Moedas, o tal que dirige uma «equipa de 30 técnicos» destinada a observar o cumprimento das metas da Troika. O outro, era Marques Guedes -- que em tempos quis instituir o Dia do Cão -- pois não vai além de Secretário para o protoclo da ministragem. Adiante. O ministro das Tropas, Aguiar Branco, que, por direito próprio tem residência naquele Forte, não consta da «foto de família», vá-se lá saber porquê... O antigo inquilino, Paulo Portas -- que ali recebeu Donald Rumsfeld, em 2004, e mais tarde lhe atribuiu uma medalha, em cerimónia efectuada no Pentágono -- aparece na «foto de família» com um blusão à caçador, e ligeiramente empertigado. Atrás dele, está Nuno Crato, com cara de Capitão Haddok. O ministro da Saúde, Paulo Macedo, está a coçar a orelha direita. O Álvaro [Santos Pereira] está sorridente e empertigado. Relvas e Macedo fazem de «guarda-costas» a Passos Coelho. A ministra da Justiça e a ministra da Lavoura, protegem os flancos do primeiro-ministro, que se recusou a olhar de frente para a fotografia. Envespado e sózinho, a um canto da foto, está o ministro da Solidariedade. Parece triste, macambúzio, e deslocado naquele cenário holliywoodesco.

 

E quais foram as conclusões resultantes do «trabalho extra», em casual wear,

feito por este Governo de «gente honrada e cumpridora», liderado por Passos Coelho? Poucas ou nenhumas. Falaram de Reformas no Trabalho, no Arrendamento, no Desemprego, na Segurança Social, Justiça e Autarquias. Promessas. Nada de concreto. A reunião valeu para o Governo mostrar aos trabalhadores que é preciso trabalhar, trabalhar mais, ao domingo, à borla. para aumentar a produtividade... Pois. Mas a reunião foi um fiasco para o primeiro-ministro. Acostumado a trabalhar com números, como qualquer contabilista, recomendou aos «jovens professores» sem emprego, para emigrarem, para África e Brasil... Esta gente «séria e cumpridora» não tem alma nem coração. Sente que tudo se reduz a um número, e vai daí, aconselha os portugueses a emigrar. Que importa se têm família, filhos e encargos com a casa e o automóvel!... Vão para o estrangeiro... Que insensibilidade, que burocracia, que falta de bom senso... Estamos feitos, com gente desta á frente dos destinos de Portugal.

 

Para piorar a mensagem vinda do primeiro-ministro, eis que um dos tablóides,

editados na Pérfida Albion, veio recomendar aos beefs ingleses, residentes em Portugal e Espanha, para retirarem o seu dinheiro dos bancos ibéricos, pois vem aí, segundo dizem, o fantasma da Argentina. A Jangada de Pedra, segundo os oráculos do tabloidismo britânico, vai ao fundo em poucas semanas. A Royal Navy está de prevenção, para o que der e vier... Depois dos «malucos das máquinas voadoras», assistimos agora à paranóia que se apoderou dos toutiços do MI6 e dos súbditos de Sua Magestade em geral. Estão todos loucos, raivosos, por ficarem de fora na UE a 27... Paulo Portas, ministro do nosso Foreign Office, já mandou um emissário a Londres, para conhecer as razões deste anátema contra os dois povos ibéricos.

 



publicado por Evaristo Ferreira às 14:46 | link do post | comentar

Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

O discurso proferido pelo deputado socialista, Pedro Nuno Santos, numa

sessão plenária de militantes no distrito de Aveiro, foi mais uma «pedrada no charco» da política nacional. A Rádio Renascença, que além de «conservadora» se virou agora para a defesa deste Governo «neo-liberal e tecnocrático», conseguiu comprar no «mercado negro» uma gravação com o discurso do vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS. Esta «gente honrada» agradece. «Nesta altura, todas as ajudas serão bem-vindas», terá pensado o ministro da Propaganda, Miguel relvas. Pois bem, mas o que é que disse (de tão importante) o deputado Pedro Nuno Santos? Simplesmente, isto: veio dessacrilizar a dívida soberana portuguesa ao afirmar: «Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses -- ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. As pernas dos banqueiros alemães até tremem». Trata-se de uma ideia que já foi defendida pelo «camarada Jerónimo» e pelos «trotzquistas do BE», mas as vestais que defendem «esta gente honrada e cumpridora», só agora deram pelo arremesso. O que se pretende, cada vez mais, é que seja renegociado o prazo e os juros da dívida portuguesa, não se trata de fugir, de não pagar. Trata-se de ousar e de lutar por conseguir condições mais justas para o pagamento da dívida. Mas esta «gente honrada», em vez de argumentar com os credores e lutar por melhores condições negociais, ajoelha-se, bate com a mão no peito, e resigna-se... Fazemos parte da UE, não somos estranhos a alemães e franceses -- nem ao Banco Central Europeu -- então por que não havemos de renegociar a dívida, numa altura em que é evidente o aprofundamento da recessão, e tudo leva a crer que caminhamos para o desastre?

A intervenção, as palavras e o pensamento do jovem deputado Pedro Nuno Santos, são a prova de que o PS tem futuro. Não é com o diálogo mole e pastoso de José Seguro, entaramelado com «elegância e cortesia», que o PS vai voltar ao Governo. Será com gente assertiva, corajosa e esclarecida, como é Pedro Nuno Santos, João Galamba e outros da mesma geração.

A Organização de Shangai para a Cooperação, composta por 10 países euro-asiáticos, conta

agora com a Índia de pleno direito. O Paquistão, continua com o estatuto de observador. Esta

organização pode levar à criação da maior zona económica do mundo. Dela fazem parte: Rússia,

China, Índia, Irão, Casaquistão, Kirguistão, Tadjiquistão, Uzbiquistão, Mongólia e Paquistão...



publicado por Evaristo Ferreira às 16:09 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

O Governo de coligação PSD/CDS, liderado por Pedro Passos Coelho,

completa agora seis meses de efectiva governação. O saldo deste período é:  mais desemprego, menos crescimento, mais impostos, menos regalias, corte de subsídios, aumento de transportes, subida do IVA na electricidade e gas. O resultado está à vista: a banca está de pantanas, o dinheiro dos bancos não se vê, as empresas fecham a porta, o número de desempregados aumenta, a recessão arrasa a economia, os portugueses estão desiludidos com esta «gente honrada, cumpridora e patriótica» que prometeu não aumentar os impostos nem roubar o subsídio de Natal. O país começa a «ferver», porque a esperança «esfumou-se» e esta «gente de palavra» mentiu, mentiu, até mais não poder. No Algarve, o povo protesta contra as portagens, e já incendiou e escaqueirou parte do equipamento de cobrança. Ontem, em Matosinhos, Pedro Passos Coelho foi apupado, vaiado, e ouviu-se o povo a chamar-lhe «mentiroso». Quando chegar o Novo Ano, a angústia, o desespero e a raiva dos portugueses vai subir de intensidade, com protestos contra todos os ministros que ousem sair à rua.

 

Nestes seis meses de Governo, a ineficácia de alguns dos 10 ministros,

é total e vergonhosa. Neste momento, a ministra da Lavoura, Assunção Cristas, conta apenas com uma vitória: o «corte» das gravatas dos seus funcionários. O «super-ministro» da Economia, Álvaro [Santos Pereira] -- que perdeu o apoio da sua «super-secretária» (Maria Lurdes Vale, ex-secção laranja no DN) -- limita-se a falar de projectos que José Sócrates havia iniciado: as Minas de Ferro de Moncorvo, as duas fábricas da Embraer, em Beja, e deixa cair a fábrica de baterias da Nissan -- por falta de dinheiro. Vitor Gaspar, o ministro do Erário Público -- o ministro estrela, o ministro mais badalado deste Governo --continua a contar os cêntimos em carteira, tal como fazia o Tio Patinhas. O ministro das polícias, Miguel Macedo, ainda não se viu na Via do Infante, nem nas portagens minhotas. O ministro das tropas, Aguiar Branco, anda por aí, a visitar os quarteis. O ministro da Solidariedade, que prometia acabar com a subsídio-dependência, colocou a Vespa na garagem, e passeia-se agora de Audi A7... Quanto ao ministro que veio do BCP, para nos tratar da saúde, Paulo Macedo, continua a cortar -- como qualquer cirurgião -- e vai aumentando as taxas moderadoras, desmesuradamente. O parceiro de Passos Coelho, Paulo Portas -- que em tempos andava de feira em feira e de lota em lota, de boné, a beijocar as varinas e as ciganas, continua a «ministrar» atrás das «tábuas». Não gosta de ser vaiado, como aconteceu ontem, a Passos Coelho, e, portanto, prefere não dar o corpo ao manifesto. Mas consta que hoje à noite, vai falar à Nação, na RTP1, certamente para falar dos países que tem visitado. Esta é a avaliação que eu faço dos governantes que temos, seis meses após a sua chegada ao «pote». Espero ter avaliado todos... Perdão. Estava a esquecer-me da «Padeira», não de Aljubarrota, mas da Justiça, que está a sacudir as alcatifas do ministério da Injustiça. Está tudo num alvoroço, por lá. Até os «sindicalistas dos Juizes» estão desorientados. E a Ordem dos Advogados, mais os das «oficiosas», nem querem acreditar na coragem da ministra Paula Teixeira da Cruz... Consta que os «oficiosos» facturaram ao Estado mais de 3,5 milhões de euros em processos judiciais inexistentes. Esta ministra vai obrigar os juizes a despacharem, no mínimo, 65 processos por ano!... Está a puxar pela produtividade. Aí, ministra valente e indómita!...



publicado por Evaristo Ferreira às 14:48 | link do post | comentar

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

O canal por cabo SIC-Notícias, de Pinto Balsemão -- militante número um do PSD

e seu fundador -- «acomodou» ontem à noite mais uma entrevista ao primeiro-ministro Passos Coelho. Há uma semana, o PM havia concedido uma entrevista à SIC, o canal generalista de Balsemão, tendo sido José Gomes Ferreira o grande «inquiridor» de Passos Coelho. Zé Gomes Ferreira delirou durante meia hora, fazendo perguntas cuja resposta estava sub-jacente. Desta vez, na SIC-N,  os «inquiridores» foram Martim Cabral, que esteve sóbrio, e Nuno Rogério, que passou parte do tempo a snifar e roçar-se na cadeira, ao mesmo tempo que parecia delirar, como se estivesse na «casa do tio Coelho». Rogeiro perdeu a noção do rídiculo, e resvalou para o esgar apalhaçado, enquanto Martim Cabral ia marcando o «ponto à mesa». Esta gente, para agradar ao amo Balsemão, faz fretes a preço de saldo, fazendo campanha a favor deste Governo, e vomitando, de vez em quando, o veneno de réptil rastejante contra Sócrates. O «inquiridor» Nuno Rogeiro, num esgar aparvalhado, ainda perguntou a Passos Coelho, a propósito do défice, se tambem ele concordava que «pagar a dívida era coisa de criança», mas Passos Coelho nem lhe respondeu, porque Martim Cabral logo atalhou com uma pergunta, á qual todos os portugueses gostariam que o primeiro-ministro respondesse... Com tanta entrevista, solicitado pelos seus acólitos, Passos Coelho arrisca a transformar-se em «moeda gasta pelo uso corrente».

 

No «campo» das entrevistas, a estrela agora é o Governador do Banco de Portugal,

Carlos Costa, Carlos da Silva Costa. O Governador, para se exprimir, na maioria dos casos, utiliza a linguagem do futebol. Ontem, ao falar sobre a última Cimeira Europeia, disse que «é como se estivessemos numa eliminatória a duas mãos», a propósito dos resultados da reunião em Bruxelas. E acrescentou: «ganhamos a primeira mão à justa e estamos bem posicionadas para o próximo jogo». Um discurso edificante, técnico, que diz bem da qualidade do trabalho deste senhor. Carlos Costa está na berra. Está em sintonia com o Governo, e manda recados a todos. Há duas semanas, numa audiência aos deputados, que pediram a sua presença em S. Bento, Carlos Costa mostrou como é «infalível», ditador e sabedor de finanças, como não há outros. Ao falar sobre o efeito do aumento das taxas de juro no investimento e no consumo privado, debitou um palavrão economês, chamado Crowding-out, que depois foi contraditado pelo deputado socialista João Galamba. Foi o bastante para o «técnico» Carlos Costa mandar calar o deputado, acusando-o de ser ignorante, e de nem saber o que é o efeito Crowding-out, acresceutou Carlos Costa. Foi uma peixeirada ao nível da linguagem futebolística... O técnico Carlos Costa ultrajou a «Casa da Democracia» e um dos deputados da Nação, eleito por sufrágio directo para estar naquela casa a defender quem o elegeu. Mas o narcisismo de Carlos Costa não lhe permitiu vislumbrar o erro grosseiro que cometeu. Não gostou do contraditório, e não pediu desculpa... Entretanto, corre por aí um abaixo-assinado exigindo a Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, que peça desculpas a João Galamba, pela atitude grosseira com que respondeu ao deputado do PS.  A vertigem do «vedetismo» apoderou-se dos burocratas, que se deixaram fascinar pelas televisões. Como Prima-Donas, acabam por fazer asneira, da grossa.

O Governador do Banco de Portugal não admite ser contraditado pelos deputados...

 

 



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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Faltam poucos dias para chegarmos ao fim de 2011. Da parte do Governo,

assistimos a uma grande euforia para celebrar o Reveillon que se aproxima. E, pelos dados que nos vão chegando, este Governo de liberais tecnocratas parece ter razões para festejar. Na verdade as metas alcançadas, no que respeita ao défice das contas públicas, apresenta valores que até agora pareciam ser impossíveis de atingir. Não podemos esquecer que Passos Coelho, ao formar Governo, prometeu ir "para alem da Troika". Na altura não era visível o que Passos queria dizer com este desafio. Pensava eu que se tratava de «cortar» a torto e a direito, na despesa do Estado, mas não. O «cavalo de batalha» de Passos Coelho era outro. Era colocar já, este ano, o défice das contas públicas abaixo dos 5,9% imposto no Memorando de Entendimento. Esse objectivo, a ser alcançado, vai dar uma enorme vantagem à governação de Passos Coelho. Mas como poderia o Governo atingir esse alvo? Começaram por falar num «desvio colossal», depois veio o «buraco da Madeira», a economia aprofundava a sua recessão, e os portugueses ficaram atónitos com o aumento de impostos, com o corte de subsídios de Natal e de Férias, com o aumento do número de desempregados (13,9%), etc. Falou-se ainda do «buraco do BPN», que, para ser privatizado, exigia um reforço de capitais no montante de mais de 530 milhões de euros... Assistimos à guerra das «almofadas» e das «folgas» orçamentais.  Neste cenário, «ir para além da Troika», não fazia sentido... Mas eis que, depois de aprovado o OE para 2012, o Governo vem dizer que a transferência do Fundo de Pensões da banca (expediente usado para redução do défice), mas autorizado pela UE, pela última vez, teria um valor de 6.000 milhões de euros... Este valor dava para «folgas e almofadas», e dispensava o corte de um dos subsídios de 20112/2013. Com esta «arca do tesouro», cedida pelos bancários, Passos Coelho chega à «meta», ultrapassando a Troika. O défice no final deste ano, não vai ser de 5,9%, mas sim de 4,5%... Este facto poderá ter um impacto muito grande junto dos «mercados» e da Troika, pelo que já não me admira que, no final de 2012, a crise do défice, vá acabar... A ser assim, 2013 pode ser o ano da recuperação económica (mas a que preço!), propalada pelos ministros Vitor Gaspar e pelo Álvaro.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:51 | link do post | comentar

Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

Neste momento a grande questão dos nossos políticos é travar a subida

do endividamento e do défice das contas públicas. Muito bem. Temos esses problemas, neste momento, e por isso estamos como estamos. Parados, à beira da estrada, a pedir boleia a este, e uns trocos áqueloutro. Uma parte dos portugueses está a dieta anoréctica, outra parte está adoentada, uma terceira parte está a mendigar, e os mais ricos nada têm que os aflija. A grande discussão, entre os liberais do Governo e o Seguro do PS, é saber como poderemos assegurar 0,5% de límite para o défice e os 60% para a dívida. O Governo quer alterar a Constituição, pour cause e para mexer em mais alguma coisa... Seguro, seguindo a linha política que o PS há muito defeniu sobre o assunto, rejeita a «jogada» do Governo e recomenda a Passos um aditamento à lei do enquadramento orçamental. 

Com o «afundamento» progressivo e violento da economia nacional, o que

me espanta é que os nossos políticos percam o «norte» e se entretenham a discutir coisas de lana caprina, sem que dêem um sinal de preocupação pelo rumo que as coisas estão a levar... Preocupem-se com o crescimento da economia, com a subida do PIB, caramba! Com uma recessão de 3% no próximo ano, como vamos nós pagar os juros da dívida, as despesas da Troika, e as prestações dos 78.000 milhões?... Sem crescimento, sem a subida do PIB, como vamos nós sair do poço para onde estamos a ser empurrados? Com as restrições impostas na última reunião da UE (sem aumento da dívida e do défice), como vamos nós financiar o crescimento da nossa economia?... Não é possivel. Sou levado a crer que o ADN deste Governo tem como finalidade o apagamento de Portugal, e como fim último, fazer deste país um lugar sem portugueses, obrigando estes, num acto de desespero, a emigrar em massa.

Ontem celebrou-se o Dia da Montanha. Aqui fica o Monte Everest, o mais alto

do mundo, com 8.848 metros de altitude. É agradável subir à montanha. Estar

a subir, estar no «top» é muito gratificante. Na Economia, como na Natureza, o

acto de estar a «subir» é o melhor remédio contra o pessimismo. É revigorante.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:46 | link do post | comentar

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Na passada quarta-feira foi revelado um vídeo onde aparece José Sócrates

na universidade francesa de Poitier a falar para um grupo de alunos ibero-americanos. A «notícia» já estava requentada, já não era novidade, pois tivera lugar há cinco dias. Mal se conheceu a «notícia», os comentadores e analistas de direita tudo fizeram para lhe dar relevo. Até o esgueirado Paulo Portas, ministro do Foreign Office português, situado no Palácio das Necessidades, pediu um «visionamento total do vídeo» para poder atacar Sócrates. Todo o «galinheiro» da direita ficou em alvoroço, e aproveitou para demonizar o ex-primeiro-ministro, que em Poitier avisava os alunos: «as dívidas do Estado, são eternas». Sócrates tambem disse que no caso de Portugal e Espanha, pagar a dívida [toda] seria uma ideia de criança. «As dívidas gerem-se», acrescentou Sócrates. Na verdade, os EUA sempre viveram endividados, para construir caminhos-de-ferro, auto-estradas, portos, aeroportos, investimentos na mineração e na indústria de material de guerra. O Japão, que é o melhor «Estado Social» do mundo, tem uma dívida de 214% do PIB. Sempre foi assim: os detentores de capital ganham, emprestando, e os países devedores tambem ganham, porque assim, desenvolvem um país, modernizam as suas estruturas, e geram activos e postos de trabalho. Mas a «direita ressabiada», quando se fala de Sócrates, não quer ouvir falar de dívida pública, porque, nas actuais circunstâncias, toda a Europa (e não só), está endividada. Sempre houve dívida, e os primeiros países a quebrar as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento -- que impõe um limite de 60% para a dívida e 3% para o défice, foram justamente a Alemanha e a França... Agora todos andam incomodados com a dívida e os défices, mas em 2008, quando o «sistema» (capitalismo) esteve à beira da falência, a Reserva Federal americana e a União Europeia, preocupados com a falência do sistema bancário e a recessão económica, mandaram injectar dinheiro nos bancos para «reanimar a economia». Pouco mais de um ano depois, fizeram «marcha atrás» e fixaram-se na dívida e no défice... Onde estamos ainda, com as economias ocidentais em recessão. Porquê esta reviravolta? Para esquecermos a «causa, a origem do ovo da serpente»? Foi para esquecermos os responsáveis do subprime, que «afundaram ou o capitalismo e a economia mundial»? Assim parece ser. Quanto às «virgens» que comentam o vídeo de Sócrates, só mostra uma coisa: a direita já reconhece que a situação não tem origem em Portugal, vem de fora, e o país foi arrastado no turbilhão. A direita neoliberal começa a sentir-se impotente para resolver a crise em que o país se encontra. Tem necessidade de «ressucitar» a campanha de mentiras e de ódio contra Sócrates», com que chegaram ao poder (e ao pote»).

 



publicado por Evaristo Ferreira às 16:15 | link do post | comentar

Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

De Bruxelas ainda nada transpirou. A reunião plena dos 27 países membros

vai decorrer amanhã. Hoje vão encontrar-se à mesa, para jantar e pouco mais. Entretanto, os chamados «mercados» continuam no vermelho, como se esta côr fosse um sinal de morte ou de luto pela ausência de algum ente querido. Ainda do lado dos «mercados» continua a sentir-se as ameaças da agência de rating Standard & Poor's. Depois de ameaçar 15 bancos europeus, hoje ameaçou descer o rating da França, que tem um triplo AAA. Desejo, sinceramente, que tudo isto não passe de uma forma de pressão sobre o dueto Merkozy, para que resolva de uma vez por todas a «crise do euro». Um bom sinal veio hoje do BCE, dirigido agora por «Super» Mário Draghi. Baixou a taxa de referência em 25 pontos, quedando-se o juro em 1%, o mínimo atingido há cerca de dois anos. A prestação da casa vai baixar, beneficiando muitas famílias portuguesas.

Nesta hora decisiva para o euro e para a UE, é bom não esquecermos que a «unidade» dos países europeus, consubstanciada na actual União, fez com que a Europa tenha vivido em paz durante mais de 60 anos. Com a «divisão» dos nacionalismos, o continente europeu esteve sempre em guerras, entre países, impérios, caudilhos, ditadores bota-de-elástico, que provocaram o sofrimento dos cidadãos e atrasaram o desenvolvimento e o progresso dos seus países.

Na República Checa, todos os anos, centenas de «actores» comemoram a batalha

de Austerlitz, iniciada a 2 de Dezembro de 1805. As tropas aliadas que enfrentaram

os soldados de Napoleão foram desbaratadas em Austerlitz. Do lado da Rússia, que

tinha 60.000 soldados no terreno, 21.000 morreram, ficaram feridos ou foram feitos

prisioneiros. O prório Czar, ficou ferido, mas escapuliu-se. Napoleão ficou senhor da

Europa... Até 1812, quando resolve invadir a Rússia e conquistar Moscovo, tendo sido

estrondosamente derrotado «pelo General Inverno». Com esta derrota, as monarquias

europeias respiraram fundo... Mas outras guerras estavam para vir, algumas delas,

ainda mais dolorosas e mortíferas, que deixaram a Europa central totalmente arrasada.

Na hora que passa, é bom lembrar a vantagem da «União» e da solidariedade europeia.

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 14:39 | link do post | comentar

Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011

Amanhã será o dia D para a sobrevivência do euro, como moeda dos países

que actualmente constituem a Zona Euro. Contra o euro, e a partir da crise do subprime, estão interesses poderosos do outro lado do Atlântico. Eles não gostam da "moeda mais forte do mundo", não porque esta faça sombra ao dólar, mas sim porque uma Europa de moeda única, torna-se menos vulnerável à gula dos especuladores. É bom lembrar que George Soros, em 1993, num ataque à libra esterlina, levou o Banco de Inglaterra a ter que desvalirizar a libra, e, num só dia, Soros reembolsou, com a sua «aposta», mil milhões de dólares...

Na senda de Soros, que depois da crise do subprime se viu forçado a resignar na gestão daQuantum, outros expeculadores continuam a apostar na queda do euro. As agências de rating norte-americanas não são alheias a esta especulação. São parte interessada, tal como os especuladores do costume, pois as agências de rating não são isentas nem independentes. E senão vejamos o seguinte: a 5 dias da reunião dos países da UE, donde pode resultar o «resgate» do euro, a agência Standard & Poors ameaçou baixar o rating de 15 países da Zona Euro. Mas quem é a S&P, que capitaliza 1,25 triliões de dólares em activos em todo o mundo? A S&P não é independente, é uma marca da McGraw-Hill, cotada no NYSE de Nova Iorque.

Outra agência, a Moody's, que deu um «murro no estômago» de Passos Coelho, e gerou a indignação dos adeptos desta «gente de palavra, honrada e cumpridora», faz parte da Berkshire Hathaway (19,10% do capital), que é propriedade do homem mais rico dos EUA, Warren Buffett... A Moody's foi acusada de «black-mail» por tentar subornar a energética Hannover Re, que recusou a chantagem. Mesmo assim, a Mood'ys insistiu, e como não teve resposta, desceu o rating da empresa. Em poucas horas a Hannover Re perdeu 174 milhões em bolsa. É a estes especuladores que, por desfaçatez, os analistas chamam de «mercados».

Em resumo: a S&P, que tem múltiplos índices de acções nas principais bolsas mundiais, já veio comunicar que, em relação à UE, a ameça feita destinava-se apenas a fazer pressão sobre Merkel e Sarkozy, para que resolvam, de vez, os problemas que afectam o euro. Que ironia!... Estas agências de rating, não sendo isentas nem independentes, tambem são armas de arremesso, para ajudar os «mercados» a engordar. São tão credíveis, que após terem ameaçado baixar o rating a 15 países europeus e ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), vêm depois informar que se tratou apenas de fazer pressão... Sim, as agências de rating são grupos de pressão, ao serviço dos especuladores.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:58 | link do post | comentar

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