Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

Cada vez estou menos crente na eficácia deste Governo. Até agora

só foram tomadas medidas no sentido de arrebanhar mais dinheiro... Do lado da despesa ainda não vi nada, e quanto ao resto, nada se sabe. Mas hoje fiquei a saber que a super-ministra da Lavoura, das Pescas, do Ambiente e do Território -- Assunção Cristas -- tomou uma medida de "fundo", destinada a poupar uns cêntimos. Todos os "engravatados" do seu ministério foram convidados a trabalhar sem gravata para, assim, poupar no custo do "ar condicionado". Os funcionários do referido ministério passam a desabotoar a camisa (até onde quizerem), e, quando sentirem calor, pegam num leque de palha para se refrescarem. Com esta medida, o ministério da Lavoura mostra ter ideias para dinamizar a produção nacional. Já que falamos de "poupança", vem a talhe de foice assinalar a medida tomada pelo ministério das Finanças: vai criar uma Comissão de Verificação de Contas composta por 10 ou 20 técnicos, alguns deles vindos do estrangeiro... E eu pergunto: para isso não serve o Tribunal de Contas, o BP, a Troika, ou o Parlamento?  E poupar em quê? Quem paga a estadia, as viagens e o trabalho desses técnicos? Afinal, onde é que está a poupança?

 

Os vassalos deste Governo estão deliciados com a actividade de

Vitor Gaspar, ministro das Finanças. Veja-se como a "secção laranja do DN" presta vassalagem ao ministro, ajudando a explicar, tintim-por-tintim, tudo sobre os 50% do subsídio de Natal: 1)- "Saiba como vai funcionar o novo imposto"; 2)- "Como são taxados os trabalhadores dependentes"; 3)- "Que tipo de rendimentos são taxados e quem paga"; 4)- "Como funciona para os trabalhadores independentes"; 5)- "As questões legais que podem surgir". A "secção laranja do DN" está para este Governo, como o "médico de família" está para o doente. Trabalham em sintonia, e cada um faz por agradar ao contribuinte. O DN podia mostrar, numa infografia, quanto vai pagar quem receba 1.600, 2.000 ou 2.500 euros, mas não faz isso. Fica-se apenas por valores mais baixos de 1.300 e 850 euros. Assim, o valor arrecadado pelo Estado, é mais baixo e menos especulativo.  Eu creio que, nesta área, Passos Coelho está bem servido. Tem muitos vassalos, adeptos e simpatisantes que tudo fazem para lhe agradar. As "medidas tomadas" devem ser explicadas. Óptimo. mas no tempo do Sócrates, em vez de explicarem, só complicavam... Agora a coisa fia mais fina. Este é o governo neo-liberal, aliado dos grandes patrões, e inclemente com os trabalhadores por conta daqueles.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:01 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

Passos Coelho, que tanto acusou Sócrates por querer resolver o

problema do défice "pelo lado da receita", e não pelos cortes na "despesa do Estado", está justamente a ir pelo mesmo caminho, ou seja, subtraindo aos portugueses 50% do subsídio de Natal, aumentando o IRS em 2,5 a 3,5%, elevando as taxas do IVA de 8 para 13% e de 13 para 23%, e mais o que está na forja... Portanto, Passos Coelho não é capaz de "cortar na despesa", nas "gorduras do Estado", e muito menos na folha dos gestores públicos, que ganham centenas de milhares de euros por ano -- quando não milhões, que os há por aí.

 

Passos Coelho está metido numa camisa de onze varas, e não

sabe como poderá desenvencilhar-se dela. Prometeu "falar verdade", e já temos registos de algumas mentiras; prometeu "desengordurar" o Estado,mas mostra-se incapaz de o fazer; prometeu "transparência e rigôr", mas utiliza o sofisma e a mentira conforme as suas conveniências. A questão por ele levantada, sobre um "desvio colossal" nas contas públicas, é a prova provada de que Passos Coelho está desorientado, e sem soluções para resolver os problemas da governação. Mas isto é contraditório com o "programa da troika", ou seja, Passos Coelho em vez de tergiversar, só tem é que cumprir com o programa de governo, que outra coisa mais não é do que o compromisso firmado com a troika, que inclui as medidas do PEC-4... Passos Coelho ao falar de "desvio colossal", está a fazer batota. Quer ir mais além da troika, mas não sabe como fazê-lo sem provocar uma onda de protestos e greves gerais. Fala em "desvio colossal", esquecendo o escrutínio das agências de rating, e desvalorizando o "diagnóstico"  feito pelos técnicos do FMI, do BCE e da UE, do qual resultou o "Programa da Troika". Portanto, Passos Coelho está a faltar à "verdade" e ao propalado "rigôr". Já é tempo para este Governo começar a apresentar resultados. Até agora nada fez, para além de meter a mão aos bolsos dos contribuintes da classe média.

 

Este "desvio colossal", de que fala Passos Coelho, é uma falácia.

O primeiro-ministro já se esqueceu do trabalho feito pelo seu "escrutinador" favorito, o penteleiro Catroga, que passou um mês a enviar cartas para o então ministro das Finanças, Teixeira do Santos. Catroga não detectou o "desvio colossal", nem tão pouco os técnicos da troika. Por isso não se compreende "o que vai na cabeça" de Passos Coelho. Talvez queira aumentar mais impostos e suprimir (aos contribuintes) mais algum subsídio. Convém lembrar que, o corte do subsídio de Natal, foi colocado na mesa por Eduardo Catroga. Aqui, mais uma vez "mentiu" Passos Coelho, quando justificou o corte de 50% por um desvio nas contas públicas. Passos está a mentir, a cada passo que dá.

 

 




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Quarta-feira, 13 de Julho de 2011

Esta gente prometeu muita coisa, mas até agora, pouco ou nada

fizeram. É verdade que nos vão tirar metade do subsídio de Natal, medida esta que não constava no memorando da troika, mas, para além desta medida avulsa, o que o Governo fez, durante tres semanas, é um zero absoluto. Inventaram um "rombo" nas contas públicas, um aumento do défice que não foi confirmado. mas que serviu para capturar o subsídio de Natal. Com esta maquia, uns 800 milhões de euros, Passos Coelho queria agradar aos "mercados" -- indo além do acordo com a troika -- e ficava com uma "folga" para o que desse e viesse. Mas Passos Coelho esqueceu-se do watchdog de serviço, a agência Moody's, que pensou assim: "Um buraco? um aumento do défice? e ainda um golpe de 800 milhões?!... É porque a coisa está preta!... Vamos mandar tudo pró lixo". (Isto sou eu a raciocinar, ao estilo do oráculo Marcelo). E assim, a endiabrada Moody's, mostrou a Passos Coelho que não concordava com "esqueletos no armário", nem com medidas "tomadas ao arrepio do acordo com a troika". Em resultado disto, a Moody's resolveu penalizar Passos Coelho e o povo português, com a pena máxima: "Vocês valem lixo". 

 

Estou enxofrado com Passos Coelho e o seu Governo, porque

prometeram "mais trabalho e menos palavras". Elevaram a fasquia dos resultados. Prometram "acalmar os mercados", refrear a subida dos juros, melhorar a imagem do país. Nada disto aconteceu. Os "mercados" continuam "nervosos", o PSI20 já perdeu mais de 1.000 milhões, nesta última semana... Só o Governo está calmo e sereno, mas isto deve-se, talvez, às 129 páginas do seu Programa, onde nada consta sobre a União Europeia, da qual somos parte integrante, desde 1986... E é na UE que reside parte do problema, e sem a qual não conseguiremos sair do buraco em que nos encontramos. Vitor Gaspar, o ministro das Finanças, já foi a Bruxelas, mas pareceu-me estar pouco à vontade no meio de todos aqueles burocratas. Não estou a ver o nosso ministro das Finanças numa reunião do Ecofin, propor ideias e defender políticas favoráveis a Portugal. O ministro não tem carisma. Pode ser um bom técnico, a trabalhar num gabinete, mas nunca será brilhante orador num fórum internacional. Depois temos o Álvaro, o ministro da Indústria, chefiando um ministério monstro. Até agora tambem não tomou uma única medida de  carácter económico. Quanto ao subido ministro dos Estrangeiros, Paulo Portas, quase não se dá por ele. Anda escondido. Não quererá ser "chamuscado", nestes primeiros tempos. E temos o matemático ministro da Educação, Nuno Crato, que disse querer acabar com o "Estado patrão da Educação", que tambem ainda não aterrou... Mas os profesores já estão a ficar nervosos, com a mudez do ministro. Por tudo isto, por nada acontecer, e por nada se ver feito na governação do país, estou enxofrado, nervoso e desiludido.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:44 | link do post | comentar

Terça-feira, 12 de Julho de 2011

O Enxofrado nasceu da necessidade de combater os "papagaios"

que enxameiam as rádios, jornais e televisões. Com o agravamento da crise política, a sua linha editorial alterou-se, passando o combate político a ocupar o lugar de destque, e deixando para trás os "papagaios" na selva da palração. Todavia, não quero deixar de marcar aqui, hoje, o "papagaio" César das Neves, que ontem escreveu um "conto de Natal" na sua coluna do DN. O economista César das Neves, fala de economia, como os garotos falam de feijões. O beato César das Neves, confunde economia com a "multiplicação dos pães" biblicos. O professor César das Neves, fala de tudo para dizer nada. João César das Neves é um dos "papagaios" mais cotados da nossa praça, chegando a morder as canelas ao professor Marcelo -- no que toca a asneiras. O iluminado Céasr das Neves, é capaz de afirmar que 3 é igual a 1, e 1 é igual a 3, ou seja, é uma verdade vinda do Além, na medida em que encerra a tríade da trindade, personificada na unidade do número 1. Uma e a outra coisa é igual a si mema -- uma só entidade. Este raciocínio escolástico do beato César das Neves, é prova de que ele, em vez de economista, deveria ser Frei César das Neves.

 

O "papagaio" César das Neves contou ontém, no DN, a história

de um "pobre indignado com o Estado", por este lhe ter tirado o pão, a cama, e o lar... O indignado acusa a ASAE (o Estado), por ter encerrado a cantina onde ia comer, por falta de higiene e segurança alimentar. Mais: acusa o Estado por fechar a "choldra" do asilo em que vivia, deixando no desemprego 3 pessoas; acusa ainda o Estado por ter fechado a tasca onde bebia vinho a granel; César das Neves ao criar este "indignado" contra o Estado, pretende mostrar que há Estado a mais, e que, o que é bom, é privado. Para César das Neves, uma barraquinha de feira, tem todo o valor, pois dá a comer farturas saborosas, feitas com água de lavar as mãos, e fritas em óleo rançoso... Nada de ASAE, empresários de feira é que é bom. É ridiculo, a história contada por César das Neves. Eu já tinha reparado que este "papagaio" não cuida da sua higiene e muito menos da sua imagem. Tem um aspecto de quem não toma banho há oito dias. Vive no "céu etéreo", a contar histórias da Carochinha e do Lobo Mau. (Isto creio eu, a menos que esteja enganado, mas de César das Neves, nada de coerente e verdadeiro há a esperar).

Os países da CPLP acompanham a cruzada da Moody's contra Portugal.

(Cortesia do Jornal de Angola)



publicado por Evaristo Ferreira às 16:56 | link do post | comentar

Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

A vida está dificil, neste cantinho à beira-mar plantado. mas no resto

da Europa, as coisas tambem estão negras. Aqueles que, para chegarem ao "pote", chumbaram o PEC-4, em Março, levando à queda do Governo de José Sócrates, e que nos haviam prometido uma vida melhor, com juros da dívida a baixar, com ratings da República e das empresas (incluindo bancos) a estabilizar, reconhecem agora que pouco ou nada podem fazer para travar esta caminhada do país em direcção ao abismo. Agora já não "confiam" nos mercados, mas os "mercados" tambem não confiam neles... Os juros da dívida a tres anos, atingiram hoje os 20,093%. O PSI20, a esta hora (14,45 horas), afunda 4,03%, tingindo de vermeho todas as linhas das cotadas. O euro, tropeçou para os 1,41 contra o dólar. Da UE, em reunião de emergência, por causa da Itália e da Grécia, ainda não saiu fumo branco... Nada se sabe sobre medidas a tomar. Só nos resta ter esperança, e trabalhar, trabalhar, trabalhar.

 

Enquanto vivemos nesta angústia, por cá, os Indignados mais os

colegas da Geração à Rasca, continuam a curtir o calor do verão, assistindo a todos os concertos roqueiros, seja em Algés, no Óptimus Alive, em Arcos de Valdevez, na Zambujeira, no Sudoeste ou na Malveira dos Bois... À rasca, sim, mas sempre prontos a pagar, para ouvir uns roqueiros pindéricos, pagos a peso de ouro, vindos dos States, da Velha Albion, da Irlanda ou da Escócia, allways in english. Eles adoram, e os nossos "empresários" do showbizz tambem, pois a facturação é em euros, mas com pagamento através de off-shores, onde fica o dinheiro, livre de impostos. Quer dizer, a geração dos Indignados e a outra "À Rasca", em vez de consumirem Made in Portugal, preferem o que é estrangeiro... Assim, estão a ajudar à penúria e à crise que assola este país. No final do verão, o país fica com menos uns milhões de euros em caixa, graças a esta gente que se deixa anestesiar com Lady Gagas, Winehouses, Warfcanary, etc. Tudo sempre bem regado de beer, e enevoado com os charros anestesiantes. Viva a festa!

Os jovens do Sudão do Sul têm razões para sorrir e festejar... Entraram para

a comunidade internacional como o 193º. país independete. e têm petróleo e

gas. O futuro pode ser melhor, desde que esqueçam as guerras religiosas.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:43 | link do post | comentar

Sexta-feira, 8 de Julho de 2011

Temos mais um movimento de protesto, mas desta vez não é para

reclamar emprego, subsídios ou mais democracia. Agora são os Indignados contra a Moody's. Estão a preparar uma concentração no Terreiro do Paço, para amanhã, e têm cobertura mediática assegurada pela "secção laranja do DN", dirigida por Eduarda Frommhold. Esta gente só agora é que deu pela existência das agências de rating. Enquanto Sócrates governava, limitavam-se a assobiar para o lado, e diziam que as medidas tomadas pelas agências se deviam à "falta de credibilidade" de Sócrates e do seu Governo. Agora que o PSD chegou ao "pote", toda esta gente se insurge contra as agências de rating.

 

O movimento dos "indignados" é constituido por pêessedes, jotas

e associados. Dele fazem parte os Portuguese Junk Money, que estão a enviar sacos de lixo para a Moody's (assim, vai faltar matéria-prima para os negócios do Angelo Correia, ex-patrão de Passos Coelho); os hackers Mandar a Moody's à Merda , que estão a entupir o "site" da Moody's com comentários obscenos e acintosos; os "ratos" Cortar na Cotação da Moody's, que estão a inundar os formulários desta agência, preenchendo-os com insultos e ameaças. Simultâneamente, os Indignados Contra a Moody's convocaram uma manif para amanhã às 16,00 horas no Terreiro do Paço, onde certamente vão ominar todas as agências de rating. Logo na segunda-feira, quando os agentes da Moddy's chegarem a Portugal para reunirem com a banca, os Indignados vão fazer-lhes uma espera, donde pode resultar pugilato, escoriações diversas, e um pedido urgente para assistência do INEM.

 

A nível institucional, Paulo Portas falou de um projecto europeu

"dependente de agências de notação" que não sejam de raiz europeia"(!). No Parlamento Europeu, o ex-bloquista Rui Tavares lidera o projecto PIG PLATFORM destinado a discutir soluções para a crise do euro. A CML, que está classificada como "lixo", apelou a Sintra, Açores e Madeira para uma "acção concertada". Rui Rio, da CMP, cancelou a avença que tinha com a Moody's. E o régulo da Madeira fechou a porta à Moody's: "aqui, na Madeira, esses senhores não entram", disse Alberto João. Nesta onda de protestos, provocada pela notação junk "lixo", ainda falta conhecer a posição dos Bancos, da RTP, da REFER, da CP, da Brisa, da CIMPOR, das Estradas de Portugal, etc.  Não é credível que estas empresas venham enfileirar em protestos contra as agências de rating. Os seus gestores sabem que o problema é político, e que só os políticos europeus podem resolver este imbróglio.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:45 | link do post | comentar

Quinta-feira, 7 de Julho de 2011

A poeira levantada com o vendaval causado pela agência de rating

Moody's, que desceu a notação de Portugal em quatro pontos, ainda está a causar espirros e tossidelas aos ministros de Passos Coelho, e a todos os guardiões do actual Governo. O primeiro-ministro ficou chocado com a Moody's por esta agência lhe ter dado "um murro no estômago". Os banqueiros ficaram aterrados com a "loucura" da Moody's, e o ministro das Finanças, Carlos Gaspar, que conhece os corredores do BCE, da Comissão Europeia, do FMI e da alta finança, deve ter pensado que os "deuses" do Olimpo entraram em parafuso e já não sabem trabalhar com estatísticas nem fazer cálculos actuários. Na palração televisiva os "papagaios" deixam pistas sobre o futuro das agências de rating, e nos jornais os escribas de serviço fazem estória contando a origem da Moody's, da Fitch e da Standard & Poor's. E, coisa rara, até Cavaco Silva veio confessar que não vê razão para a Moody's proceder como uma organização terrorista (isto, penso eu). Mas a cereja sobre o bolo, veio da PGR, ao informar que tem em curso um inquérito às agências de rating

 

A par de todo este veemente protesto, convém nao esquecer o

passado recente, quando o presidente Cavaco Silva, quando Passos Coelho e os seus boys, mais os ressabiados do costume, acusavam José Sócrates por todos os males feitos ao país pelas agências de rating e pela subida dos juros da dívida soberana... Até à rejeição do PEC-4, toda esta gente justificava a usura dos "mercados" e o downgrading das agências com a acção do Governo de Sócrates. Diziam que ele não era um primeiro-ministro com credibilidade, que não tinha a confiança dos "mercados", etc. Com eles (PSD) no Governo, os "mercados" iriam acalmar e os juros da dívida viriam por aí abaixo... Estavam convencidos que "domavam" os mercados. É o que se tem visto. Os juros a 2 anos passaram de 7,85% para 15,75%, a República foi rebaixada para o nível de "lixo", a banca sofreu cortes de 2 e 3 pontos, e agora vai ter novos cortes por efeito do downgrade da República. Tudo tem piorado, até agora. Já tenho saudades de Sócrates, que reduziu o défice de 6,81% para 2,80% em 22005/2007, herdado dos Governos PSD. Ele cumpriu, honrou os compromissos do país, e ignorou as agências de rating. 

Que euforia é esta, em tempo de crise e de cólera?... Ainda é possivel ver

gente alegre e sorridente! Pudera. Os sul-coreanos celebram a atribuição

dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 a realizar em Pyeongchang...



publicado por Evaristo Ferreira às 17:56 | link do post | comentar

Quarta-feira, 6 de Julho de 2011

A decisão tomada pela agência Moody's de baixar o rating de

Portugal para junk (lixo), ao nível do Bangladesh e El Salvador, causou surpresa na Europa e um mal-estar profundo no Governo português. Para Passos Coelho, esta notícia foi como "um murro no estômago", confessou o governante. António de Sousa, presidente da Associação de Bancos Portugueses, disse que "esta baixa da Moody's demonstra a descredibilização da UE e do FMI". Durão Barroso afirmou que "timing e dimensão do corte da Moody's é lamentável". A Grécia disse que a decisão da Moody's "é loucura". Schaueble, ministro alemão das Finanças disse que "não vê justificação para a descida da notação a Portugal".  Ainda por cá: Fernando Ulrich, do BPI, disse que a "Europa deve estar a influenciar negativamente as agências de rating". Bagão Félix, o beato, disse que discorda do rating e da notícia por cair em "momento sensível".

 

Pedro Passos Coelho e os seus acólitos andaram  a declarar,

durante um ano, enquanto estavam na oposição, que o Governo do engenheiro Sócrates nunca conseguiria salvar o país da bancarrota, porque ele (Sócrates) não tinha credibilidade junto dos "mercados". Mais: diziam que era preciso "mudar" de Governo e de políticas, pois só assim os "mercados" se acalmariam... Após o chumbo do PEC-4, seguiram-se tres meses de campanha eleitoral, com Passos Coelho a afirmar que, só um governo do PSD, composto por pessoas "competentes e credíveis", conseguiria "acalmar os mercados e descer as taxas de juro". A crise de "confiança" que o país estava a viver, devia-se exclusivamente à "falta de credibilidade" do Governo de José Sócrates... E foi por issso, que o PSD chumbou o PEC-4...Com este downgrade da Moody's, as "mentiras" e falácias que Passos Coelho andou a propalar sobre José Sócrates, voltam-se agora contra o actual primeiro-ministro, que parece não aguentar com "um murro no estômagdo" dado pela Moody's.

 

Passos Coelho e os seus ministros foram agora atingidos pelos

"mercados" de que tão respeitosamente falaram em campanha. E estes mercados outra coisa não são do que os especuladores que levaram à crise do sub-prime americano.Passos Coelho enfrenta agora a outra Troika, ou seja, a Moody's, a Standard & Poor's e a Fitch. São a troika que classificou o sub-prime com AAA, o nível máximo. E são agências americanas, que ameaçam cortar o rating do défice e da dívida dos EUA, mas não passam da ameaça, não se atrevem a isso. Por que razão não o fazem, é segredo dos deuses... Aliás, estas agências colocam-se acima de qualquer suspeita, mas têm cometido erros nos EUA e nem sempre são penalizadas. Nos tempos de Bush, em 2001, a ENRON foi à falência de um momento para o outro. Aspirava a ser a maior produtora e distribuidora de electricidade no mundo... A rede eléctrica interamericas, ficou a meio do caminho, algures na América do Sul. A cotação da ENRON oscilava nos 84,00 dólares. À data da falência cotava-se nos 6 dólares... Tinha bom rating das agências, mas valia "lixo". A troika americana das agências da rating, está-se a vingar, na Europa. Julgam-se os "deuses do capitalismo". Portanto, é natural que tenham "endoidado", tal como os "deuses", que acabam por enlouquecer.

 

 

 

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 14:57 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 5 de Julho de 2011

É enternecedor verificar como a "secção laranja" do DN cuida dos

passos dados pelo Governo de Passos Coelho. "Sem tempo para aquecer", titula o matutino. "O Governo só entrou em funções na sexta-feira, mas há duas semanas que já anuncia medidas e estuda dossiês", introduz o DN, carinhosamente. Mais diz o DN: "O que falta decidir: (i) baixar taxa social; (ii) empresas de transportes; (iii) enriquecimento ilícito; (iv) acção (mais) executiva; (v) professores (re)avaliados; (vi) extinção de freguesias" -- lê-se no DN, tal como se lê numa receita médica para o bebé. Passos Coelho e os super-ministros não dormem, são workaolics, e a "secção laranja" do DN prossegue na enumeração de tarefas: "Cargos extintos", "Emagrecer o Estado", "Mais impostos", "Escolas e estaleiros", "Fundo de emergência" , "Mais regulação", "Privatizações rápidas". E sobre o subsídio de Natal, que diz o DN laranja? Vejamos: "Que é a contribuição especial?", "Sobre que rendimentos incide?", "Quem vai pagar este imposto?", "Quando vai ser pago?".  And so on, por aí fora, até chegar a mulher da fava rica. É só desvelo, mimos e carinho pelo Governo de Passos Coelho.

 

Um dos grandes figurões deste Governo, é Moedas, Carlos Moedas

o homem que zela pelo Programa da Troika. Este Secretário tem o poder de um ministro. Foi incumbido de desempenhar um "special assigment" na área das finanças. Dado que foi instruido pelo pentelheiro Catroga, que fez dele seu ajudante-de-campo durante a batalha com a Troika, é natural que este figurão, originário da Pax Julia, esteja ungido de poder e disposto a denunciar todas as falhas cometidas pelo Governo durante a execução do programa da Troika. Na verdade, Passos Coelho até parece ter medo do figurão, ao dizer que o seu Governo "quer ir mais além da troika", não deixando escapar nada para que o Moedas não diga depois à Troika que o Governo falhou, aqui ou ali. A ser assim, o Secretário Moedas é capaz de trair os amigos, só para agradar à Troika e constar dos ficheiros do FMI, onde pode contar com o seu camarada António Borges. Hoje em dia, ninguem dá "ponto sem nó", em particular nos meandros da alta finança e do neoliberalismo selvagem.

 

Agora vou mudar de tom. Vou falar grave, de coisas sérias e tristes.

Que é que fez o Governo, até agora? Ainda não vi nada. Hoje sei que o Governo esteve reunido, desde as 08,30 horas, e que, depois do pequeno almoço, aprovaram o fim das golden shares na PT, EDP e GALP Energia. Por mais douradas que sejam estas decisões, que já haviam sido estudadas pelo Governo de Sócrates, não me parece que daí possa vir a solução para os problemas do país. O que eu gostava de ouvir, da parte do Governo, era quais foram as medidas tomadas para aumentar as exportações, melhorar o défice da balança comercial, estancar o desemprego e sair da recessão em que o país mergulhou. Estas, são as minhas grandes preocupações, e, como cidadão, devo exigir ao Governo para que tome medidas no sentido de as resolver.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:46 | link do post | comentar

Segunda-feira, 4 de Julho de 2011

O Programa de Governo foi aprovado, sen contestação. A oposição,

não criou obstáculos à "vaga de fundo" do neo-liberalismo lusitano. Da parte do PS, como signatário da Troika, não era de esperar mais daquilo que foi dito, mas do BE e do PCP, era de esperar contestação às politicas deste Governo, com pedidos de esclarecimento ou recusa das mesmas. Até me interroguei se a "Santa Aliança" não estaria para durar. Convém lembrar que o PCP e o BE se aliaram à direita para derrubar o Governo de José Sócrates. Os bloquistas até se anteciparam ao PCP, apresentando uma moção de censura, que nem chegou a ser votada. Todavia, nos próximos tempos, creio que não é possivel a extrema-esquerda aliar-se ao PSD/PPD e CDS/PP para votar as políticas deste Governo neo-liberal.

 

No meu desconforto político, sinto a tormenta que se avizinha,

mas não posso prever a data para a chegada da tempestade. Nesta altura, uma parte dos portuguses foram de férias, e outra parte ainda aguarda pelos exames dos filhos. Daqui a pouco vamos entrar na silly season, quando chegar Julho e Agosto. Nessa altura, a classe política vai a banhos. Esse é o tempo dos deputados, funcionários públicos e do povinho em geral, ir para o sotavento algarvio. Com eles irá tambem uma raça de gente que dá pelos nomes de "analistas", "comentadores políticos", opinion makers. São os "papagaios palradores", que vão criar cenários políticos, tecer intrigas, falar de coisas disparatadas. Enquanto isso, o XIX Governo limita-se a tomar duches matinais, e legislar a torto e a direito... na ausência do Zé Povinho que, no regresso de férias, vai ficar atordoado com a série de "mudanças" e novos impostos criados pelo neo-liberalismo.

 

Há um facto que me intriga imenso. Trata-se da opção feita pela

maioria dos ministros deste Governo. Não compreendo como é que "pessoas independentes" como o ministro da Economia -- your name is Álvaro -- que vivia no Canadá, onde teria uma remuneração mensal de uns 25/30 mil dólares, usufruiria de mordomias extraordinárias -- como académico -- e tinha tempo para a familia e para "escrever livros" sobre Portugal, deixou para trás tudo isso e veio para aqui (para a choldra queirosiana), ganhar uns 5.700 euros como ministro!... Isto não lembra ao careca. Espírito de missão! -- dirão alguns. Não acredito nisso, Veja-se o caso de Fernando Nobre: este sim, era um verdadeiro "missionário", muito embora tenha confessado que "ganhava mais numa operação à próstata" do que num mês como como presidente da Assembleia da República. Mas foi-se embora, burrifou-se para quem o elegeu.. Para ele, só a presidência da AR seria um cargo digno do seu espírito missionário. Quanto ao ministro Álvaro, só tenho dúvidas. É um caso para acompanhar.

Confesso: há qualquer coisa de muito estranho neste Governo. A seu tempo veremos. Ou nos saiem oportunistas, ou apenas "viradeiros" de regime, e incompetentes na sua acção ministerial.  

 

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 14:46 | link do post | comentar

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