Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

Já há dias me referi ao "estado de graça" que se vive neste país,

com a expectativa de um novo Governo liderado por Passos Coelho. Toda a gente parece estar preparada para os "trabalhos de parto", toda a gente aguarda, com grande esperança, pelo chegada do novo messias -- o "salvador da Pátria" -- gerado pelo casamento do PSD com o CDS/PP.

Hoje, dou-me conta que, após as eleições, nunca mais houve "pobres a pedir sopa" junto das Câmaras, das escolas, do Patriarcado e das IPSS. A "fome envergonhada" desapareceu deste país. Já ninguém acorre à "sopa do Sidónio" nem ao "cabaz de compras" da Cáritas, da Misericórdia ou da Fundação Soares dos Santos... É intrigante, mas a verdade é que os "milhares de portugueses a passar fome" deixaram de ser reportados nos jornais, nas rádios e nas televisões. Como é possivel que, após o acto eleitoral, tenha acabado a "fome envergonhada" neste país? É um mistério que só os "marqueteiros" do PSD ou alguma "central de informação" montada para efeitos de campanha eleitoral, poderá explicar este fenómeno.

 

O copianço chegou ao Centro de Estudos Judiciários. Uma fornada

de candidatos à magistratura, utilizou o método do plágio, para preencher as provas de exame. A Comissão encarregue de proceder à análise e classificação das "provas escritas", deu pelo copianço, e acabou por atribuir aos candidatos um 10 de pontuação. Embora o copianço seja considerado crime, tudo se ficou pela média, baixa. Esta é a Justiça que temos, este é o perfil dos candidatos a magistrados que, mais tarde, se elevam aos mais altos cargos da nossa magistratura. Mais comentários, para quê, se isto é de verdadeiros artistas (oportunistas) portugueses?

 

A comunicação social, em peso, esperou pelo "fumo branco" que

devia sair pelo algeroz da capela onde estiveram reunidos, satisfeitos e distraidos, Passos Coelho e Paulo Portas. Só que, pelos vistos, os jornalistas não gostaram do atraso, e, enquanto decorria o tempo, vários foram os repórteres que se queixaram por tamanha falta de cortesia. Vimos e ouvimos qualquer coisa como isto:"o encontro com a comunicação social tarda, Passos Coelho e Paulo Portas continuam reunidos, a fazer não se sabe bem o quê, e nós continuamos aqui, à espera, para darmos conta dos termos do acordo".

Pois, moita carrasco. As vestais dos media são gente suprema, não se podem fazer esperar. Há que dar-lhes, amiúde, uns ossitos, para se irem entretendo. Doutra forma, elas zangam-se, com o sujeito da notícia.

 

 

 

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 16:16 | link do post | comentar

Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

Com a indigitação de Passos Coelho para Primeiro-Ministro, vamos

entrar na era do neo-liberalismo em Portugal. Aliás, a União Europeia, nos últimos quatro anos, foi tomada pelo conservadorismo dos neo-liberais. Estes, se em algum país não conseguiram a maioria para governar, aliaram-se à direita conservadora para conseguirem chegar ao poder. É esta gente que actualmente dirige a UE, controla as suas principais instituições, e tem ditado as políticas suicidas de controlo do défice e da despesa, de forma tão obstruza, que levaram à queda do Euro, à recessão económica, ao desemprego e à consequente crise social. Em lugar de políticas geradoras de crescimento económico e de emprego, optaram pelo corte no investimento e na despesa, conduzindo as frágeis economias para a recessão. O resultado está à vista... Desemprego, crescimento nulo e convulsões sociais. A crise está para durar (mesmo no berço do capitalismo -- os States). Os dirigentes europeus são incapazes de resolver os problemas criados pelo capitalismo-canibal. Veja-se como a questão grega tem sido tratada por esta gente, pelos países ricos da UE, que beneficiam dos altos juros da dívida pública cobrados à Grécia, e que se têm mostrado irresponsávelmente incapazes de resolver este problema financeiro! Os neo-liberais não conseguem encontrar soluções para remediar ou aliviar a doença que consome a Grécia... afecta toda a Zona Euro, e poderá levar à ruptura da União Europeia. Isto a nível europeu, por cá, vamos esperar  por amanhã, para sabermos se podemos ter uma réstea de esperança.

Esta questão, foi tão mal conduzida, que deixou a nu a irresponsabilidade dos

dirigentes alemães, ao acusarem do mal os outros países, injustamente.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:23 | link do post | comentar

Terça-feira, 14 de Junho de 2011

A agenda social não me permitiu tempo para esmiuçar a imprensa

de hoje. Tão pouco ouvir rádio ou ver televisão. Estou sub tegmine, num local bucólico, à sombra de uma árvore, a gozar da doçura campestre, tal como a sentiu Virgílio, o clássico da Antiguidade. Mas voltando à actualidade, à política nacional, sinto que algo está a acontecer, algo que não estava escrito, não era desejado, nem havia sido prometido por Passos Coelho. O futuro primeiro-ministro prometeu-nos ser coerente, rigoroso, firme nas ideias, constante na acção. A minha intuição diz-me que todas essas pomessas, feitas por Passos Coelho, estão a esboroar-se. Já se fala em incoerência política, cedências a torto e a direito, falta de solidez intelectual. Em lugar de um timoneiro decidido e corajoso, vamos ter um piloto que não conhece a "marinhagem" nem sabe determinar as coordenadas que o levem a porto seguro. Passos Coelho vai navegando à vista, e junto à costa, para não se perder. Mas o perigo está presente: com uma leve borrasca, o navio da sua governação pode encalhar nos rochedos.

Para quem defendeu o rigôr, a firmeza, a coragem e a coerência, o que está acontecendo demonstra que Passos Coelho não é firme nas suas convicções nem determinado. Prometeu reduzir o seu ministério a 10 ministros, mas já se fala num Governo de 12 ou 14 ministro; prometeu entronizar Fernando Nobre como Presidente da Assembleia da República, mas agora diz-se que o Nobre vai para Ministro dos Assuntos Sociais; reduziu a Cultura a um Secretário de Estado -- quando a Cultura é cada vez mais um bom investimento -- e vai entregá-la ao Viegas, que em tempos "papava almoços grátis", glosando a cozinha de tascos e restaurantes, numa coluna de um vespertino lisboeta. (Nunca mencionou um tasco ou restaurante, que, para o gosto dele, não merecesse encómios rasgados, nos refugados e na garrafeira). E com isto me fico, por hoje. De videirinhos e bajuladores estamos bem fornecidos. Depois do Secretário da Cultura, tambem receio que Passos Coelho entregue as Finanças ao pentelheiro do Catroga. Chega, por hoje. Começo a sentir convulsões estomacais.



publicado por Evaristo Ferreira às 18:08 | link do post | comentar

Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

Todos aqueles que de há muito ansiavam por um Governo de direita

deleitam-se agora a congeminar cenários pós-gestação de parto. Os "enfermeiros" do PSD em serviço na comunicação social, afadigam-se com a chegada do naciturno, preparando as fraldas para o bebé, o berço para dormir, a farinha láctea, a contratação de "amas" e nurses diplomadas. O dia natalício do bem-aventurado, vai ser um marco histórico na São Caetano à Lapa. O corpo clínico daquela maternidade, tem em serviço permanente, obstetras, nutricionistas, enfermeiros, auxiliares. Parece uma colmeia de abelhas. Nos jornais, as células do PSD, entretêm-se a ditar bitaites sobre o parto em gestação. Falam do naciturno, dos seus pais. dos seus padrinhos, dos seus almocreves, das suas "amas". E contam coisas muito volúveis, ninharias a que dão muita importância. Enfim, algo que ainda nem sequer tem existência, mas que traz muita felicidade aos parturientes. Para a direita, orfã ela mesma de poder, a chegada de um messias é um bálsamo para os seus corações. Neste entrementes, todos são felizes e solidários, por ajudarem nos trabalhos de parto. A partir do registo de nascimento do desejado Dom Sebastião, as coisas podem mudar. Não esqueçamos o que aconteceu ao "menino guerreiro": após ter sido colocado na incubadora, começou a ser esbofeteado pelos irmãos... A partir daí, nunca mais houve alegria e serenidade na clínica "São Caetano à Lapa".

 

Os fervorosos da ordem e segurança, com sede no Largo do Caldas,

tambem participam, a seu modo, na "grandeza" do evento, que será a chegada do seu messias. Para tanto, as celulas do CDS/PP nos jornais, ajudam o "homem de estado" -- possivel Ministro dos Estrangeiros -- na campanha de "mais segurança, mais polícias na rua". Tudo o que seja roubos, acidentes, desacatos violentos, naifadas ou esticões, é relatado em grandes parangonas, a fim de ser visível a ideia defendida por Paulo Portas de que é preciso mais polícias na rua, para "prender os meliantes" e "malhar nos ciganos". Os acólitos do CDS/PP estão apostados em governar um país onde haja segurança, onde ninguem possa insinuar nada, contra alguem, e muito menos contra Paulo Portas. Aquilo que fizeram a José Sócrates, durante seis anos (caluniar, insinuar e odiar) não admitem, que agora, alguem possa atirar, uma dessas "pedras" , ao seu adorado chefe. Aliás, Cavaco Silva, tambem alinha neste formato. mandou instaurar um inquérito a um jornalista, por ter "ofendido a dignidade" do então candidato à PR.  Agora toda a gente quer "castigar" os jornalistas. Quando José Sócrates falou sobre um "telejornal travestido", feito pela D. Moura Guedes, aqui-del-rei, que a liberdade de expressão em Portugal estava ameaçada. Deixai-os pousar... Ainda o naciturno está em gestação, e esta gente já se prepara para instituir a "asfixia democrática" neste país.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:40 | link do post | comentar

Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

DIA DE PORTUGAL

 

Cessem do sábio Grego e do Troiano

As navegações grandes que fizeram;

Cale-se de Alexandre e de Trajano

A fama das vitórias que tiveram;

Que eu canto o peito ilustre Lusitano,

A quem Neptuno e Marte obedeceram;

Cesse tudo o que a Musa antiga canta,

Que outro valor mais alto se alevanta.

 

(Canto I, estrofe 3, Os Lusíadas, de Luis de Camões)

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 15:02 | link do post | comentar

Quinta-feira, 9 de Junho de 2011

Começa a ser líquido que o chumbo do PEC4 foi urdido por aqueles

que ansiavam chegar ao poder, tendo, para tal fim, começado por "rasteirar" o primeiro-ministro José Sócrates (assim falou o senador António Capucho), mas tambem para alcançarem aquilo que de outro modo não seria fácil: operarem um "golpe de Estado" com a vinda do FMI, o qual iria impôr um "programa" de Governo duro, com medidas drásticas, e cortes draconianos na despesa. Assim, a direita, caso ganhasse as eleições, seria premiada pelo método "dois em um". As "reformas" que a direita pretendia fazer, tinham a recomendação e a cobertura da troika. Já não era necessário "pedir mais sacrifícios" aos portugueses. Eles já constavam do "programa da troika" e tinham que ser cumpridos. Mais uma "rasteira" dos senhores que ansiavam pelo poder. Todavia, da parte do PSD, a vindicta é tão bárbara, que prometeu "ser mais radical, indo mais além do que a troika". Estando o país com a corda na garganta (depois do chumbo do PEC4, a República, a Banca e as PPP sofreram downgrades de dois pontos, elevando os juros da dívida para níveis insuportáveis), a direita resolveu a questão da insolvência imediata do país, mas foi beneficiada com um "programa de austeridade", sobre o qual, mais tarde, se vai desculpar, dizendo que o culpado foi José Sócrates.

 

José Sócrates prometeu, em 2005, criar 150 mil novos empregos.

Antes da crise financeira internacional já contava com 70 mil. Até ao fim da legislatura, era possivel chegar aos 150 mil, mas aconteceu aquilo que todos já sabemos. Porém, enquanto José Sócrates prometia "criar emprego", a coligação em fermentação só promete "desemprego" -- as estimativas apontam para mais 180 mil desempregados. Que vai dizer o futuro governo, liderado por Passos Coelho? Simplesmente, que ele não tem culpas no cartório, que isso se deve às "medidas de austeridade" impostas pela troika, que o culpado continua a ser José Sócrates. A ladaínha vai continuar, secundada por servidores, ajudantes e videirinhos, sejam eles os "papagaios" palradores ao serviço da São Caetano à Lapa, os comentadores a martelo ou o oráculo-mor da TVI, o Professor Marcelo.

 

A direita tem bons amigos na comunicação social, dominada pelo

poder económico. Mais (como diria o Zé Manel Fernandes): em cada jornal, rádio ou televisão, parece haver um "censor" da direita, com a missão de filtrar as notícias inconvenientes à coligação futura e em gestação. Um exemplo disso foi a intervenção de João Cravinho no "Ciclo de Conferências" organizado para comemorar os 40 anos da SEDES. Cravinho referiu que "a contribuição [TSU] das entidades empregadoras em Portugal é de 30,8%, enquanto em Espanha atinge os 47%, na França 43,8%, sendo a média comunitária de 37,1%". Como se vê, apesar de em Portugal os empregadores descontarem menos do que a média europeia, a direita e o patronato continuam a insistir no corte de 4 a 8% na TSU... Para tornar as "exportações mais competitivas" -- dizem eles. E o PSD, como já referi, pretende "ser mais radical do que a troika", quer ir mais além. Cravinho mostrou que as "pensões atiram pessoas para a pobreza em 2060", mas com o radicalismo do PSD, isso pode acontecer nesta década. Esta conferência foi "abafada" pelas células partidárias ao serviço do PSD na comunicação social. Afinal a censura nos jornais existe, mas é praticada pelos "acólitos" da Velha Senhora.  

 



publicado por Evaristo Ferreira às 16:23 | link do post | comentar

Quarta-feira, 8 de Junho de 2011

Teixeira dos Santos, que foi "um mouro de trabalho" (no dizer de

Henrique Granadeiro, Chairman da PT), continua a preparar a sebenta dos trabalhos de casa para entregar ao seu sucessor, seja ele quem fôr. Tanto pode ser o beato Bagão Félix, em nome do CDS/PP, como pode ser o pentelheiro Catroga, o conselheiro Vitor Bento ou o académico João Duque, por parte do PSD. A coisa está preta, exige muito exercício de aritmética, muito cálculo infinitesimal, muita criatividade financeira. O que vale a estes novos governantes, é que podem contar com a boa vontade dos "mercados", dos "patrões" e dos "donos que controlam os meios de informação". Veja-se o apoio que tiveram: nos últimos dias de campanha eleitoral cairam-lhe nos braços, o Pinto Balsemão, dono de 5 canais de televisão, o Mira Amaral do Banco BIC, o dono da Jerónimo Martins (Pingo Doce), o patrão da holding SONAE SGPS, Belmiro de Azevedo. Este senhor cometeu um erro crasso, ao aparecer num comício político, mostrando de que "lado" está, esquecendo que um homem de negócios não deve cuidar de política mas dos seus clientes. A partir de agora, vou boicotar as lojas Continente, Worten e Sport Zone. O dono destas quitandas, é o senhor Belmiro de Azevedo, que mostrou estar ressabiado por José Sócrates não ter dado o aval do Governo à OPA da SONAECOM (Óptimus) sobre a PT. Mas o senhor Belmiro, já não se lembra da ajudinha que recebeu de José Sócrates, em 2005, quando este foi a Tróia, carregar no detonador para implodir dois antiquados edificios hoteleiros...  

 

Enquanto por cá decorre o parto do novo Governo, pelo mundo fora

a economia continua a dar sinais de retrocesso. Nos USA o desemprego continua alto, nos 9,1% e a economia vai mantendo o ritmo das marés. Não dá sinais de descolagem. Na Eurolândia, a Dinamarca acompanha Portugal, ao entrar em recessão. No Reino Unido as agências de rating ameaçam com cortes por causa da dívida, do défice e da banca. Aqui ao lado, Zapatero não consegue controlar o despesismo das Regiões Autonómicas. A Catalunha teve dowgrades por causa da dívida. As restantes Regiões tambem não conseguem cortar nos défices. O sistema bancário está em ebulição, incapaz de cumprir os rácios impostos, excepto o BBVA e o Santander. As Caixas de Afôrro desapareceram do mapa, por insolvência, reestruturação ou recapitalização. Mesmo assim, ainda carecem de uns 40 mill milhões. A construção imobiliária paralizou, não se vende, o crédito mal parado sobe, e as Cajas não conseguem recapitalizar-se. Em Espanha paira a ameaça do incumprimento da redução do défice. (Assinale-se, que o causador de tudo isto, é José Sócrates, que não previu, não evitou, não soube gerir -- oposição lusa dixit).

 

No dia 10 de Junho, dia de Portugal, o Presidente Cavaco Silva vai

agraciar Manuela Ferreira Leite, a Velha Senhora, com a Grâ-Cruz da Ordem de Cristo.Não sei a que propósito, mas posso adiantar aqui pelo menos duas boas razões: (i) por ter mascarado o Orçamento de Estado (2004?) no montante de 1,870 mil milhões de euros, entregando dívidas duvidosas ao CitiBank, que, em grande parte, foram pagas depois pelo Governo de José Sócrates, por devolução de valores incobrados; (ii) por ter inventado a "asfixia democrática" e chamado "mentiroso" a Sócrates, mas tambem por ser autora e instigadora da "campanha de ódio e vindicta contra Sócrates". Eu só encontro estas razões, para a Velha Senhora merecer a "Ordem de Cristo". Que Deus a proteja. Amém.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:56 | link do post | comentar

Terça-feira, 7 de Junho de 2011

Ainda o futuro Governo do país não foi constituido nem empossado,

mas já toda a gente fez avaliações, ditou análises, prognosticou resultados. Os "comentadores" profissionais, debitam ideias soltas a toda a hora, seja nos jornais, nas tevês ou nas estações de rádio. É uma classe de videirinhos, ao serviço de quem os contrata, muito activa e chilreante, rica em palavreado bacôco e excessiva em erros de advinhação. Vemos, ouvimos e lemos estes "papagaios" palradores, e ficamos atordoados. Alguns deles matraqueiam uns bitaites reles, dificeis de entender. É preciso muita pachôrra para aturar estes "papagaios". Para evitar uma possivel contaminação ou doença contagiosa, cada um de nós deve andar precavido com vacina adequada, pois o ruído da palração, aliado à queda da penugem e à poeira, provocadas pelo despique entre os "palradores", são altamente perniciosas. Assistir a uma luta entre "papagaios", arraçados de galo-da-india, tambem pode trazer outros inconvenientes, como seja, ser-se atingido por um esguicho de cagadela, provocado pelo calor da discussão entre os "papagaios" contendores. Enfim. De um grupo de" papagaios" palradores outra coisa não podemos esperar que não seja o piu-piu, o matraquear, a palração gratuita, a vacuidade infinita ou uma saraivada de gafanhotos explidos pela abertura bocal do psitáceo.

 

Pondo de parte a chilreada dos psitáceos, ficamos com a opinião

dos homens. E são muitos aqueles que têm feito uma análise lúcida sobre a situação política que estamos a viver. Tambem vemos que alguns estão ávidos de vindicta, que outros se mostram cépticos, que alguns temem pelo futuro, e que outros aguardam, serenamente, pela entrada em funções do futuro Governo. É bom não perdermos o norte, para estabelecer coordenadas, e podermos orientar-nos. Deixemos a "criança" nascer de parto natural, saudável e vigorosa. O governo em gestação, precisa ser saudável, forte, apto a enfrentar trabalhos árduos e a conceber projectos de díficil concepção. Nesta emergência nacional, o "parto" do novo Governo vai ser antecipado, sem que isso prejudique o naciturno, pois as novas tecnologias e a engenharia biológica assim o permite. Não queiramos entrar já em "guerra" contra aquilo que ainda nem sequer tem forma. Não queiramos fazer como a Ana Gomes, que já está a minar o terreno (pelo menos a Paulo Portas). É certo que a Ana Gomes tem um código genético muito especial: ela foi militante do MRPP, nos tempos da brasa. Ana Gomes continua a ser tal e qual, como sempre a conhecemos: na barricada, e a perguntar pelas armas. Os maoistas sempre acharam que o poder estava na ponta de uma espingarda... Tenhamos calma. Vêm aí dias de cólera. Haverá muitas e grandes "batalhas"a travar. Contra o neoliberalismo, e o capitalismo selvagem.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:58 | link do post | comentar

Segunda-feira, 6 de Junho de 2011

Ao fim de seis anos de luta renhida, o PPD/PSD conseguiu ontem

chegar ao poder pelo passo de Passos Coelho. Ganhou com 38,6% dos votos. Apesar de, durante a campanha, ter apelado à "maioria absoluta", a um "resultado forte, substancial", Passos Coelho não conseguiu ir além dos 38,6%. Terá de governar com a muleta de Paulo Portas. que tudo fará para ficar com uma parte de leão no Governo. De qualquer modo, esta é uma vitória da direita portuguesa, que há muito ansiava por chegar à mesa do poder.Despois destas eleições, numa União Europeia de 27 países, restam apenas quatro governos socialistas ou social-democratas: Espanha, Grécia, Eslovénia e Chipre. As dificuldades criadas pela crise financeira internacional contribuiram, em grande parte, para a viragem à direita em muitos países. Portugal segue pelo mesmo caminho. Neste momento o nosso país passa a ser governado por uma coligação conservadora, neo-liberal e populista, e tem um Presidente conservador. Este poder agrada aos "mercados" e aos patrões da indústria. O Estado Social vai ser atacado, reduzido, vilipendiado. Os patrões da indústria vão ter mais oportunidades para enriquecer, engordar e criarem poder. No meio disto, o que espero, é que o país ultrapasse as dificuldades, pague a sua dívida, inicie um ciclo de crescimento económico e crie emprego para centenas de milhares de desempregados. A hora é de mudança, e chegará o tempo em que será necessário mudar, novamente. Tenhamos esperança.

 

Factos a assinalar nas eleições de ontem. Em primeiro lugar,

a elevada abstenção, que pode ter vindo do eleitorado do PS.  A campanha de ódio e de calúnias conduzida contra José Sócrates, pelos ressabiados ligados à Velha Senhora, pode ter contribuido para o cansaço e a desilusão de alguma parte do eleitorado socialista. A abstenção acabou por beneficiar Passos Coelho, que conseguiu contabilizar 105 deputados com apenas 38,6% de votos. Paulo Portas -- o único candidato a 1º.Ministro -- teve uma percentagem inferior à que lhe davam as sondagens. E os confederados do Bloco de Esquerda, que se aliaram à direita para derrubar Sócrates, tendo, para isso, apresentado uma moção de censura no Parlamento, foram os grandes derrotados destas eleições... O povo não esqueceu esta acção suicida do BE... Fez do PS o seu principal inimigo, aliou-se à direita e esqueceu-se das suas origens. Resultado: perdeu metade do seu grupo parlamentar. O povo não esquece a incoerência dos políticos. O "camarada Jerónimo", surpreendeu. Aguentou-se, em termos de percentagem, e ainda ganhou um deputado. Insólito?...  Não esqueçamos que o PCP é o partido mais antigo em Portugal.

José Sócrates, no actual contexto económico, político e social, não tinha hipóteses de vencer aqueles que apelaram à "mudança". O ciclo da sua governação acabou. Saiu com dignidade, humildade e tolerância. A História dará conta da sua obra, das suas reformas, da modernização do país e da coragem com que sempre defrontou ou seus adversários.

 



publicado por Evaristo Ferreira às 15:08 | link do post | comentar

Sexta-feira, 3 de Junho de 2011

Tudo tem um ciclo de vida, findo o qual, acontece a mudança.

O panorama político português encontra-se numa fase que vai levar à mudança. É inevitável, dado o cansaço dos eleitores, que em grande parte foram sendo envenenados pelo ódio e pela calúnia contra Sócrates, desde que a Velha Senhora perdeu as eleições de 27/Set/2009. Se até áquela data a oposição tratava Sócrates como "teimoso" e "arrogante", a partir daí passou a ser acusado do mesmo, mas com mais requinte maquiavélico: os ressabiados do PSD e a Velha Senhora, passaram a apodar Sócrates de "mentiroso", de faltar à verdade, e de ser o "causador do estado a que o país chegou". Já em campanha eleitoral, os ressabiados ligados à Velha Senhora acusaram Sócrates de ser igual a Saddam Hussein, compararam-no a Adolfo Hitler e até ao Conde Drácula... O senador Catroga, regressado da Aldeia da Coelha, pintou a boneca e mandou tudo aos pentelhos, depois de afirmar que "Sócrates e o seu Governo deviam ser julgados em Tribunal, pelo estado em que deixaram o país". Irritado e a gaguejar, Catroga mostrou-nos o seu telemóvel Blackberry, onde tinha uma foto tirada na sua casa das Amoreiras, onde aparecia ele na companhia de Teixeira dos Santos, para, assim, provar quem era o "assassino"Passos Coelho recebeu da Velha Senhora um rosário de enguiços para atirar contra Sócrates: (i) por este não "falar verdade", (ii) por "esconder esqueletos no armário", (iii) por "não fazer o que devia", (iiii) por "não cortar na despesa", etc. Em crescendo com toda esta parafernália, sairam à rua os senadores do PSD -- alguns já reformados -- não para defender Passos Coelho, mas para pisar ainda mais os calos a José Sócrates (se é que os tem). Foi Marques Mendes, António Capucho, Fernando Nogueira, Ferreira Leite, Filipe Menezes... Depois, quando Passos Coelho começa a "arrancar" nas sondagens, até os mais suspeitos senadores se apressaram a prestar vassalagem ao líder vencedor: Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa, Rui Rio... e Belmiro de Azevedo! Todos foram ao comício do Porto, prestar vassalagem a Passos Coelho, na esperança de virem a ser contemplados com alguma coisa... Enfim. Está pronto a estrear o filme do PSD, baseado na calúnia, no ódio e na vindicta contra José Sócrates. Quanto ao futuro, que vai ser de cólera e muita raiva, falaremos dele no day after.

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 15:02 | link do post | comentar

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