Terça-feira, 17 de Maio de 2011

Daqui até 5 de Junho, o país vive num impasse político, e ninguem

pode prever se, após aquela data, o país vai ter um Governo de maioria para governar. O actual impasse leva-nos a esquecer de que já estamos a meio do ano, temos um governo em gestão corrente, e não sabemos se a execução orçamental de 2011 vai ser cumprida, ou se vai resvalar para o lado do incumprimento. O risco é grande, já que a campanha eleitoral obriga os partidos (incluindo o PS), a concentrarem-se em planos e estratégias para captar votos e seduzir os eleitores, esquecendo os problemas com que o país se debate no dia a dia. Este é o preço que pagamos pela alternância democrática, consubstanciada no acto eleitoral. Todavia o preço deste exercício democrático, agrava-se sempre que a queda de um governo é pura e simplesmente provocada por oportunismo político, venha ele do lado do governo em exercício ou dos partidos que estão na oposição. A situação presente, foi provocada pela "ânsia de poder" do PSD, e pelo oportunismo dos restantes partidos.

 

Temos um plano de governo elaborado pelo FMI, mas até agora,

nenhum partido foi claro quanto à forma de o executar. Todos os partidos dizem ter um "Programa de Governo", mas nenhum partido político apresentou uma ideia para governar Portugal, cumprindo o programa do FMI, e conseguir que o crescimento económico seja uma realidade; que os ordenados e pensões cresçam de igual modo; que o país vai ter dinheiro para pagar a dívida externa, sem colocar em causa o Estado Social; que a economia vai expandir-se, graças à exportações, mas explicitando quais são os novos mercados, fora da UE; que o ensino superior deve continuar a crescer, ligando as Universidades às empresas; que é preciso criar emprego, explicando quais são os sectores produtivos, onde é possivel gerar mais emprego. Não basta prometer, é preciso concretizar, ter ideias novas, dotar o país com novas tecnologias e indústrias de valor acrescentado. Entretanto, vamos vivendo de promessas.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:34 | link do post | comentar

Segunda-feira, 16 de Maio de 2011

Fosse pelo granizo caído há poucos dias, fosse pelo sol enevoado

ou por súbito arrefecimento noturno, a verdade é que fui atingido por um estado inflamatório das vias respiratórias, com febre ocasional e alguma tosse irreprimível. Depois de uma simples e ligeira medicação, já estou isento de dores e suores que me atingiam todo o corpo. Agora já me sinto aliviado, mais sereno e apto para ler, ouvir e comentar o que vai acontecendo neste país de "papagaios", palradores a pataco, e oráculos a tempo inteiro. O primeiro oráculo a que prestei atenção, foi ao Professor Marcelo, na sua habitual missa de domingo, proferida na TVI, após o Jornal das 8... Gostei muito da prédica inicial, com que o Professor Marcelo abriu a sua prestação, confirmando que os States têm "a maior dívida soberana do mundo", e que, o Estado da Califórnia, continua falido, com uma dívida de 400%, coisa que nem o Exterminator Schwarzeneger consegiu resolver, depois de oito anos de mandato... Para quem tiver curiosidade em conhecer o "monstro" dos EUA, click aqui.

 

Hoje, no distrito de Lisboa (pelo menos), tivemos um dia de clima

equatorial, enevoado, com muita humidade e bastante calor. Todavia eu tive a percepção de que o "ambiente" estava mais respirável, menos poluido, menos tenso. Eu senti isso, tive a sensação de que o "ambiente político" estava mais descomprimido, e interroguei-me: Porque será, que terá acontecido para eu me sentir assim, tão distendido, tão solto, tão confortável?... Ao fim da tarde encontrei a possivel causa deste meu estado de espírito: Mr. Magoo, o "avôzinho" Catroga, está ausente do país. Consta-me que foi aconselhado, por alguém do PSD, para ir de férias... mas para longe da São Caetano à Lapa. O émulo de Mr. Magoo terá optado por uma férias em Copacabana, no Rio de Janeiro. Ainda bem, Mr. Magoo estava a dominar o mercado nacional das entrevistas, em todos os segmentos da comunicação social. Já é notória a acalmia, nos jornais, nas rádios e televisões. Passos Coelho já não precisa desmentir à tarde, o que Catroga dissera de manhã. Finalmente, "a ordem reina em todo o país". Catroga foi "saneado". Agora vai começar a campanha eleitoral -- com cerveja ou vinho, água mineral ou sumol, mas sem "paus de cabeleira", nem "jornalistas que passam a vida a falar de pentelhos"...

 



publicado por Evaristo Ferreira às 18:13 | link do post | comentar

Sexta-feira, 13 de Maio de 2011

Sempre que são fornecidos dados estatísticos negativos sobre a

economia portuguesa, a oposição embandeira em arco e manifesta uma alegria sádica, acusando o Governo de José Sócrates pelos resultados que resultam das medidas tomadas para redução do défice. A alegria incontida daqueles que não têm responsabilidades governamentais, e nada fazem para que o país possa sair deste sufôco, deixa-me triste e revoltado. Os tempos são de austeridade, não é possivel haver crescimento económico, mas a oposição continua a massacrar o Governo, como se este tivesse o poder de fazer milagres, e não o conseguisse, por falta de orações e renúncia ao poder dos deuses. Com esta oposição, o país nega-se a si mesmo, entra em depressão, baixa os braços, desiste de lutar...

 

"Entrámos em recessão!" -- gritam eles, alegremente. "A culpa é do

Governo, e do Sócrates, que não soube tomar medidas anti-crise" -- asseveram os oráculos da oposição. Hoje, até o caloiro Carlos Moedas veio proclamar "a incompetência deste Governo", perante o resultado do primeiro trimestre. O conselheiro Moedas chegou aos bastidores da política nos últimos dois meses, mas já sabe, de cabeça, todo o rol de frases feitas, urdido pelo PSD contra Sócrates e o PS. O conselheiro Moedas, se bem que ainda é um estreante, no que toca à asneira política, pode muito bem vir a superar o "avôzinho" Catroga. Passos Coelho já hoje teve que rectificar as declarações que Catroga fez hoje ao DN. Ele (Catroga), disse que, com o trabalho da troika, está pronto para ser 1ºMinistro. Sim, [mas isso] é uma brincadeira, adiantou Mr. Magoo. O que ele quer é mesmo ir descansar, ir até até à Aldeia da Coelha. É uma pena, sabem, "a minha mulher agora tem vergonha de sair à rua comigo", depois daquela história dos pentelhos -- desabafou o "avôzinho", talvez a recear um possivel divórcio, baseado na incompatibilidade de carácter...

 

A UGT e CGTP, para ajudarem à festa, vão calendarizar uma série de

greves (dos que têm trabalho no Estado). Para já, a deficietária CP, tambem alinha, com greve às horas extraordinárias. Na Carris e nos STMP, que tambem são largamente deficietários, tambem prometem greves, não se sabe bem por que razão, mas a CGTP apoia. Enquanto os que não têm trabalho, andam "à rasca" com a vida, outros que têm emprego, até se dão ao luxo de não quererem fazer horas extraordinárias. Se não trabalharem, não ganham; o Estado tem menos despesa. O pior é o Zé Povinho, que já pagou o passe, e não recebe o troco do bilhete, sendo lesado com a "luta" de outros... que não querem fazer horas extra. Isto, em tempos de austeridade. Há gente que ainda não acordou, não sabe o que está a acontecer neste país...

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 14:50 | link do post | comentar

Quinta-feira, 12 de Maio de 2011

Nestes dias de pré-campanha eleitoral, quando os partidos políticos

deviam apresentar os seus Programas de Governo e esclarecer o eleitorado de que, nos próximos dois anos, a vida dos portugueses vai ser muito dura, eis que entra em cena o sósia de Mr. Magoo -- o "avôzinho" Catroga -- que ocupa todo o espaço comunicacional, fazendo de comediante trôpego, sem que os actores políticos se façam ouvir. O "avôzinho" Catroga tornou-se a coqueluche dos jornalistas nacionais. Embora ele diga que os nossos jornalistas "em vez de andarem a discutir os grandes problemas do nosso país, [prefererem] discutir sobre pentelhos", os profissionais da informação continuam a gostar do "avôzinho" Catroga, das suas boutades, das suas falhas de memória, do seu gaguejar, do seu vocabulário vernáculo, da sua surdez e da sua miopia. Com este clone à solta, e com os jornalistas que temos, torna-se dificil captar a atenção do eleitorado.

 

O "avôzinho" Catroga todos os dias é solicitado -- pelos jornais,

rádios e televisões -- para conceder uma entrevista. Ele fala para o Negócios, para o I, para o Público, para o Ecnómico, para a TSF, para a SIC-N, para tudo o que tenha antena. Catroga, tal como Mr. Magoo, fala para qualquer coisa, nem que seja para uma parede. Tão habituado está a "palrar" que já confunde a cerveja com o vinho, as taxas marginais do IRS com as taxas do IVA, os pormenores da "coisa"  com "os pentelhos"... Decididamente, ou o "avôzinho" Catroga está "passado", ou a qualidade do nosso jornalismo está pela hora da amargura. Catroga fala, fala, gesticula, meneia, ruboriza e todos os jornalistas lhe dão antena. Depois do churrilho de asneiras e das opiniões expendidas por Catroga, o PSD pára a máquina de campanha, para convocar a imprensa, e dar o dito por não dito, que foi dito pelo "avôzinho" Catroga... Não há paciência para aturar o "homem da luta" em que se transformou este irrequieto senil.

 

A continuada exposição de Catroga na comunicação social,

está a tornar-se uma tragicomédia, não apenas pelos episódios carnavalescos a que tem dado lugar, mas tambem por mostrar que o PSD continua a não ser um partido coeso, de fortes convicções sociais-democratas, ora conservador ora neoliberal, com grupos de tendências fulanizadas, ou seja, de cavaquistas, barrosistas, mendistas, menezistas, santanistas, etc. De momento, e apesar da "unidade" demonstrada no último jantar nortenho, ao PSD continua a faltar uma forte liderança, capaz de se impôr às tendências de opinião dentro do partido, e deste se apresentar ao país como uma verdadeira alternativa. Esta questão leva a que os militantes do PSD, em vez de tratarem dos problemas genéticos de que enferma o partido, se virem contra a liderança do PS, que se mantem unida e sólida. Aqui entra o ressabiamento, a frustação e a cegueira, que conduz à calúnia, ao ataque soez e ao ódio de que é alvo José Sócrates e o PS.

 

 

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 14:39 | link do post | comentar

Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

O irrequieto guru do PSD, Eduardo Catroga continua a gerar fricções

e mal-estar entre o PS e Passos Coelho. Não há meio de o PSD encarreirar, falar a uma só voz, defender as suas ideias programáticas, plasmadas no seu Programa de Governo, e em conformidade com o acordo firmado com a troika EU BCE FMI. Todos os dias assistimos a desmentidos, rectificações e esclarecimentos sobre aquilo que diz Eduardo Catroga e aquilo que Passos Coelho tem na sua cabeça, ou no seu Programa de Governo. Hoje tivemos mais uma série de trapalhadas, por causa do "avôzinho" Catroga que, em declarações ao jornal Público, continua a defender a baixa da TSU e a subida do IVA. Ainda ontem Passos Coelho disse que "é absolutamente falso querer acabar com a taxa intermédia do IVA". Contudo, para confundir ainda mais, hoje vem o deputado Frasquilho lembrar que "a troika deixou espaço para descer a TSU, sem necessidade de subir o IVA". Isto mostra as fragilidades do PSD, onde toda a gente fala a pataco, esquece a liderança de Passos Coelho e confunde o eleitorado social-democrata.

 

Considero que Eduardo Catroga é lunático, inconstante, intolerante.

O "avôzinho" Catroga, do alto da sua tecnicidade, sente-se "o maior", entrou numa paranóia esquizofrénica, demencial. Hoje vem dizer, no Público, que "o PS quer ver-se livre de Sócrates mas precisa de perder as eleições [para conseguir isse desejo]". Já tudo foi dito e redito sobre a privatização da CGD, mas o "avôzinho" Catroga insiste no asssunto, dizendo que a CGD "é um problema nacional; não é transparente e não sabe fazer internacionalização"...  A par destas trapalhadas, o "avôzinho" Catroga, em entrevista ao Público, de hoje, afirma que José Sócrates é igual a Adolfo Hitler... Com gente tresloucada asssim, como pode Passos Coelho assentar ideias, ter um dia de sossego, e preparar-se para levar o PSD a vencer as eleições? Passos Coelho está rodeado de gente sem carácter, sem sentido de Estado, incapaz de compreender o momento que passa, e de ajudar a resolver a crise financeira e económica que assolou o país.

 

Sobre o debate entre "Passos Coelho-Jerónimo de Sousa", de ontém,

na TVI, pouco tenho para dizer. Impressionou-me os "salamaleques" entre um e outro; lembrei-me do "Comprimisso Histórico" entre Berlinguer e a Democracia Cristã; veio-me à memória a "Santa Aliança" que funcionou nesta legislatura, contra o PS, desde 27 de Setembro de 2009 até ao chumbo do PEC4. Com as afinidades existentes entre PCP e PSD, não me admira que Jerónimo de Sousa possa vir ocupar o ministério da lavoura, caso o PSD ganhe as eleições e Paulo Portas não se queira aliar a Passos Coelho. Em política, já vi coisas mais obscenas,

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 15:07 | link do post | comentar

Terça-feira, 10 de Maio de 2011

No frente a frente de ontém, entre Paulo Portas e José Sócrates,

no canal 4, ficámos a saber que o líder do CDS ainda não tem um Programa de Governo. A 25 dias do acto eleitoral, Paulo Portas, que é candidato a 1º. M, continua a fazer campanha com ideias soltas, desgarradas e sem consistência. Para quem ambiciona chegar a 1º. M, não ter uma Programa de Governo para apresentar aos eleitores -- nesta altura do campeonato -- é uma prova de incompetência da parte de quem se apresenta como alternativa a José Sócrates. De Paulo Portas só há que esperar "promessas avulsas", demagogia, populismo barato. Já lá vai o tempo do CDS/PP, agora é o tempo do embuste e da mentira. Paulo Portas, defende a lavoura, os pescadores, os mais carenciados, os menos favorecidos, os que têm pensões sociais, os professores, os funcionários públicos -- tudo para caçar votos na área do PCP, BE e PS. Já ninguem conhece a ideologia do actual CDS.

 

Após o confronto Sócrates-Portas, assistimos aos "Prós e Contras"

no canal 1. Apenas vi a primeira parte, já era quase meia-noite. Foi penoso ver Eduardo Catroga a falar sem rumo nem convicção. Fez-me lembrar os cartoons de "Mr. Magoo", um velhote, surdo e cegueta, que fala de tudo e sobre nada, que entra na auto-estrada em contra-mão, e nada lhe acontece... Passos Coelho, que foi abandonado pela maioria dos senadores do PSD, "agarrou-se" a Catroga, como um náufrago se agarra a um toro de madeira para evitar afogar-se num rio de águas caudalosas. Com tantos economistas laureados à sua volta, Passos Coelho não conseguiu recrutar um Friedich Hayeck, ficou-se apenas pelo refugo do cavaquismo. Eduardo Catroga já fez a sua rodagem, está gasto, tal como um pneu careca, já não consegue rolar seguro e direito na auto-estrada, mas Passos Coelho dá-lhe corda, como se trabalhasse a pilhas Duracel... Catroga tem algumas vantagens: é casmurro, intolerante, pitosga e surdo -- não houve o adversário.

 

À medida que o PSD vai perdendo vantagem nas sondagens,

Passos Coelho vai radicalizando o seu discurso, numa tentativa de influenciar o eleitorado. Com este procedimento, Passos Coelho mostra que saiu da toca, que está disposto a correr riscos, mas esta não é a natureza de Pedro Passos Coelho... O barítono tranforma-se num mero orador de sacristia. Pausado, mas incisivo; acutilante, mas sem vivacidade; agressivo, mas sem garra nem fulgor -- Passos Coelho tem modos de coelho, não pode fazer o papel de fera bravia. Quando Passos Coelho entra no papel de guerreiro, de general, ou de comandante, torna-se evidente a sua falta de carisma para desempenhar esse papel. Veremos se ele consegue ganhar a batalha eleitoral, aprazada para 5 de Junho.

Mr. Magoo à saida da piscina de sua casa na Aldeia da Coelha.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:43 | link do post | comentar

Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

Finalmente, o PSD apresentou o seu Programa de Governo, um

programa "ainda mais radical do que o da troika", como disse Eduardo Catroga. Ao fim de 48 dias, após o chumbo do PEC4, Passos Coelho conseguiu alinhavar umas ideias, resumidas em mais 140 páginas A-4, e que, no seu conjunto, representam a matriz do "Compromisso Portugal/Mais Sociedade, e pouco mais. Passos Coelho não deve esquecer que, o verdadeiro programa do futuro Governo é "mais do PEC4, com a receita do FMI". Avançar com fantasias, é pura especulação, destinada a campanha eleitoral.

 

Passos Coelho está pressionado, pelos boys do PSD, mas tambem

pelo lóbi "Compromisso Portugal/Mais Sociedade". Para quebrar este espartilho, Passos Coelho resolveu avançar, contra tudo e contra todos, com as ideias "radicais" propostas pelo ancião Catroga. É uma fuga para a frente, com a intenção de "separar as águas": ou ele ou Sócrates. Como não tem descolado nas sondagens, Passos Coelho resolveu "atacar" em força, escudado pelos peões de brega Carlos Moedas e Eduardo Catroga, ou seja, com o "juvenil" e com o "senil". Em resultado desta ofensiva tardia e descuidada, o Programa de Governo apresentado por Passos Coelho, tem "muita parra e pouca uva" -- todos sabemos que o próximo governo terá como programa de acção, o receituário do FMI. Ora, o "menú" apresentado por Passos Coelho não vai além daquilo que já conheciamos de há muito tempo. O problema é saber, quem vai dirigir o futuro Governo, cumprindo o "guião" do FMI?

 

Passos Coelho radicalizou-se, entrou no "tudo ou nada". Não quer

governar com o PS, mas quer reduzir o número de deputados para 181... Quer alterar a Constituição, mas "escondeu" esse desiderato; quer acabar com os Governadores cívis, mas não diz como; quer reduzir a taxa social para as empresas exportadoras, mas não exige formação para os empresários; quer privatizar parte do capital da CGD, mas numa altura em que os investidores fogem do sistema bancário, etc. Tudo isto não passa de miragens. De resto, se Passos Coelho não quer entender-se com o PS, como vai ele conseguir alterar as leis que requerem uma maioria de dois terços para serem aprovadas?



publicado por Evaristo Ferreira às 14:41 | link do post | comentar

Sexta-feira, 6 de Maio de 2011

O PSD e o CDS, acolitados pela extrema-esquerda, na impossibilidade

de fazerem frente ao dinamismo, à determinação e à coragem de José Sócrates, optaram, desde 2005, por usar a técnica "uma mentira cem vezes propalada, acaba por parecer verdadeira", pensando eles que o povo eleitor não tem memória, é "calaceiro e burro" (Vasco Graça Moura, dixit). Na verdade o PSD e o CDS, nos últimos seis anos, não fizeram outra coisa senão caluniar José Sócrates, descredibilizar a sua figura, atingir o seu carácter, demolir a sua carreira política. Sempre pelo lado da mentira, com rasteirice sacana, chamando-lhe mentiroso até à exaustão, acusando-o de ser o responsável pela crise financeira e económica mundial, que atingiu o nosso país, por efeito sistémico do sub-prime americano. O líder do CDS, em pleno Parlamento, apelou a Sócrates para este se demitir, devido ao estado em que o país se encontrava, por sua exclusiva causa! -- dizia Paulo Portas.  A Velha Senhora, que esperava ganhar as eleições de 27/Setembro de 2009 por maioria, foi derrotada por Sócrates, apesar dela ter o guião "da honestidade", do "falar verdade", da "asfixia democrática". "Não precisa fazer mais, pois Sócrates está "queimado"-- diziam ao ouvido da Velha Senhora os conselheiros que a rodeavam. Integrada nesta campanha, foi ainda urdida a cabala das "escutas a Belém".

 

A desonestidade intelectual, a mentira, o ataque zoez, foram armas

usadas contra Sócrates, pela direita, mas tambem pela esquerda. Direita e esquerda uniram-se contra José Sócrates e o PS, no intuito de tirarem dividendos eleitorais. A última das "cartadas" foi a "revogação do avaliação dos professores", justamente horas antes da dissolução da AR... Toda a oposição queria agradar aos professores, esperando receber deles, em troca, uns milhares de votos no dia 5 de Junho... Até onde chegou o descaramento, a desfaçatez, o cambão político entre forças opostas!...

 

Hoje foi publicada uma sondagem com o retrato da vontade dos

portugueses: PS 36, PSD 34, CDS 10, PCP 8 e BE 5,  por cento. Qual será a resposta, da parte da oposição, a estes resultados? Vão todos dizer que o povo português é "calaceiro e burro" -- como disse o alucinado linguísta, Vasco Graça Moura? Eu continuo a pensar que o nosso povo sabe ouvir, sabe pensar, tem descernimento, é justo e gosta de jogo limpo.

 



publicado por Evaristo Ferreira às 14:49 | link do post | comentar

Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

Vimos hoje, finalmente, o ministro das Finanças, Teixeira dos

Santos, numa conferência de imprensa, a explicar o acordo de resgate negociado com a troika FMI/BCE/UE. Finalmente vimos o ministro de Estado e das Finanças -- qual Fénix renascida -- explicar, tim-tim pot tim-tim, todos os pormenores do acordo negociado com a troika. E como ele é bem diferente do anunciado, em manchetes de jornais, ao longo das últimas semanas! O montante do empréstimo é de 78 mil milhões de euros, a uma taxa de 3,25 por cento nos primeiros tres anos (taxa que poderá sofrer ligeiras alterações na reunião do Eurogrupo, dia 16 de Maio) e de 4,25 por cento no quarto ano. A troika evitou os erros cometidos no caso da Grécia e da Irlanda, que "abafaram" o crescimento interno daquelas economias, causando alarme nos "mercados" da dívida soberana, e elevando os juros no mercado secundário para níveis inaceitáveis.

 

Já sabiamos que o Capitão América -- o avôzinho Eduardo Catroga -- tinha chamado a si a vitória deste acordo. Hoje ficámos a saber que José Sócrates foi considerado pela troika "um osso muito duro de roer" pois, durante a negociação do acordo, o actual primeiro-ministro mostrou-se intransigente na defesa do país e dos constribuintes portugueses. Tambem foi mencionado e referido por diversos elementos da troika, que o acordo foi baseado nas propostas do PEC4, medidas essas que o Governo já tinha em execução, de grande parte daquele pacote.

 

Depois da apresentação do programa negociado com a troika -- já aprovado pelo PSD e CDS -- espera-se agora que Passos Coelho apresente ao país o seu Programa de Governo. Até agora desculpava-se por não saber qual seria a "receita" do FMI, mas agora já conhece todos os pormenores, e, portanto, já é tempo de Passos Coelho dizer quais são as suas ideias para governar o país. O PS já apresentou o seu Programa de Governo, baseado no PEC4, não teve que esperar pelo programa da troika. nem dos grupos de pressão como o Compromisso Portugal/Mais Sociedade, que faz lóbi junto do PSD.

 

Palração avulsa: - Fernando Ulrich, presidente do BPI, agradeceu a todos aqueles que ajudaram a derrubar o Governo (BE e PCP incluidos, e que sempre disseram estar contra os banqueiros e o grande capital...)

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 12:37 | link do post | comentar

Quarta-feira, 4 de Maio de 2011

O balanço da informação (o lixo) prestada ao país, sobre a receita

do BCE/EU/FMI, ao longo das últimas semanas, está para ser feito mas, para já, uma coisa ressalta à vista: diáriamente fomos bombardeados com falsidades, bitaites, lixo e veneno. Nada mais do que escória... A nossa comunicação social está envenenada, obliterada, sem crédito junto dos consumidores. A deficiente qualidade dos nossos media é o espelho do país que temos. Todos discutem, parlam, mas poucos sabem do que falam. Os jornalistas, os políticos, os "papagaios" palradores, os comentadores a recibo verde, todos cuidam em facturar, mas poucos cumprem o dever de informar, baseado-se em fontes credíveis, e de opinarem com isenção e um mínimo de imparcialidade.

 

Ontem fômos informados pelo primeiro-ministro, José Sócrates, das linhas gerais que enformam o acordo de resgate financeiro, que se queda nos 78 mil milhões de euros, e donde não consta os cortes nos salários da função pública, o corte do 13º e 14º mes, o corte de pensões acima de 600 euros, nem o despedimento de 50 mil funcionários públicos. Para atenuar as medidas a tomar, baseadas no PEC4, o prazo para redução do défice foi alargado para mais um ano. Por agora podemos dizer que "temos um bom acordo", graças a Sócrates e a Fernando Teixeira dos Santos, que esteve ao lado do primeiro-ministro na apresentação do acordo às estações de televisão.

 

Logo após a comunicação do Governo, apareceu em cena Eduardo Catroga, reclamando vitória, num remake que fazia lembrar o "Capitão América". O "vôvô Catroga", indicado por Passos Coelho para acompanhar as negociações, assumiu o recado, mas, no final, apresentou-se como o único vencedor da luta contra o "inimigo" FMI/EU/BCE. Catroga não estava fardado de "Capitão América", mas a verdade é que, por efeito do ataque  a Bin Laden ou porque o primeiro-ministro disse que ttinhamos "um bom acordo", o "avozinho Catroga" pintou a boneca e embandeirou em arco, dizendo que era ele o vencedor deste acordo... Embora apenas conheça "um bocadinho do acordo". Bem, pelo menos desta vez não chorou!...

 

Palração avulsa:  "Sócrates pode renascer das cinzas" -- Maltez, João Adelino

 

Capitão América (Eduardo Catroga) lutando contra os perigos do FMI...



publicado por Evaristo Ferreira às 14:56 | link do post | comentar

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