Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

Este Governo falhou em toda a linha, apesar do "custe o que custar" e do

alinhamento "iremos para além da Troika". A cegueira política, o credo ideológico e a inexperiência governativa contribuiram para este falhanço. Com a soberba da chegada ao "pote", Passos Coelho esqueceu-se das "reformas estruturais", do corte nos "custos intermédios", e avançou à bruta, subindo o IVA em todos os escalões, cortando 50% no subsídio de Natal aos reformados e pensionistas, cortando em tudo o que contribuisse para para manter o consumo interno... Nesta fase, falhou os objectivos do OE-2011. Depois veio 2012, e foi o que foi, cortando aqui e ali, no SNS, na Educação, nos subsídios de desempregos, nos salários dos trabalhadores, nas pensões acima de 1.350 euros e no subsídio de Natal. Aumentou as propinas, subiu as taxas moderadoras, os transportes públicos, etc., etc. Os portugueses protestaram nas ruas, o país asfixiou, a economia afundou, o desemprego alcançou percentagens nunca vistas... A fechar o ano, o PIB baqueou, o défice descarrilou, o desemprego subiu, a cobrança de impostos desceu, e as contas públicas, mesmo com a privatização da ANA, desequilibraram-se em mais de 5%... O país está enfermo, a economia de rastos, as famílias perderam recursos, e o desemprego está só nos 16,94%, graças às dezenas de milhar que emigraram para fora do país... Mas Passos Coelho ainda tem esperança na "refundação do Estado", e vem agora, quase dois anos depois, falar num "corte permanente" de 4.000.000.000 de euros... Passos está desnorteado, quer começar agora com as "reformas estruturais", em fim de cíclo, e depois de arruinar a economia e empobrecer os portugueses. O guru das Finanças, Vitor Gaspar, lembrou-se agora de que o "problema" se deve à crise europeia. E o ministro Miguel Relvas, que tem sido a arrastadeira deste Governo, não tem coragem para se fazer ouvir, sempre que lhe entoam a canção "Grandola, Vila Morena". O ministro da Educação, Nuno Crato, depois de golpear a escola pública, foi agora para a China, para aprender como se administra o Ensino Público. Os jornalistas e os comentadores do laranjal, vêm agora "explicar" que o falhanço das metas do Governo se deve em particular à situação na UE. Estão todos a estrebuchar. Até o sonso do inquilino de Belém se recusa a promover Roteiros pelo país fora. Ele tem medo do povo. Ainda ontem reuniu com jovens empresários, mas no aconchego do Palácio de Belém. Nos tempos do Sócrates andava de terra em terra, a dizer que havia "limites para os sacrifícios" pedidos aos portugueses. Agora deve achar que estamos melhor. Isto está a precisar de uma vassourada.

Este Governo não tem ética política. Quase dois anos depois, mantem-se unido apenas por

falta de decôro, pois alguns dos seus membros já há muito deveriam ter sido substituidos.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:54 | link do post

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