Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

Miguel Relvas, o ministro sombra de Passos Coelho, está metido numa alhada.

Não estou aqui para o defender, antes pelo contrário, só quero apenas mostrar como é efémera a glória de governar. Miguel Relvas não é um sujeito qualquer, ele é inteligente, combativo, experiente e conhece bem os cantos do poder, onde se tem movido com agilidade e com o total apoio do primeiro-ministro Passos Coelho. Miguel Relvas é a sombra de Passos Coelho. Onde está este, está Miguel Relvas, e onde quer que haja problemas a resolvver, relacionados com o Governo, lá está o sprinter Miguel Relvas. Mas o ser humano não é infalível de todo, não é feito de aço, nem pode superar a fadiga e o desgaste físico. Há uma altura em que começa a falhar, a perder o equilíbrio verbal, e o bom senso no julgamento dos factos. Ao fim de 10 meses de Governo, Miguel Relvas pode gabar-se das batalhas que venceu, mas tambem deve arrepender-se daquelas que perdeu, por falta de claravidência, por cansaço e por arrogância. A grande derrota de Miguel Relvas aconteceu com a Reforma Administrativa, onde não conseguiu convencer os presidentes de Freguesia e muito menos os presidentes de Câmara. O ministro das sete "sete pastas", entrou numa fase de autismo político. O caso das ameaças à jornalista do Público ultrapassa tudo o que é razoável, e desacredita qualquer ministro, por mais honesto que seja. Quando um governante "anda a apagar fogos" durante muito tempo, acaba por se intoxicar com o "fumo" inalado. O ministro Relvas está, neste momento, completamente obliterado. E certamente já se arrependeu, espero, dos ataques feitos a José Sócrates, quando este governava em minoria, e era constantemente rasteirado pelos adversários. Não me esqueço desses dias. E não perdôo a Miguel Relvas por ter proferido estas palavras: "Eu no lugar do engº. Sócrates tinha vergonha, eu se fosse parente do engº. Sócrates, escondia que era parente dele". Relvas fazia coro com José Luis Arnaut, que vomitava: "Estamos a viver um momento em que o Drácula se quer passar por vítima. Mas nós sabemos quem é o Drácula e quem são as vítimas". Tudo o que de mau possa acontecer a esta "gente honrada", não tem desculpa nem desagravo. Eles vão acabar, feridos pelo "boomerang" que andaram a lançar a Sócrates... Cá se fazem cá se pagam. Enquanto não houver políticos com sentido de Estado, e com respeito pelos seus adversários, a "Roda" vai acabar por marcá-los.

Lago Dajiuhu, na provincia de Hubei, China. Dajiuhu quer dizer "nove" em chinês, tantos

são os lagos interligados entre si. Este é o mais belo daquele conjunto, que dedico aqui

ao amigo Francisco Clamote, pois ele é um apaixonado pelas maravilhas da Natureza.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:34 | link do post | comentar

2 comentários:
De Francisco Clamote a 21 de Maio de 2012 às 23:28
Inteiramente de acordo. Abraço.


De Francisco Clamote a 21 de Maio de 2012 às 23:30
E muito obrigado, pela dedicatória que me passou despercebida numa primeira leitura.


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