Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

O clima vai de feição para quem esteja acostumado aos locais de monções.

Para nós, lusitanos à beira-mar, isto é demais. Nos últimos dias provámos o clima de monção, com elevada humidade e insuportável calor de panela a ferver. Hoje, as praias da Linha, estão cheias. É o efeito do desemprego e da precaridade. Não fora isso, seriamos levados a pensar que neste país ninguem vai trabalhar. O quadro é bonito, de pinceladas brilhantes e corpos despidos (ainda esbranquiçados), mas esconde a terrivel austeridade em que o país está mergulhado. Fora do país, tudo parece estar «à espera de Godot», com os mercados bolsistas a merguulharem no vermelho, e os políticos á espera de novidades vindas de Atenas, onde o resultado eleitoral não tem permitido a formação de um Governo. Já se aposta na provável saída da Grécia da Zonaeuro no próximo mês. Atenas não tem dinheiro para pagar os ordenados e pensões de Junho. Não quero acreditar neste cenário. Espanha, está à temperatura em que estava Portugal, quando Sócrates se rendeu aos "mercados" e pediu ajuda à Troika. Isto está tudo ligado, entrançado, mas os nossos "comentadores" avençados, não se apercebem disso. Nem tão pouco este Governo, dirigido por Passos Coelho, um "imberbe" político, sem experiência de governação -- nem sequer de uma simples Câmara. A ideologia não é suficiente, é preciso, acima de tudo, experiência, calo político. O país está em crise, mas o nosso ministro da Defesa, bem como o ministro dos Negócios Estrangeiros (Aguiar Branco e Paulo Portas, respectivamente), "gastaram á tripa fôrra" ao enviarem para a Guiné-Bissau, durante um mês, uma Força de Reacção Imediata (FIR), composta por 1 fragata, 1 corveta e 1 avião P-3 Orion destinados a "salvar os portugueses", em caso de necessidade. A FIR está de regresso, como quem chega de um passeio, e recolhe à caserna cansado. Foi tudo muito precipitado, exagerado, inútil. Seria bom que nos informassem a quanto importou a factura.

Num jogo de futebol entre o Arsenal e o Villareal, foi largado um esquilo para

o relvado, obrigando à interrupção do desafio. Se a moda pega, qualquer dia,

sempre que uma equipa esteja em desvantagem, largam uma galinha ou um

ou um bácaro para interromper o jogo, beneficiando, assim, o clube mais fraco.

 



publicado por Evaristo Ferreira às 14:59 | link do post | comentar

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