Sexta-feira, 27 de Abril de 2012

Uma grande parte dos portugueses está cada vez mais desiludida com os

resultados negativos do Governo de Passos Coelho. Até queles que votaram PSD estão  cada vez mais insatisfeitos por Passos ter ido "mais alem da Troika", ao cortar metade do subsídio de Natal, sem necessidade nenhuma, já que as verbas recebidas do fundo de pensões dos bancários foi muito além do que era necessário. Resultado: Passos roubou-nos 50% do subsídio de Natal e arrecadou 6.000 milhões dos bancários, fazendo com que o défice de 2011 ficasse em 4,2% do PIB, quando este ano tem dificuldade em cumprir os 4,5% inscritos no OE para 2012. Por outro lado, com o exacerbamento dos discursos feitos no dia do 38º Aniversário do 25 de Abril, as dificuldades por que estamos a passar ainda se tornaram mais sentidas. E o discurso feito por Cavaco Silva na sessão solene do 25 de Abril realizada na AR, onde apelou ao optimismo e ao orgulho de sermos portugueses, trouxe-nos à memoria os discursos de Sócrates, quando este puxava pela nossa auto-estima e prometia dias melhores. Com uma diferença, Sócrates era coerente e sincero; Cavaco Silva além de incoerente, é hipócrita. Esta "gente honrada" (e o próprio Cavaco) recusavam os apelos de Sócrates, rotulando-o de "vendedor de ilusões". Contra Sócrates, Cavaco Silva afirmava que "já não podiamos continuar a pedir mais sacrifícios aos portugueses", agora aplaude e aprova as medidas brutais tomadas por este Governo, incluindo aquelas que vão "para alem da Troika". Cavaco Silva o que pretende, é "apagar" os erros e as gaffes cometidas nos últimos tempos. Quanto à clarificação do Estado da Nação Cavaco Silva nada diz, não se quer comprometer. Para compreendermos o que está a acontecer é preciso dar ouvidos ao que vem de fora. Joseph Stiglitz diz que "a Europa está próxima de um suicídio", se continuar a aceitar as receitas da senhora Merkel. Silva Lopes, ex-ministro das Finanças, já admite novo resgate a Portugal: "O que espero é que o novo empréstimo não venha com mais medidas restritivas". O primeiro-ministro Passos Coelho começa a ter dúvidas quando diz que "crescimento e criação de emprego passam indubitavelmente pelo sucesso das medidas estruturais". É pouco, mas já começa a preocupar-se com "crescimento" e com "emprego". Passos Coelho já não está seguro de que o país possa sair desta crise sem estímulos à economia e à criação de emprego -- temas que já estão na agenda de alguns países da Eurozona. O motor principal desta nova política poderá ser a França, caso François Hollande ganhe as eleições presidencias no próximo dia 6 de Maio... Entretanto, com toda esta austeridade, a dívida portuguesa está perto de atingir os 120% do PIB... Mais 30% do valor em Janeiro de 2011.

Ao fim de 27 anos de carreira, a Discovery é levada para o Museu da NASA.



publicado por Evaristo Ferreira às 16:30 | link do post | comentar

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