Terça-feira, 24 de Abril de 2012

As comemorações do 25 de Abril deste ano estão a ser envoltas em polémica.

De um lado estão os puristas, os defensores de Abril e os militares que protagonizaram a Revolução dos Cravos; do outro estão os ressabiados, os anticomunistas, os defensores do 25 de Novembro. No meio destes, está o actual poder, que nada tem a ver com os protagonistas da Revolução de Abril, e onde podemos incluir o actual presidente da República e os neoliberais do Governo de Passos Coelho. Todavia, como se trata de uma data muito cara à maioria do povo português, o poder em exercício vê-se forçado a cumprir as comemorações desta data histórica. O ponto alto das comemorações oficiais será a sessão solene na Assembleia da República, simbolo da democracia e das liberdades conquistadas com a Revolução dos Cravos. Contudo, a profunda crise económica e social que se abateu sobre o país, em especial nos mais pobres, na classe média, nos reformados e nos desempregados, são incompatíveis com os ideais de Abril, pelo que a Associação 25 de Abril decidiu não estar presente nas cerimónias oficiais. Vai daí, Mário Soares veio dizer que tambem não estaria presente, seguido logo por Manuel Alegre. Perante estes desencontros, o Miguel Sousa Tavares veio dizer, para quem o quis ouvir na SIC, que já era tempo de acabar com os discursos enfadonhos sobre o 25 de Abril. Pois, mas a festa é do povo, que gosta de comemorar o 25 de Abril nas ruas, só que, este ano, a festa pode ser prejudicada pela chuva, que atrasou a sua chegada. Seja como fôr, o 25 de Abril está presente na memória do povo, e jamais alguem conseguirá apagar da memória o dia da libertação de um país que vivia num regime ditatorial, que oprimia a todos e não permitia o uso das liberdades fundamentais. Com ou sem comemorações oficiais, o 25 de Abril é nosso, e ninguem vai apagar da histórica este acontecimento. Neste momento, a luta não é contra o passado, mas sim contra o que está a acontecer no presente. Não podemos esquecer o "buraco" para onde nos está a conduzir este Governo de tecnocratas neoliberais.

Na madrugada do 25 de Abril de 1974 o poder ditatorial rendeu-se ao Movimento

das Forças Armadas, que foi de imediato aplaudido e acarinhado pelo povo. Este 

não tardou muito a vir para a rua, comemorar a Liberdade junto dos militares...



publicado por Evaristo Ferreira às 15:22 | link do post | comentar

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