Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

No próximo domingo não votarei, vou abster-me. Podia votar em branco, mas isso acarretava deslocação, perda de tempo. Esta é a primeira vez que não tenho candidato definido. Em 2005 votei Cavaco Silva porque era o candidato ideal para o momento, tinha competência e deixava antever uma colaboração leal com o actual primeiro-ministro, José Sócrates. Não voto no poeta Manuel Alegre pelo que fez ao PS e ao Governo durante o seu mandato de deputado. Além disso Alegre está desfasado no tempo, aliou-se aos trotzquistas, agora defende o PS logo coloca-se ao lado do BE. As cenas que ele protagonizou na AR, votando ao lado do BE, não se esquecem facilmente. Tambem não voto em Cavaco Silva porque, durante esta campanha, tem-se revelado incoerente com as práticas políticas defendidas no anterior mandato. Promulgou o PEC III, mas vem agora criticar o Governo por cortar nos salários dos professores, dos juizes e magistrados, na função pública. Ameaça com uma "crise política", tendo em vista a dissolução da AR e a convocação de eleições para levar Passos Coelho e os seus boys ao poder. Estes, querem o FMI para mostrar a José Sócrates que "falhou", apelando a eleições. O Presidente, que nada disse nem esclareceu as "escutas a Belém" no verão passado, tambem resolveu não responder aos ataques dos adversários, que pediram esclarecimentos sobre o negócio de venda de acções do BPN e sobre a escritura de uma moradia no Algarve, no local onde compraram casa Oliveira e Costa e Dias Loureiro. Isto configura um "segredo de amigos", uma falta de transparência e o medo de que se possa revelar algo de menos correcto. Cavaco ao defender agora, em campanha, os professores, procede de forma desleal para com o Governo, e mostra que tambem ele é demagogo e populista. Tudo vale para arrebanhar votos. Entretanto José Sócrates desunha-se para levar o país a sair da crise, foi à Feira de Frankfurt, ao Qatar, aos Emiratos Árabes Unidos, tal como fez com o Brasil, China, Angola, Argélia, Libia... Nunca a nossa diplomacia esteve ao serviço da Nação, foi preciso Sócrates avançar com empresários, obrigando os diplomatas a "venderem Portugal" -- tal como fazem os EUA, a Alemanha, a França, a Inglaterra, a Espanha. Por cá, a campanha segue tristonha e sem ideias.

José Sócrates foi recebido hoje pelo Emir Sheikh Khalifa al-Thani

no palácio Diwan, no Qatar, onde foram firmados bons negócios.



publicado por Evaristo Ferreira às 18:23 | link do post | comentar

1 comentário:
De amsf a 18 de Janeiro de 2011 às 12:04
Já encontrei o candidato que há-de levar o meu cartão vermelho às elites portuguesas, esse candidato é o José Manuel Coelho.

Palhaço a maluco é o povo que vota sempre da mesma maneira esperando obter resultados diferentes!


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