Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

O programa da Troika está a conduzir Portugal para o abismo e este Governo

é incapaz de corrigir os efeitos provocados pela recessão profunda em que o país se encontra. O tratamento de choque implementado pela Troika levou ao afundamento da economia grega e agora, a terapia recomendada a Portugal, está a arrastar o nosso país para o abismo. O Governo tem falhado por não cumprir o que prometeu, e a Troika esquematizou um "tratamento" que, em vez de curar, está a provocar a destruição da economia e o caos nas receitas do Estado. Ainda hoje o economista Nouriel Roubini vem recomendar à UE o alívio das medidas de austeridade, dizendo que a Europa precisa de olhar mais para o crescimento económico e menos para as restrições financeiras. O Governo de Passos Coelho prometeu "cortar nas gorduras do Estado", mas até agora não o fez. Sabemos como a tentativa para baixar as "rendas excessivas" na EDP levou à queda de um secretário de Estado da Energia. Passos Coelho poderia poupar cerca de 2.000 milhões de euros, caso cumprisse com a recomendação da Troika, renegociando as "rendas excessivas". Mas já se viu que Passos Coelho é forte e duro com os pobres e "respeitador" e mole com os poderosos. Passos está a recuar, não é capaz de se impôr e de obrigar as Parcerias Público-Privadas a renegociar os contratos. A Lusoponte, faz orehas moucas, a EDP, liderada por António Mexia, provocou a demissão de um membro do Governo, os Hospitais e as Scuts com contratos a 30 anos, permanecem intocáveis... Passos falou muito em cortar nas "gorduras do Estado", mas como não consegue vencer os fortes grupos de pressão, optou pelo aumento dos impostos, o corte nas pensões, nos subsídios e no roubo do 13º e 14º mês. Optou pelo lado da receita, quando prometeu faze-lo pelo corte nas "gorduras do Estado". Resultado: o consumo interno desceu a pique, a receita dos impostos ficou abaixo do esperado, a recessão agudizou-se, o desemprego está nos 15%, a falência de empresas atinge o número de 26, pordia... Em relação ao último trimestre de 2011, a falência de empresas cresceu mais 43%, sendo que, na restauração e hotelaria, subiu 147%, e na construção civil subiu mais 46%. Passos subiu o IVA de 13 para 23% (um tiro no pé do nosso turismo) e agora, depois de Bruxelas alvitrar uma taxa única, Passos Coelho é bem capaz de reduzir tudo para uma taxa intermédia de 18%... incluindo o pão, o leite, a carne, a hortaliça, a fruta. Entretanto o grande capital, fugiu para os offshores do costume, e as empresas cotadas em bolsa, para não pagarem IRC, deslocam-se para a Holanda. Mais: os fundos especuladores, para não pagarem 21,5% sobre as mais-valias, têm sede no estrangeiro. Os pequenos aforradores, esses têm mesmo que pagar a taxa extraordinária de 21,5%. Governar em tempo de crise não é fácil, mas torna-se ainda mais dificil quando um Governo opta por não se confrontar com os "lobis  do capital".

O volume das exportações chinesas cresce, ajudado pela floricultura variada.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:44 | link do post | comentar

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