Quinta-feira, 12 de Abril de 2012

Nunca as relações entre o cidadão e o Estado português atingiram um grau de

desconfiança tão elevado como agora. O Estado, a coberto do Programa da Troika, tem procedido como se a lei não existisse. O Estado tem tratado os cidadãos como se estes fossem burros de carga. Passos Coelho e o seu Governo tripudiaram com o "contrato" estabelecido entre os cidadãos e o Estado. Esta "gente honrada, cumpridora da palavra dada" mente, simula e faz tábua rasa sobre as promessas feitas durante a campanha eleitoral. Prometeram "transparência e rigôr", mas fazem o contrário. Sacaram os subsídios de Férias e de Natal aos funcionários públicos e aos reformados, mas permitiram que outros escapassem a este corte, desde o presidente da República, até aos gestores de empresas públicas; tambem pouparam os trabalhadores do sector privado, dando a ideia de que há portugueses de primeira e de segunda categoria. Há dias, o juiz Bacelar Gouveia, dizia o seguinte: "[Agora] os cidadãos não têm direito à estabilidade das leis jurídicas, mas outros têm, como a Lusoponte, para quem o Governo defende o «compromisso de obrigações contratuais». Na verdade, falta rigôr e transparência na actividade governamental, e o presidente da República (que não quer ouvir falar da sua reforma), é conivente com Passos Coelho, eles entendem-se para "legislar clandestinamente", como foi o caso da proibição das pré-reformas. Além disto, o cidadão não tem direito à informação, como se viu há dias, quando perguntaram a Cavaco Silva se ele ia ou não receber os subsídios de Férias e de Natal. "Nunca mais direi uma palavra, sobre esse assunto" -- respondeu aos jornalistas. Da parte do Governo, a falta de transparência raia o absurdo. Ainda agora aconteceu com o Orçamento Rectificativo, destinado a «acomodar» o «lapso» cometido pela não contabilização das pensões a pagar, este ano, aos reformados da banca, cujo fundo de 6.000 milhões foi transferido para o Estado, para "rasurar" o défice das contas públicas. O Governo, neste momento, já gastou o dinheiro -- não se sabe como nem em quê -- e agora as "reservas da Previdência" estão exauridas, devido a milhares de novas "reformas douradas" e com as pensões dos bancários, que atingem os 450 milhões de euros anuais. Hoje, o ministro Mota Soares, anunciou o corte do RSI, válido apenas por 12 meses... O Fundo de Pensões para os reformados, estava assegurado até 2030, mas pelo que temos ouvido, nos últimos dias, a sustentabilidade do fundo está em derrapagem. Não sabemos porquê, e o Governo nada nos diz. No tocante à "transparência e rigôr", tão apregoados por Passos Coelho, este Governo não consegue convencer os portugueses.

Polícia sinaleiro em Pyongyang, capital da Correia do Norte, o país mais fechado

do mundo. Imagem captada a partir do comboio que foi disponibilizado para levar

os jornalistas internacionais a assistirem ao lançamento de um nono míssil...



publicado por Evaristo Ferreira às 14:44 | link do post | comentar

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