Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

Nunca como agora a falta de transparência na política foi tão evidente.

Por cá, tivemos uma semana cheia de disparates, de trapalhadas, de falta de decôro e plena de mentiras vindas do lado dos nossos governantes. Ao fim de dez meses de governo neoliberal, verificamos que foram quebradas todas as promessas feitas aos portugueses e agora é o salve-se quem puder. O primeiro-ministro já admite novo resgate, mais sacrifícios para o povo, mais austeridade até 2015.Tudo o que prometeu, esvaiu-se como água por entre areia da praia; tudo aquilo de que acusaram o Governo anterior, está a passar-se com a governação desta "gente honrada". Cada dia o país se afunda mais. Não se vê uma pequena luz ao fundo do tunel. Estamos cada mais mais pobres, e a vida cada vez se torna mais insuportável. A falta de ética, de rigôr e de equidade são a marca deste Governo. Dentro e fora de fronteiras, o modus faciendi é similar. A desonestidade, a ganância e a falta de transparência reinam nos "mercados". Veja-se o preço da gasolina: em 2007 e 2008, em plena crise, quando a epidemia do subprime alastrou pelo mundo, o litro de gasolina custava cerda de 1,51 euros; agora, com a economia em recessão e as quotas de extracção de petróleo em máximos, a gasolina está a 1,80 euros o litro. Só este ano, já houve um aumento de 25 cêntimos... Ora bem, o preço das matérias primas e da energia, em tempo de recessão económica, tendem a desvalorizar-se por efeito da procura, que é menor. Neste momento a Europa, e não só, está em recessão, mas os preços da energia (do barril do petróleo) não descem, aumentam... Até o ministro do petróleo saudita ameaçou subir a produção, caso os preços continuassem em alta, mas os "mercados" continuam a engordar, insaciáveis. Já não funciona a lei da oferta e da procura. Os "mercados" (é bom notar), que outra coisa não são senão os grandes bancos de investimento (americanos, alemães, ingleses, holandeses, etc.), os mesmos que venderam o "lixo" do subprime, os mesmos que engordaram à custa das elevadas taxas de juros das dívidas soberanas. Quando não "sugam" nas dívidas soberanas, "mamam" no petróleo ou nas matérias primas. Este tipo de capitalismo especulativo, enquanto viver à rédea solta, vai acabar por rebentar com todas as medidas orçamentais provisionadas pelos países com economias mais fracas. Mesmo assim, os acólitos dos "mercados", continuam a defender estes como se defendessem um deus terráqueo.

Em Teerão, capital do país dos ayatollas, está na moda apostar em equipas

de futebol robotizadas. A adesão a esta modalidade desportiva é enorme e

já se prepara um campeonato a nível nacional. A vida não é apenas Corão...



publicado por Evaristo Ferreira às 14:38 | link do post | comentar

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