Quinta-feira, 5 de Abril de 2012

As perspectivas quanto ao futuro são negras, e este Governo, que teve uma

entrada de leão, parece enveredar agora por uma saída de sendeiro. Esta semana tem sido horrivel, ou seja, para além da asfixia causada pelo torniquete da Troika, o Governo tem-se desgastado e descredibilizado com uma série de trapalhadas cometidas por quase todos os elementos do executivo de Passos Coelho. A última trapalhada aconteceu ontem, com Vitor Gaspar a dizer, à hora do almoço,  que o corte nos subsídios de Férias e de Natal são uma medida temporária para durar até 2013, e com o primeiro-ministro a afirmar, à hora do jantar, que os cortes se vão manter até 2014, e que em 2015 voltarão a ser pagos, mas ainda não sabe se por inteiro ou a prestações.  Ontem, o Governo estava eufórico por ter colocado 1.500 milhões de euros de dívida a 18 meses, com juro a 4,375%, realçando que os "mercados" estavam a confiar em Portugal, quando o comprador da dívida tinha sido a banca portuguesa. Hoje, os juros da dívida nos "mercados" estão a subir, em todos os prazos, por efeito do contágio espanhol e italiano. A ministra da Agricultura, imolada por Paulo Portas, sofre com os incêndios nas florestas, com a seca extrema nas terras de cultivo e de forragem, por não ter meios para acudir aos agricultores. Espanha, para onde remetíamos a maior quota das nossas exportações, está em recessão e até os turistas "nuestros hermanos" estão a cortar nas viagens a Portugal. Como se tudo isto fosse pouco, da parte do ministério da Economia, não vemos ou sentimos sinais de alavancagem da economia nacional. Pelo contrário, com o novo Código Laboral, todas as pequenas e médias empresas têm ordem para despedir a trouxe-mouxe, elevando o número de desempregados para índices nunca registados neste país. Esta "gente honrada" enfatizou a sua luta nas "reformas estruturais", prometendo com elas a salvação do país. Agora vêm dizer-nos que elas são necessárias e fundamentais, mas que só vamos sentir a sua alavancagem daqui por cinco ou oito anos... No entanto, a gravidade da situação tem uma marca: emergência nacional, e numa emergência, para salvar o doente, é preciso que a receita e os medicamentos tenham efeitos imediatos. Ora, não é isto que está a acontecer. Afinal, o que pretendem estes timoneiros, para onde nos querem levar? Será que eles estão iludidos e confusos? Não saberão eles que as "reformas estruturais" só poderão ser implementadas em tempo de bonança, nunca em tempo de emergência nacional? Os portugueses mereciam outro tipo de timoneiros, que não estes, gente que tivesse uma visão abrangente da situação do país, parte integrante de uma comunidade de 27 países, onde todos deveriam ajudar-se e nunca deixar que cada um cuide de si. E a verdade é que, a equipa de Passos Coelho, que nos governa, nunca fez profissão de fé pela União Europeia.

Como em tudo na vida, na política, tambem há quem esteja sempre de candeia às avessas...



publicado por Evaristo Ferreira às 15:48 | link do post | comentar

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