Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

O Governo conseguiu vender, como estava previsto, 1.250 milhões de euros de dívida pública à taxa de 6,716, muito abaixo do que era esperado e quando ainda há poucos dias os "mercados" cobravam 7,168. Cá dentro e lá fora, este processo foi seguido com atenção pelo Governo, pelos media, pelo BCE e por Angela Merkel. No final todos ficaram satisfeitos. Quem não gostou e desvalorizou o resultado foram todos aqueles que montaram a "campanha do FMI", denunciada no meu post de segunda-feira com o título de "Cambão Político (1)". O sucesso de colocação da dívida foi aplaudido em Espanha, em Londres, Alemanha e França. As Bolsas europeias e americanas dispararam em sinal de alívio. Num inquérito promovido pelo Wall Street Journal on-line, 70 por cento dos votantes não acreditam que Portugal necessite do FMI. O primeiro-ministro português prometeu que tudo fará para resolver os problemas do país, e confirmou-o mais uma vez, desta feita em Frankfurt, onde se apresentou com uma delegação de empresários ligados à exportação nacional. Amanhã segue para o Golfo, visitando o Qatar e os Emiratos Árabes Unidos, certo de que o país precisa diversificar as exportações. Por cá, a campanha eleitoral vai cumprindo o calendário, mas hoje foi aberta uma janela, aberta pelo candidato Cavaco Silva, que poderá conduzir o país a uma "crise política"... Falar disto hoje, após o sucesso da venda da dívida pública, quer dizer que o candidato Cavaco Silva está em linha com a "campanha" delineada por Passos Coelho que tem por objectivo provocar eleições antecipadas para o PSD chegar ao poder. Cavaco Silva, sendo reeleito, irá ceder à pressão do PSD, que é o seu partido político. Entretanto, o guião da "campanha" vai sendo cumprido pelos amigos, cá dentro e lá fora, designadamente aqueles que estão ligados a instituições internacionais, como sejam os grandes bancos, as empresas de rating, o próprio FMI. Não esqueçamos que António Borges é funcionário desta instituição para a Europa e é militante do PSD.

Chegados aqui, e apesar do Governo estar a trabalhar no sentido de levar o barco a bom porto, é por demais evidente a acção da rede de concluios montada, e que está a "operar a máquina" que vai cilindrar José Sócrates conduzindo, assim, o país para eleições antecipadas.

Os acontecimentos de hoje, em plena campanha eleitoral, mostram que Cavaco Silva tem um plano: criar uma crise política para levar o PSD a ganhar as eleições. Mas esta crise política artificial, pode sair muito cara ao país.

Nunca pensei que os países ocidentais viessem um dia a ser ajudados

pelo yuan, moeda de câmbio chinesa com a efígie do Mao Tzetung...



publicado por Evaristo Ferreira às 18:16 | link do post | comentar

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