Quinta-feira, 1 de Março de 2012

A princípio era o ovo. E o ovo gerou um governo. Não um Governo sólido

e coeso, mas uma gelatinosa omeleta. Mal passada, com bolhas e algumas manchas escuras.. Um Governo assim, com altos e baixos, cozinhado em lume forte, com temperos importados ou feitos à base de salsa e pimentão amarelo, não podia deixar de ser intragável para o meu gosto. Ponto final. Ao fim e ao cabo, eu não faço parte do LIPP (Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal), um nicho de angariação de ideias, criado pelo Tozé Seguro. Portanto, fico-me por aqui, e vou directo ao assunto de hoje.

O super-ministro da Economia, Desemprego, etc, etc, Álvaro [Santos Pereira],

continua a ser "aliviado" da sua carga ministerial. Por este andar, ao Álvaro, qualquer dia só lhe resta emigrar. O "super-ministro",  que antes de o ser era bloguer e dava pelo nome de Desmitos, tem-se revelado um verdadeiro "mito". O chefe do Governo, Pedro Passos Coelho, continua a alijar a carga do burro (salvo seja). Depois de lhe ter subtraído diversas valências, Passos Coelho, mais uma vez, ontem, apoucou a parafernália ministerial ao ministro Álvaro. Desta vez fica sem a coordenação do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). Durante os mandatos de Sócrates foram utilizados cerca de 80% do total das verbas do QREN para 2007-2013. Resta, portanto, utilizar 20%, qualquer coisa como 4,5 mil milhões de euros. A percentagem a utilizar a fundo perdido é agora de 85%, pelo que o Estado só terá que repôr 15%, quando dantes obrigava a 25%. Ora bem, estas eram verbas que o ministro da Economia deveria gerir... Afinal, para que serve o "super-ministro" Álvaro? Por este andar, qualquer dia o Álvaro fica despojado das suas competências no ministério da Economia. Atrevo-me mesmo a dizer que o Álvaro corre o risco de ficar confinado apenas à "indústria do pastel de nata".

A Floresta antes da Tempestade, pintura a óleo do grande paisagista russo,

Ivanovich Shishkin (1831-1898). A sua obra pictórica tem sido estudada para

avaliar a floresta actual com a contemporânea do pintor, onde se verifica que

parte das espécies desapareceram devido a cataclismos ou mudanças de clima.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:32 | link do post | comentar

2 comentários:
De Francisco Clamote a 1 de Março de 2012 às 16:54
Tem toda a razão. O Álvaro, com as sucessivas "alívios" já não poderá fazer muito mais do que coçar-se. Verdade seja dita que, antes, também não fez outra coisa. Dada a sua irrelevãncia, eu diria até que o melhor é nem sequer ficar com "a indústria do pastel de nata". Abraço.


De www.emigrar.info a 9 de Março de 2012 às 01:16
http://www.emigrar.info Entre 2000 e 2006, o número de portugueses que emigraram para Andorra, Suiça, França, Luxemburgo, Espanha e Reino Unido aumento de 419.048 para 639.622, de acordo com o relatório, indicado pelo Diário de Notícias. A Alemanha terá sido o único país a registar uma diminuição de portugueses a trabalhar no estrangeiro - menos 17 mil.


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