Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

«Casa onde não há pão, todos ralham e ninguem tem razão», diz a sabedoria

popular, e é bem verdade. Nunca como agora, nestes tempos de crise financeira, económica e social, ouvimos tantos disparates e tantos deslizes vindos da boca dos políticos, cá dentro e lá fora. Andam todos piegas, lamurientos, insatisfeitos, incapazes de controlar as emoções. Só falta começarem a choramingar, destilando raiva, ódio e desespero. Vinda do cidadão comum,  é compreensível, mas quando a choradeira vem dos responsáveis políticos, isso não é aceitável. Esse deslize é um sinal de fraqueza, de incapacidade para resolver as questões da comunidade. A um político exige-se serenidade, compreensão e uma imagem de poder. Ora nas últimas semanas, cá dentro e lá fora, os políticos entraram em descarrilamento. Não se contêm nas palavras, mostram-se incapazes de avaliar os riscos em curso, são incapazes de dar ânimo e esperança aos seus concidadãos.

Veja-se o desvario cometido pela senhora Merkel, ao dizer que a Madeira

não soube aproveitar os fundos europeus para melhorar a competitividade... Disse que os fundos foram aplicados na construção de auto-estradas, em tuneis, em obras de fachada, esquecendo-se de que os fundos estruturais foram aprovados pela UE. Claro que o soba da Madeira ficou logo irritadiço, e chamou de «ignorante» à senhora Merkel. Depois, tivemos o presidente do Parlamento Europeu, senhor Schultz, a criticar Portugal por fazer negócios com Angola, país onde a senhora Merkel esteve há dois meses, a promover a indústria alemã... Outro tanto fez com a China, há cerca de duas semanas, para promover negócios chorudos. Ontem, numa reunião do Eurogrupo, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, foi «apanhado» a falar com Vitor Gaspar, a quem prometeu ajuda da UE para renegociação da dívida, a fim de aliviar a austeridade imposta pela Troika e pelo Governo de Passos Coelho. Esta inconfidência, deve ter irritado o primeiro-ministro, pois sempre tem negado essa hipótese. Aliás este episódio, gravado pela TVI, mostra o estado a que chegou o jornalismo dos nossos dias. Sabendo que não era permitido gravar som, apenas imagem, os «jornalistas mercenários» quebraram todas as regras de confiança e do próprio código deontològico. O «mercado de media», para sobreviver, «faz pela vida», como disse o Marcelito Ganda Nóia (Marques Mendes), na «capoeira» da TVI, ontém, quando lhe perguntaram como é que conseguia saber das «guerras» no PS, entre «socráticos» e «seguristas». -- Tem alguem, dentro do PS, que lhe dá essa informação? -- perguntou Paulo Magalhães. --«Faz-se pela vida», respondeu o Marcelito Marques Mendes. Afinal, onde está a ética desta gente?

Temperaturas negativas e queda de neve continuam a flagelar a Holanda.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:50 | link do post | comentar

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