Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

Nos últimos dias temos assistido a uma série de erros cometidos por alguns

dos membros deste Governo que evidenciam insegurança, desnorte e alguma irritação. Tem acontecido com o ministro da Defesa, Aguiar Branco; com o ministro da Economia, Álvaro {Santos Pereira], com o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo; com o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas; com o ministro do Foreign Office, Paulo Portas; com a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz; e até com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

Na verdade Aguiar Branco perdeu a paciência e, vai daí, disse aos militares

para escolherem outra profissão, caso não estejam bem na instituição castrense; Álvaro [Santos Pereira] acusou os comunistas de o perseguirem por ser um «estrangeirado» vindo do Canadá; Miguel Macedo, que poderia ser um bom dirigente parlamentar, não tem arcaboiço para dirigir as diversas polícias da Administração Interna; Miguel Relvas, por querer a Reforma Administrativa, «custe o que custar», mas contra a vontade das autarquias locais; Paulo Portas, por estar «ausente» das acções do Governo, quando deveria defender os polícias e condenar os «bandidos», pois foi esta a sua promessa, feita durante a campanha eleitoral; Paula Teixeira da Cruz, por querer ficar na história como a "justiceira revolucionária", virando a Justiça ao contrário, mas sem ouvir os principais operadores; e Passos Coelho que, por falta de calo político, quer «reformar o Estado» e impôr o empobrecimento aos trabalhadores portugueses -- «custe o que custar» -- sem olhar a meios nem complacência com a classe média.

A austeridade imposta, afecta os reformados e trabalhadores, os pobres

e a classe média, e ainda vamos a meio do caminho. Ouvir queixumes deste e daquele, sentir a ira e a revolta dos desempregados, saber que o desespero invade grande parte das famílias portuguesas, tudo isto deve ser tido em consideração pelo Governo. O primeiro-ministro não pode fazer orelhas moucas a este desespero. Tambem não deve tratar os portugueses como se se tratasse de criancinhas num infantário, a quem acusa de ser «piegas» e ter espírito calaceiro. Um general não deve amesquinhar os seus soldados; deve encorajá-los, apelar às suas qualidades, motivá-los, incentivá-los -- sem paternalismos, mas sim com bom senso, bons exemplos, mostrando-lhe o caminho que leva à vitória. O primeiro-ministro é um ser humano, não pode tratar os outros como simples autómatos. Não havendo compreensão pelos problemas dos outros, não poderá haver respeito por quem manda.

Tendo em conta todas estas considerações, e uma vez que os actuais

governantes nos conduziram até aqui, não é desejável que «esta gente honrada» entre agora numa espiral de desnorte, mas sim que conduza o país ao «paraíso» que nos prometeu. Por favor, deixem-se de picardias. Tenham juizo e sentido de Estado. Aprendam a governar o país, com os portugueses, e não apenas contra eles. Não sejam «piegas», nem calaceiros.

Nalgumas regiões da Alemanha já se registaram temperaturas negativas de

20º Celsius. A Polónia e a Sérvia tambem estão a sofrer com enormes nevões.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:08 | link do post | comentar

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