Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

O Governo dirigiu-se aos "mercados", afirmando que "as receitas subiram, a despesa baixou, as exportações aumentaram 15,7 por cento e o PIB nacional (que era suposto atingir 0,7 por cento), irá quedar-se acima dos 1,3 por cento". Mesmo assim, com estes dados, a campanha presidencial está a ficar ofuscada pelos ecos da desgraça, que vêm de fora para alimentar cá dentro os sequiosos de poder. A entrevista de Passos Coelho ao DN de ontem é reflexo desse fluxo de propaganda, destinado a preparar o caminho para a tomada do poder pelo PSD, logo após a reeleição do actual Presidente, como indicam as sondagens. Esta "corrente de propaganda" tem adeptos cá dentro e é alimentada pelos correligionários amigos da City londrina, dos banqueiros de Frankfurt, dos sarkosianos franceses, dos liberais e conservadores que governam a maioria dos 27 países da UE. Todos se preparam para dar uma ajuda a Passos Coelho e ao PSD. Não esqueçamos que o Delegado do FMI para a Europa é o social-democrata António Borges (ex-funcionário do Goldman Sachs, em Londres, donde foi despedido no ínicio da crise financeira). A estratégia está em marcha. O PSD está farto de esperar pela chegada ao poder. É certo que esta crise ainda vai perdorar, e, qualquer que seja o partido que esteja no Governo, nao vai ter a vida facilitada, durante mais dois ou tres anos... Por outro lado, é preciso não esquecer que o PSD aprovou o actual PEC III, pelo que será responsabilizado pela "dôr de parto" que casou ao povo português. Ora, para ultrapassar este obstáculo, o PSD vai aproveitar a "onda" dos "mercados", e, dizendo nada aos superiores interesses do país, apoia a vinda do FMI... Com a vinda do FMI, com a aplicação da receita do FMI, o PSD e o seu presidente, Passos Coelho, reclamam eleições antecipadas e culpam o Governo de José Sócrates por ter falhado (o quê? O PEC III? Mas o ano ainda agora começou? Parte das medidas só no fim deste mês terão efeitos!). A pressa de chegar ao poder, leva a que Passos Coelho  cometa uma asneira política, pois está a colocar os interesses partidários à frente dos interesses do país. A "salvação", dizem eles, é chamar o FMI, mas o BCE continua a comprar a nossa dívida, Sarkozy e Angela Merkel dizem não ter pressionado Portugal, e os juros da dívida baixaram hoje... Quarta-feira vamos tirar a prova dos nove, vamos ver até onde o "oráculo" de uns e a "ajuda" de outros se combinam. Portugal vai pedir aos "mercados" 1.250 milhões... Ninguém irá comprar? Os juros subirão para lá dos 7 por cento?. A ver vamos. Poderá acontecer que um só país compre a maior parte daquele montante, levando à queda dos juros. Será um balde de água fria para o PSD e para os amigos que tem na Europa e no FMI.

 



publicado por Evaristo Ferreira às 18:15 | link do post | comentar

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