Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Correm ventos de mudança no que respeita ao cumprimento do Memorado

de Entendimento entre Portugal e a Troika. São cada vez mais sonantes os ventos a favor da reestruturação da dívida. Por outro lado, os ventos que sopram de S. Bento, sopram no sentido de total cumprimento do Programa da Troika e na recusa de novo pacote de resgate. Estamos pois no meio de uma ventania infernal, que causa arrepios, e nos deixa em estado de colapso cardíaco. São ventos contrários, vindos dos diversos quadrantes políticos, económicos, financeiros e sociais. Trata-se de um verdadeiro turbilhão de interesses ocultos, de apostas especulativas, que devem ser analizadas com serenidade e com conhecimento de causa. Em boa verdade, não me parece ser possivel a qualquer adivinho, deitar sortes sobre o futuro do país, quando ainda faltam 11 meses para executar as medidas tomadas pelo Governo em nome da Troika. Para maior clareza à análise dos factos, devemos esperar pela evolução dos resultados até ao II Trimestre. A partir daí já poderemos vislumbrar o caminho que as coisas vão levar. Não nos iludamos com as apostas «batoteiras» que estão a ser lançadas sobre a mesa do jogo.

 

Para já convém anotar a tendência e os desvios que os «mercados» e os

oráculos vão descrevendo: Vejamos: «representante do FMI em Lisboa diz que a dívida é sustentável»; « OCDE: se programa da ajuda a Portugal não funcionar passa-se para a próxima fase»; «Standard & Poor's: antecipa recessão suave e ligeira na Zona Euro»; Oli Rehn: «Portugal está a fazer bons progressos»; Handelsblat (jornal económico alemão): «mercados têm poucas dúvidas de que Portugal fará reestruturação da dívida»;  Governo: «Miguel Relvas garante que Portugal não vai pedir um segundo resgate financeiro», Fitch: «Portugal não representa um risco para a Zona Euro»; Vitor Gaspar: «o país é cumpridor e não pedirá mais dinheiro»; D. januário Turgal (bispo das Forças Armadas): «Depositava muita confiança na actual governação [...] mas depois descubro que os nossos governantes vão além dos sacrifícios impostos pela Troika e fico atónito». Financial Times: «é inconcebível Portugal voltar aos mercados em 2013. Os mercados estão a antecipar um incumprimento financeiro nos próximos cinco anos». -- Quem tem razão, quem fala verdade, quem melhor sabe ler o futuro? Não sei. Vamos esperar pela execução orçamental do II semestre do ano. A partir daí, torna-se claro o rumo da execução orçamental.

Nas florestas do norte da Alemanha têm sido registadas temperaturas de

25 graus Celsius negativas. Desde 1986 que não havia semelhante registo.

 



publicado por Evaristo Ferreira às 16:41 | link do post | comentar

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