Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Ontém, durante a cerimónia de abertura do Ano Judicial, ouviram-se vozes

avisadas vindas de diversos quadrantes ligados à Justiça. Ouvimos o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça defender os «direitos adquiridos» dos cidadãos como meio de evitar um novo PREC. Ouvimos o Procurador-Geral da República criticar a existência de «regulamentação tão abundante que esmaga, complica e tira poder de iniciativa» aos operadores da Justiça. Ouvimos o bastonário da Ordem dos Advogados dizer que «o facto dos funcionários do banco de Portugal ficarem isentos de algumas medidas de austeridade», pode levar a «um perigoso sentimento de revolta». E ouvimos a ministra da Justiça dizer que o novo «mapa judiciário não é uma agressão contra a cidadania», mas sim a necessidade de simplificar os meios para o bom exercício da Justiça. Finalmente, ouvimos o presidente Cavaco Silva apelar aos «agentes e operadores judiciários» para colaborarem com o Governo nas reformas de fundo que estão a ser criadas. Foi um encontro de «gente civilizada», que falou com punhos de renda, sem agredir nem molestar ninguém. Apenas o bastonário da OdA, Marinho e Pinto, falou mais claro, mais frontal e directo. Mas desta vez, escusou-se a contradizer ou a atacar as ideias da ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz. Noblesse oblige. As circunstâncias do acto, a presença das mais altas magistraturas da Nação, assim o exigiam. Os únicos desacordes fizeram-se ouvir, fora de portas, vindos do lado da Associação Sindical dos Juízes Portugeses, e do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público. É natural, em democracia.

 

Nuno Crato, o matemático ministro da Educação, que sempre alimentou o

sonho de «implodir o Ministério da Educação», continua a «cortar no pinhal». A «regra de tres simples», aplicada por Nuno Crato, resume-se a cortar, cortar, seja nas cantinas, no material escolar, em papel higiénico, na limpeza de escolas, no número de professores, etc. Para o ministro, sósia do Capitão Hadock, cortar é a «oração principal» -- melhor dito -- é a aritmética elementar, já que Nuno Crato é um cérebro de numeros primos. O ministro das matemáticas e do cálculo infinitesimal exagerou nos cortes... Deixou de fora cerca de 20.000 professores. Como os Profs não aceitaram ser tratados (pelo ministro Crato) como parafusos descartáveis, recorreram à Justiça. Alguns já têm sentença. O ministério da Educação terá de lhes pagar. Se todos os professores indignados e despedidos por Crato fizerem valer os seus direitos, o ministro Nuno Crato bem pode abrir os cofres do Ministério. Vão ser uns milhões... Razão tinha o ministro Capitão Hadock: o ministério da Educação vai implodir.

O ministro dos números primos não tem estaleca para a política.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:58 | link do post | comentar

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