Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Era só o que nos falta agora, a desavença entre os duas centrais sindicais.

O ministro Álvaro e o primeiro-ministro Passos Coelho devem estar a esfregar as mãos de contentamento, ao verificar que o movimento sindical português está a descarrilar. A UGT e a CGTP sempre tiveram uma actuação divergente em relação às políticas laborais do Governo, seja do actual seja dos anteriores. Entre o radicalismo de uns e a moderação de outros, sempre foi muito dificil encontrar «unidade» na acção entre as duas centrais sindicais. Só que neste momento estamos a viver uma «austeridade insana», imposta pela Troika, e implementada por um Governo neoliberal que pretende, em todas as medidas que toma, «ir mais além da Troika». Por esta razão, não me parece justo que uma central sindical, em vez de enfrentar o Governo -- no Conselho de Concertação Social -- e discutir com o ministro da tutela todas as propostas apresentadas, por forma a aliviar as consequências mais gravosas que afectem os trabalhadores, desista da luta e abandone a via do diálogo. Este procedimento, na actual situação de «emergência nacional», não é aceitável. Digam o que disser os dirigentes sindicais, seja por que seja, não devem abandonar a luta. É dos livros: «há momentos em que é preciso dar um passo atrás, para depois dar dois em frente». A cegueira e o radicalismo político não beneficiam os trabalhadores, nem o povo em geral. O sectarismo político conduz o movimento sindical ao enfraquecimento da sua acção. É impensável, o que está a acontecer entre as duas centrais sindicais. Estão a esquecer os trabalhadores, os reformados, os milhares de desempregados, enquanto se entretêm, na praça pública, a espingardear acusações uma contra a outra. Entretanto o Álvaro, o Moedas, o Relvas e outros fundamentalistas neoliberais, estão a assistir a esta «luta de galos», rindo baixinho, para não afuguentar os desavindos. 

«Pillars of Creation» existentes na Eagle Nebula, capturados pelo VLT (Very Large Telescope) da ESO (European Southern Observatory), que distam da Terra 6.500 anos/luz, são constituidos por nuvens densas de poeira onde se processam intensas formações de estrelas. O nosso egoismo, por maior que seja, não representa nada em face da escala cósmica. Mas o ser humano continua a viver como se o o Universo fosse insuficiente para satisfazer as suas ambições.



publicado por Evaristo Ferreira às 16:07 | link do post | comentar

mais sobre mim
Abril 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30


posts recentes

FIM DE CICLO...

A ENTREVISTA DE SÓCRATES

SÓCRATES NA RTP

PASSOS DE JOELHOS

DESCRÉDITO TOTAL

COM PAPAS E BOLOS...

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!

OS PROFETAS DOS "MERCADOS...

QUE SE LIXE O "PÚBLICO"

OS PAPAGAIOS DO COSTUME

arquivos

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

links
blogs SAPO
subscrever feeds