Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

Manuel Maria Carrilho foi ministro da Cultura no governo de Guterres. Depois entrou em colisão com o guterrismo, fazendo um ataque a Guterres no Congresso de 2001, donde saiu sem aplausos nem apoios esperados. Fez a travessia do deserto, até ser nomeado candidato à Câmara Municipal de Lisboa, arrecadando uma estrondosa derrota pessoal que o levou a afastar-se da política. Mais tarde é designado como embaixador na UNESCO, mas ao contrariar as directivas da nossa diplomacia, votando noutro candidato que não o indicado pelo governo, chegou ao fim da comissão e não foi reconduzido. Ficou surpreso, amuado e, vai daí, veio para os jornais dizer que tinha sido despedido do cargo via e-mail... Queria continuar, desobedecendo às ordens da diplomacia nacional. Agora anda por aí, fazendo o que sempre fez: dar aulas na Faculdade, escrevendo umas coisas aqui e ali, palrando na rádio e nas tevês. Sempre em desfavor do Governo, do PS e do país. É mais um "papagaio" a palrar sobre tudo e sobre nada. Hoje vem perorar no DN sobre "Malabarismos sem fim". É sabido que Carrilho é vaidoso, narcisista, avesso ao contraditório. Acha-se um mestre a palrar sobre este mundo, julga que é assertivo e tem ideias relevantes, mas não gosta de ser confrontado com pontos de vista alheios. Repare-se neste intróito: "não será com as pessoas, nem com as instituições, nem sobretudo com as ideias que nos conduziram à crise que conseguiremos sair dela".  Então se não é com as pessoas, com as ideias e com as instituições, com que será? Não compreendo a profundidade do pensamento de Carrilho. Quando ele fala de "financeirização da economia" está a falar de quê?  E quando fala de "uma guerra das moedas", a que se refere Carrilho, em concreto? E ao afirmar que o G20 "pouco mais promete do que um declamatório", que significa esta palração debitada pelo filósofo Carrilho?  Só ele sabe, ao afirmar que "os poderes públicos, em vez de reagirem, vão-se entregando a malabarismos sem fim".

Como sucede com a maioria dos "papagaios" da nossa praça, Carrilho aborda temas que não domina, usa uma linguagem inadequada para clarificar o mundo financeiro e especulador. Para alem disto, carrilho não apresenta uma só ideia inovadora, um só projecto, uma só alternativa para ajudar a ultrapassar esta crise. Para um "comentador-analista-fazedor-de-opinião", é pouco, sabe a nada. Dum filósofo esperava-se muito mais. Dum "papagaio" já nada se espera, para além da palração assimilada. De Carrilho resta-nos o seu oráculo final: Todos gostavamos de ver abrir-se um novo ciclo, neste começo do ano. Mas assim isto vai correr mal, muito mal. É com este realismo que Portugal deve decidir o que fazer. E de uma coisa estou certo: vai haver de facto muito para decidir em 2011".  Um prenúncio agoirento, este de Manuel Maria Carrilho, filósofo.

 

À beira do abismo... Mas a sorte protegeu este camionista, foi salvo e saiu

ileso. Aconteceu hoje, em Qinghai, noroeste da China, a 60 metros de altura.



publicado por Evaristo Ferreira às 18:09 | link do post | comentar

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