Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

O que desejo para 2012, para mim e para o meu país, é dificil de conseguir,

mas com a ajuda dos países da UE, com a melhoria económica nesta zona do globo, é muito provável que cheguemos ao final do ano com «luz ao fundo do tunel».Não será através da gestão deste Governo, mas sim do povo português e do sucesso que pode vir do lado das exportações. Para atingir esse objectivo, seria preciso que o Governo «mobilizasse» os nossos empresários para se atingir uma subida nas exportações. Mas receio bem que isto não seja conseguido, por inércia do Governo, que vai estar mais interessado na Reforma Administrativa (já contestada pelos autarcas do PSD), e que o ministro Miguel Relvas prometeu levar a cabo, custe o que custar. Sei que a Troika o exige (e seria bom que houvesse uma redução do número de Câmaras e de Freguesias), mas a obsessão do ministro Relvas, aliada à sua teimosia, pode conduzir o país para um beco sem saída... O exercício democrático exige muita serenidade, audição das partes intervenientes, estudo das condições sociais envolventes. Ora, o ministro Relvas já foi apupado por autarcas do seu partido, e não parece disposto a ceder na proposta apresentada, para a fusão ou associação de freguesias e muito menos de Câmaras. Depois da reforma de Mouzinho da Silveira, no século XIX, muitos outros tentaram e não conseguiram «reformar» a administração local. Mas Miguel Relvas parece querer ficar na história, fazendo uma Reforma Administrativa, numa altura em que os portugueses estão a passar por uma austeridade brutal, e não aceitam perder pequenos previlégios administrativos nem a identidade do local onde nasceram. A par deste desafio burocrático, as centrais sindicais não deixarão de torpedear a acção do Governo, com manifestações de rua e com ataques políticos nada descabidos. Se acaso estas duas frentes de contestão ao Governo deixarem de «travar o passo» a Passos Coelho, é bem provável que o país se vá «acomodando», até ao fim do ano, na esperança de ver «luz ao fundo do tunel». Para que assim suceda, cabe a Cavaco Silva estar atento e apelar à serenidade dos portugueses, e criticar o Governo, sempre que este tome mais medidas de austeridade [em dose cavalar]. Em resumo: desejo que esta «gente séria», cumpra com aquilo a que se comprometeu, ou seja, chegar ao final do ano com o défice de 4,5%, sinais de recuperação económica, capitalização dos bancos, cortes nas «gorduras do Estado», e ter as contas em dia, sem mais aumentos de impostos e sem cortes na Saúde, na Educação, na Cultura e nas pensões dos reformados. Quizeram chegar ao «pote». Agora cumpram com a «palavra dada».



publicado por Evaristo Ferreira às 14:50 | link do post | comentar

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