Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

Os primeiros dias da campanha eleitoral  para a Presidência da República estão a ser marcadas pelo "buraco" do BPN. Tudo começou na última de uma série de entrevistas aos candidatos presidenciais, conduzida por Judite de Sousa na RTP1, onde estiveram Cavaco Silva e Manuel Alegre. Este candidato confrontou Cavaco Silva com a venda de acções da SLN, holding do BPN, operação que rendeu a Cavaco uma mais-valia de 140 por cento. O actual PR não gostou do arremesso e respondeu a Alegre com algum nervosismo e irritação, dizendo que "era preciso ele nascer duas vezes para ser tão honesto" como é Cavaco Silva. No calor da discussão Cavaco ainda avançou com explicações, tendo algumas delas resvalado para o lado da ligeireza, como foi o facto de comparar o "caso BPN" ao dos bancos ingleses, que faliram por arrastamento do subprime americano. Depois sugeriu que o insucesso do BPN, depois de ter sido nacionalizado, se deve à má gestão dos actuais administradores, atingindo, assim, a CGD e o seu presidente, Faria de Oliveira (cavaquista convicto) e António Bandeira, administrador do BPN designado pela CGD. Este, instado pelos meios de comunicação social, acabou por desvalorizar as palavras de Cavaco Silva, dizendo que o presidente falou sob o calor do ataque político... Passado o hiato do "Rubicão" 2010/2011, começou a campanha eleitoral e eis-nos novamente perante a "borbulha do BPN", badalada por todos os candidatos, e levando a campanha para um buraco sem saída. Com a discussão política centrada nas acções do BPN, os candidatos vão relegar para segundo plano as ideias, os projectos e as aspirações que têm para Portugal. Esta tarde, Miguel Relvas, assessor de Cavaco Silva, falou ao país a fim de aliviar a pressão, dizer o que já foi dito e redito, nada mais diantando. Apenas veio trazer mais achas para a fogueira. Trata-se de um problema político, incómodo para Cavaco, mas serve a causa dos outros candidatos. Entretanto, o país vai-se arrastando. Hoje colocaram-se no mercado da dívida soberana, mais 500 milhões a curto prazo, com procura superior a 2,6 vezes o montante, mas com os juros mais altos.

Entretanto, aqui ao lado, foram hoje firmados 16 acordos comerciais

no montante de 5.650 milhões de euros com a potência asiática...



publicado por Evaristo Ferreira às 18:17 | link do post | comentar

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