Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

As nossas élites pensantes andam deprimidas, parecem "zombies" de outro planeta, não têm alegria, alma nem força para viver. Porque será? Numa tertúlia de café, assisti hoje, por alguns momentos, à actuação parlatória feita por José Adelino Maltez e Maria Filomena Mónica na SIC-Notícias... Fiquei surpreendido com os seus paramentos, todos vestidos de preto, como se fossem a um  funeral. Está na moda, a moda que os "eunucos" da moda impingem ao rebanho que anda na "moda". "É o preto, man. O preto é uma côr forte, que realça a figura de quem veste preto", dizem os "eunucos" da moda. Alguns "eunucos" afirmam que, usar o preto no "pret-a-porter", facilita a vida dos designers da moda. "Tudo preto, e acabou-se o trabalho de ter que combinar côres, de harmonizar o conjunto corpo-padrão de tecidos". "Recomendamos as côres preto e cinzento porque dão um ar de distinção a quem veste escuro".... E o "rebanho" vai na conversa dos "eunucos". Eles ditam a moda, e a moda que está na berra é o preto. Só que esta gente não sabe que cada côr irradia diferente energia. As côres da natureza harmonizam o ser humano. Mas os "eunucos" da moda, vivem num mundo de fantasia, cheio de "modelos" travestidos, e acabam por perder o norte da realidade.

Ao ver o professor Maltez embrulhado na vestimenta negra, pensei ver um agente funerário, um padecido viúvo ou um xiita pronto a martirizar-se com o cilício... Ao ver Filomena Mónica, tapada de preto, pensei que estivesse de luto, voltasse a enviuvar ou fizesse parte de uma seita qualquer, daquelas que reunem debaixo de terra, rodeadas de caveiras, na penumbra da escuridão. O professor Maltez parlava desconexamente, ora com ronia, ora com acento de diktat... Maltez parla em muitos poleiros, na rádio, tevês e em jornais. Além disso debita ideias tortas na blogosfera sob o título "temposquepassam". Maltez vive uma crise existencial, nota-se, não apenas pelo cacarejar, mas sobretudo por semear um "futuro sombrio". Não admira, a vestir de preto, que veja o mundo a partir das sombras cavernosas.

Quanto a Filomena Mónica, que esqueceu a ironia e já não sabe o que é um sorriso, está uma "sombra" da Filomena Mónica da sua juventude. Nunca foi muito de sorrir, e a sua convivência com o chato Vasco P. Valente, durante os estudos em Oxford, ainda contribuiu mais para a tornar céptica. A velhice, em si, já é sinal de decrepitude, mas quando se envereda pelos "trapinhos pretos", a velhice, a secura e a falta de energia tornam-se mais salientes no rosto e na alma de quem assim se veste. Porque será que os sociólogos acabam por não entender a verdadeira natureza das coisas mais elementares deste mundo? Uma rosa tem formas, côres, aroma, serenidade, beleza... Uma beleza que não precisa de palrações, apenas contemplação... A beleza só é perceptivel através da comtemplação.

Em resumo: os "eunucos" da moda, mandam; o "rebanho" segue as suas ordens. Com tanto "negrume" em cima do corpo, não admira que haja tanta gente sem ânimo, sem esperança, sem vontade de fazer algo, por si e pelo seu país. Neste cenário, faz falta ouvir-se o De Profundis

A harmonia na Natureza provém da sua variedade policromática.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:46 | link do post | comentar

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