Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

De Bruxelas ainda nada transpirou. A reunião plena dos 27 países membros

vai decorrer amanhã. Hoje vão encontrar-se à mesa, para jantar e pouco mais. Entretanto, os chamados «mercados» continuam no vermelho, como se esta côr fosse um sinal de morte ou de luto pela ausência de algum ente querido. Ainda do lado dos «mercados» continua a sentir-se as ameaças da agência de rating Standard & Poor's. Depois de ameaçar 15 bancos europeus, hoje ameaçou descer o rating da França, que tem um triplo AAA. Desejo, sinceramente, que tudo isto não passe de uma forma de pressão sobre o dueto Merkozy, para que resolva de uma vez por todas a «crise do euro». Um bom sinal veio hoje do BCE, dirigido agora por «Super» Mário Draghi. Baixou a taxa de referência em 25 pontos, quedando-se o juro em 1%, o mínimo atingido há cerca de dois anos. A prestação da casa vai baixar, beneficiando muitas famílias portuguesas.

Nesta hora decisiva para o euro e para a UE, é bom não esquecermos que a «unidade» dos países europeus, consubstanciada na actual União, fez com que a Europa tenha vivido em paz durante mais de 60 anos. Com a «divisão» dos nacionalismos, o continente europeu esteve sempre em guerras, entre países, impérios, caudilhos, ditadores bota-de-elástico, que provocaram o sofrimento dos cidadãos e atrasaram o desenvolvimento e o progresso dos seus países.

Na República Checa, todos os anos, centenas de «actores» comemoram a batalha

de Austerlitz, iniciada a 2 de Dezembro de 1805. As tropas aliadas que enfrentaram

os soldados de Napoleão foram desbaratadas em Austerlitz. Do lado da Rússia, que

tinha 60.000 soldados no terreno, 21.000 morreram, ficaram feridos ou foram feitos

prisioneiros. O prório Czar, ficou ferido, mas escapuliu-se. Napoleão ficou senhor da

Europa... Até 1812, quando resolve invadir a Rússia e conquistar Moscovo, tendo sido

estrondosamente derrotado «pelo General Inverno». Com esta derrota, as monarquias

europeias respiraram fundo... Mas outras guerras estavam para vir, algumas delas,

ainda mais dolorosas e mortíferas, que deixaram a Europa central totalmente arrasada.

Na hora que passa, é bom lembrar a vantagem da «União» e da solidariedade europeia.

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 14:39 | link do post | comentar

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