Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011

Amanhã será o dia D para a sobrevivência do euro, como moeda dos países

que actualmente constituem a Zona Euro. Contra o euro, e a partir da crise do subprime, estão interesses poderosos do outro lado do Atlântico. Eles não gostam da "moeda mais forte do mundo", não porque esta faça sombra ao dólar, mas sim porque uma Europa de moeda única, torna-se menos vulnerável à gula dos especuladores. É bom lembrar que George Soros, em 1993, num ataque à libra esterlina, levou o Banco de Inglaterra a ter que desvalirizar a libra, e, num só dia, Soros reembolsou, com a sua «aposta», mil milhões de dólares...

Na senda de Soros, que depois da crise do subprime se viu forçado a resignar na gestão daQuantum, outros expeculadores continuam a apostar na queda do euro. As agências de rating norte-americanas não são alheias a esta especulação. São parte interessada, tal como os especuladores do costume, pois as agências de rating não são isentas nem independentes. E senão vejamos o seguinte: a 5 dias da reunião dos países da UE, donde pode resultar o «resgate» do euro, a agência Standard & Poors ameaçou baixar o rating de 15 países da Zona Euro. Mas quem é a S&P, que capitaliza 1,25 triliões de dólares em activos em todo o mundo? A S&P não é independente, é uma marca da McGraw-Hill, cotada no NYSE de Nova Iorque.

Outra agência, a Moody's, que deu um «murro no estômago» de Passos Coelho, e gerou a indignação dos adeptos desta «gente de palavra, honrada e cumpridora», faz parte da Berkshire Hathaway (19,10% do capital), que é propriedade do homem mais rico dos EUA, Warren Buffett... A Moody's foi acusada de «black-mail» por tentar subornar a energética Hannover Re, que recusou a chantagem. Mesmo assim, a Mood'ys insistiu, e como não teve resposta, desceu o rating da empresa. Em poucas horas a Hannover Re perdeu 174 milhões em bolsa. É a estes especuladores que, por desfaçatez, os analistas chamam de «mercados».

Em resumo: a S&P, que tem múltiplos índices de acções nas principais bolsas mundiais, já veio comunicar que, em relação à UE, a ameça feita destinava-se apenas a fazer pressão sobre Merkel e Sarkozy, para que resolvam, de vez, os problemas que afectam o euro. Que ironia!... Estas agências de rating, não sendo isentas nem independentes, tambem são armas de arremesso, para ajudar os «mercados» a engordar. São tão credíveis, que após terem ameaçado baixar o rating a 15 países europeus e ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), vêm depois informar que se tratou apenas de fazer pressão... Sim, as agências de rating são grupos de pressão, ao serviço dos especuladores.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:58 | link do post | comentar

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