Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Uma das "avis rara" do nosso "mercado" da palração é o senhor Alberto Gonçalves, com poleiro no DN, aos domingos, onde cacareja numa página inteira. O sujeito é etiquetado como sociólogo, mas a cara dele, de barba mal aparada, é sinónimo de Mefistófeles: ele tem cara de anjo demoníaco. Só por essa razão se compreende que ele possa dispôr de tamanha "propriedade" no DN, onde semeia a vulgata do seu ofício parlatório. O mefistofélico sociólogo, para cacarejar sobre a "mensagem de Natal dirigida aos portugueses" pelo primeiro-ministro, José Sócrates, vem dizer que este é igual a Bin Laden, o homem que aterrorizou os americanos...  Mas, nas entrelinhas, o senhor sociólogo, acaba por dirigir mimos a Sócrates, seguindo, assim, a linha mefistofélica da sua vulgata: "o eng. Sócrates sabe que a crise é internacional"; "o eng. Sócrates encontra-se optimista"; "o eng. Sócrates não recua perante as dificuldades"; "o eng. Sócrates é reformista"; o eng. Sócrates é solidário, confiante, responsável, exigente", etc., etc. Depois destes elogios o mefistofélico sociólogo entra na arena e farpeia o eng. Sócrates: "a torrente de banalidades, anedotas, delírios, sentimentalismo e descaramento foi emitida no dia 25 de Dezembro"... (Eu só espero que o "papagaio/arara" mefistofélico comente, no próximo domingo, a mensagem de Ano Novo dirigida aos portugueses pelo presidente Cavaco Silva). O "papagaio" Alberto, com poleiro no DN, tem uma missão que é fazer côro com os demais "papagaios" da fauna zoológica nacional. Mefistoléticamente ou maquiavélicamente é sabido que uma mentira ou uma atoarda, para ser verdade, deve ser repetida até à exaustão. A vulgata do sociólogo Alberto Gonzalves, entronizado como analista político nas folhas do DN, segue à risca o guião dos "papagaios" ressabiados. Eu só pergunto: que utilidade tem a palração dum "papagaio" que se limita a vomitar as notícias da semana anterior? Que pretende o DN, ao massacrar os seus leitores, com a diarreia verbal dum qualquer "papagaio" que, na sua palração, nada tem de didático, de construtivo, de útil, de esclarecedor? Eu sei qual é a resposta: pluralismo, dizem. Descarga da bílis, digo eu. Isto não passa de neutralismo, o que os jornais/tevês/rádios querem, é agradar a gregos e troianos... Esta é a filisofia dos "mercados": é preciso vender, ganhar dinheiro. Chegámos a este estado. Dantes havia jornais que se identificavam politicamente, tinham essa coragem, e mantinham a sua clientela. Agora nenhum orgão informativo quer separar as águas. Todos querem o que é seu, e segurar o que é dos outros. E assim vivemos num "pantano", onde as águas sujas contaminam as águas limpas. Os "mercados" ditam regras, os "papagaios" esforçam-se por palrar, vomitar, contaminar o ambiente. E cada vez o "mercado" de "papagaios-palradores" factura mais, aqui, ali, além, nas rádios, tevês, jornais e nos fóruns da asneira (in)formativa.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:46 | link do post | comentar

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