Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

Temos um Governo de Coligação, em que as partes são o PSD de Passos

Coelho e o CDS de Paulo Portas. Exactamente, Paulo Portas, que nestes seis meses de governação tem estado, quase sempre, em lugar incerto. Quem dá a cara por este Governo -- para além de Passos Coelho -- costuma ser o ministro das Finanças, Carlos Gaspar, o ministro da Economia, Álvaro [Santos Pereira] e o ministro da Propaganda, Miguel Relvas. O CDS práticamente não existe, não há notícia da sua actividade, exceptuando o «corte» das gravatas ao pessoal do ministério da Lavoura, e a troca da Vespa por um Audi A7 do ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares. Sobre Paulo Portas, caiu um véu de silêncio. Porque razão?  Então Paulo Portas já esqueceu as promessas que fez às associações policiais? Todos nós vimos, nos últimos dias da campanha eleitoral, Paulo Portas em Alamada numa acção de rua, acompanhado pelos dirigentes da Associação Sindical da PSP, a defender as reivindicações dos polícias, e dizer que o país precisava de mais polícias na rua, para combater os «bandidos» e os assaltantes de caixas-multibanco... Portas defendia melhores salários e mais equipamento (bastões) para os polícias, e afirmava que, a ele, Paulo Portas, nunca o ouviriam «atacar os polícias» para defender os meliantes e aqueles que cometem crimes... Já passaram mais de seis meses, Paulo Portas «esqueceu» as promessas feitas, e agora anda a «fugir» -- não se sabe porquê nem a quem -- deixando-nos a pensar o pior... Será verdade que Paulo Portas, está a «proteger» a sua imagem, fugindo aos protestos de rua, e às altercações dos deputados que no Parlamento se batem num duelo de prós e contras?  Será verdade que Paulo Portas, com esta ausência, está a preparar a sua «ascenção política» para substituir Passos Coelho, caso o país entre numa espiral de protestos violentos?... Ninguem sabe o que vai na cabeça do Vice-Presidente deste Governo. Tudo é possivel. Não podemos esquecer o que fez Paulo Portas, como director do semanário Independente, para «arrasar» Cavaco Silva, e o «cavaquismo» nos anos de 1990/1994... Como ministro da Defesa, durante o Interregno Santanista, Portas fez negócios desastrados para o Exército (veículos Pandur) e para a Marinha (submarinos Forrestal). O DN de hoje vem informar que «Portas fez desconto de 189 milhões nas Pandur». Como negociador, Paulo Portas sempre foi extravagante. Nos tempos da Universidade Moderna, utilizava um Jaguar de alta cilindrada. Cedido pelo director daquela instituição. Depois do «caso» Moderna, Portas voltou ao Largo do Caldas.

O novo inquilino do Palácio das Necessidades não quer colar-se à «austeridade da Troika»...



publicado por Evaristo Ferreira às 14:46 | link do post | comentar

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