Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011

Havia antigamente uns senhores que andavam de terra em terra,

acompanhadas de um muar, transportando mercadorias, prestando serviços de correio e mensagens. Chamavam-se almocreves. Nos tempos de hoje, essas tarefas são feitas pelos "mensageiros do poder". Refiro-me àqueles que procuram um tacho no Estado, e tudo fazem para mostrar que estão aptos a desempenhar uma função na burocracia estatal. Por exemplo, Carlos Abreu Amorim (CAA), ex-blasfemo, -- aquele a quem foi pedida uma opinião sobre os primeiros "100 dias do Governo" de Passos Coelho, e respondeu, em perfeito delírio, que "não queria ter uma ejaculação precoce", mas, enfim, o Governo estava a ir muito bem -- foi agora incumbido por Miguel Relvas, ministro da Propaganda, de proceder à divulgação de um relatórizito sobre a organização administrativa do Estado, indo de terra em terra, de clube em clube, de colectividade em colectividade, de paróquia em paróquia, por forma a esclarecer o povo rural e respectivos presidentes de freguesia, das vantagens que haverá nas fusões e associações de Freguesias e Câmaras Municipais. Vamos esperar pelas conclusões do deputado CAA.

CAA, o deputado que padece de "ejaculações precoces"...

 

Outro dos actuais almocreves ao serviço do PSD, é João Duque,

que foi incumbido pelo ministro da Propaganda do actual Governo, para estudar e apresentar um relatório sobre o papel  da Televisão Pública. E Duque, que sempre ansiou por um lugar à mesa do poder, prontificou-se a "meditar" sobre o futuro dos canais da RTP. Para o efeito, constituiu uma equipa de "sábios", entre eles o Zé Manel Fernandes, o Cintra Torres, o Vilaverde Cabral e outros menos "sábios" mas respeitados. Ao fim de dois meses João Duque tinha um calhamaço de folhas agrafadas para apresentar ao ministro da Propaganda. Porém, o ministro Relvas não pareceu entusiasmado com as conclusões do relatório. Agradeceu a Duque e aos restantes "sábios" -- noblesse oblige -- e meteu o calhamaço de anotações na gaveta. Ao ministro saíu-lhe um Duque, e ao Duque calhou-le uma sena. O relatório que o ministro meteu na gaveta saiu cá para fora, e toda a gente ficou pasmada com as conclusões do "grupo de sábios". O Duque foi ridicularizado, objecto de escárnio. Toda a gente ficou horrorizada com a visão ideológica e inquisitorial do relatório parido pelo "grupo de sábios" que "meditou" durante quase sessenta dias sobre a ideia de "serviço público" e o corte ou recorte dos canais da RTP. O único que ficou satisfeito, foi o ministro da Propaganda, pois já tinha tomado decisões, renovando o mandato da actual Direcção da RTP e aceite o plano de austeridade apresentado por esta. O ministro da Propaganda tinha ganho mais uma batalha da contra-informação. Entretera meia dúzia de "sábios" e ocupara espaço nos jornais e televisões, que andaram entretidos, a especular com o almocreve Duque e o seu grupo de "sábios".

Portugal e a Europa estão num ímpasse, por terem dirigentes do jaez

de João Duque e do seu grupo de "sábios": têm o cérebro cheio de poeira.

 



publicado por Evaristo Ferreira às 16:02 | link do post | comentar

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