Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

Longe vão os dias de campanha eleitoral, quando Pedro Passos Coelho prometia um

Governo de "gente séria, honrada e respeitadora dos cumpromissos", para atacar José Sócrates a quem acusava de "mentiroso" e de "faltar à verdade". Quatro meses depois, tudo o que Passos Coelho prometeu, foi por água abaixo. Prometeu não aumentar o IVA, não efectuar a subida de impostos, não cortar o subsídio de Natal... Mas acabou por fazer o contrário, faltando à palavra dada. Passos Coelho é mentiroso e não cumpre com os cumpromissos que assumiu. Culpava José Sócrates pelo estado da economia, pela crise financeira, pela subida dos juros da dívida, pelo número de desempregados, pelo downgrade das agências de rating. Passos Coelho, quatro meses depois, vem agora culpar a "situação internacional" pelo mau desempenho da nossa economia. Passos Coelho (e Cavaco Silva) dizia que não se podia culpar os "mercados", as agências de rating, quem nos empresta dinheiro; o Governo (de Sócrates) é que era o responsável por tudo o que nos estava a acontecer. Agora, Passos Coelho (e Cavaco Silva), vêm insurgir-se contra as agências de rating (é um exagero, dizem) e os "mercados" (não tomaram em consideração as medidas tomadas, dizem). Em resumo: agora a música é outra. Por outro lado, Cavaco Silva dizia no dia 25 de Abril, na Assembleia da República, que "não se podia continuar a pedir mais sacrifícios aos portugueses". Depois, com o Governo neoliberal de Passos Coelho, Cavaco Silva fez orelhas moucas sobre os sacrifícios impostos aos trabalhadores, meteu a "viola no saco", e esqueceu aquilo que tinha dito em Abril. Foi preciso os bispos e as misericórdias clamarem contra a miséria e a fome, contra todos os cortes cegos do Governo, para Cavaco Silva tugir sobre a austeridade a que os trabalhadores e os pensionistas foram sujeitos. Chegámos onde chegamos em grande parte graças à campanha insidiosa movida pelos cavaquistas e portistas contra José Sócrates. O sonho do "mito" sacarneirista, ter uma maioria, um Governo, um Presidente, realizou-se. Os "sociais-democratas" foram ultrapassados pelos neoliberais -- nacionais e estrangeirados. Muitos dos que neles votaram estarão arrependidos. Agora há que vigiar, controlar e obrigar esta gente "séria, honesta e credível" a "cortar nas gorduras do Estado" e nos "consumos intermédios", tal como haviam prometido, quando afirmaram que era aí, nas "gorduras do Estado", que iriam poupar mais de 2 mil milhões de euros... Bluff, chantagem, mentira... o que eles queriam era chegar ao "pote". Já estão lá, a lambuzar-se.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:52 | link do post | comentar

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