Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

Assistimos ao desenrolar da "tragédia grega" que, ao que tudo indica, poderá ter

repercussões profundas nos países da Zona Euro. Por cá, tambem temos cenas dramáticas, próprias de um país governado por tecnocratas autistas. O Governo de Passos Coelho ignora o soba da Madeira e negoceia com Miguel Albuquerque, ex-delfim de Alberto João Jardim e actual presidente da Câmara do Funchal, a revisão do estatuto da Zona Franca (off-shore) da Madeira. Em São Bento, o ministro Álvaro [Santos Pereira] é agora o cata-vento do Governo, para falar de tudo e sobre nada, com vista a entreter as televisões e os jornais. O secretário do Desporto e da Juventude, Alexandre Mestre, desafia os jovens a emigrar para longe do "conforto familiar", caso se sintam infelizes neste país... O maquilhado Fernando Ruas, presidente da ANMP, chega hoje a Lisboa, acompanhado dos seus autarcas, para pedir a Cavaco Silva (nos limites da sua magistratura de influência), que o Governo "baixe para metade o limite de endividamento das autarquias". À margem das questões políticas, temos ainda o folhetim Tragédia em Maricá, que merece a atenção dos "esbirros" da comunicação social, que ainda não conseguiram localizar o suspeito do crime, e tudo leva a crer que é um destacado "novo-rico" proveniente do alfobre cavaquista. De delito em delito, ficamos a saber que os funcionários dos SMAS da Câmara de Évora, andaram a cobrar facturas de água aos munícipes, mas meteram o dinheiro ao bolso, como se fosse esmola.  E de fait-divers em fait-divers, ficamos a saber, pelos jornais, que ontem, para além dos assaltos à mão-armada a cidadãos e caixas MB, foram ainda apanhados, pela GNR, tres jovens a dormir num carro roubado, que continha 75 quilos de fio de cobre furtado à EDP.

 

No meio de tanta "tragédia", consola-me saber que a História de Portugal anda

a atrair escritores estrangeiros... Dizem eles que "não existe cidade com melhores histórias para um livro do que Lisboa", e que "foi em Portugal que o exército napoleónico começou a ser derrotado" [nas Linhas de Torres]. Com estes testemunhos, oxalá esquecessemos, nós, os portugueses, todas as "tragédias gregas", e fossemos capazes de superar a crise financeira, económica e social que nos atormenta.

Aquilo que é alegre e belo à luz do dia, torna-se triste e monótono com o nevoeiro.

A imagem foi captada nos Alpes suiços, onde a paisagem é agreste, mas policromada.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:48 | link do post | comentar

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