Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

O país é governado por um punhado de neoliberais que chegaram ao poder para

acabar com o "Estado Social". Está na moda. Neste momento, em Inglaterra, depois do tacherismo, é agora o cameronismo que pretende retirar ao Estado as funções que sempre exerceu, nomeadamente na Saúde, no Ensino, na Cultura, nos Transportes. Tudo o que de bom, nas políticas sociais, deu fama à Inglaterra, está agora a ser eliminado pela coligação dos Conservadores/Liberais. Por cá, o PSD/CDS, seguem-lhe o rasto. O grande desígnio deste Governo, é acabar com o "Estado Social". E lá vão conseguindo, a pouco e pouco. No meio deste desiderato, até esquecem o cumprimento das regras parlamentares. A discussão do OE para 2012, vai ser adiada, por falta das Grandes Opcções do Plano (GOP). A Secretária de Estado, Teresa Morais, acusa Silva Peneda, pelo atraso, e Silva Peneda afirma que Teresa Morais não sabe do que se passa. A par disto, temos o Presidente da República no Paraguai, e o PM Passos Coelho a caminho, para assistirem à Cimeira Ibero-Americana. E, nesta ida a terras paraguaianas, não podia faltar a "segunda figura deste Governo", Paulo Portas, que terá chegado ontem áquelas paragens. Por cá, resta o ministro da Propaganda, Miguel Relvas, que dos factos, só quer saber da "privatização da RTP". Claro que temos mais gente: por exemplo o Secretário da Cultura, José Manuel Viegas, que já trabalhou para o Comendador Joe Berardo, e agora, sem dar cavaco a este, pediu a avaliação do acervo do Museu Berardo, porque pensa poupar uns eurozitos, no seguro, pois, segundo Viegas, as obras de arte do Comendador estão sobrevalorizadas... Isto já irritou o Comendador, que deixou transparecer o azedume que sente, por esta acção, tomada pelo Secretário da Cultura... Ingrato, mal agradecido, terá desabafado o Comendador Berardo. Os neoliberais não gostam da Cultura, o que eles gostam mesmo, e sabem do que falam, é de "milhões", de "alavancagens", de Credit Default Swap, de yields. A Arte, não é com eles...

O Teatro Bolshoi, de Moscovo, abre hoje, após obras de restauração. O Bolshoi já tem

uma longa história. Foi destruido duas vezes, por incêndios (1805 e 1853). Desde 1756

que sofreu alterações na fachada e nos anexos, em conformidade com as necessidades.

A sua grandeza espelha bem a monumentalidade dos espectáculos levados à cena:

óperas, bailados, récitas, etc. O Bolshoi é, há mais de 250 anos, uma marca cultural do

povo russo, mas tambem da Cultura universal. (Foto da Agência de Notícias RIA-Novosti).

 



publicado por Evaristo Ferreira às 15:13 | link do post | comentar

1 comentário:
De Canalizadores a 31 de Outubro de 2011 às 11:21
O Bolshoi é simplesmente fantástico :D


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