Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

A reunião da UE que era para terminar ontem, só ficou concluida às 03,00 horas

desta madrugada. Foi produtiva. Finalmente chegou-se a acordo para (1) resgatar a dívida pública dos países da Zona Euro, (2) recapitalizar a banca, e (3) salvar a Grécia da bancarrota. O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) vai ser reforçado, passadndo dos actuais 440 mil milhões para 1 bilião de euros. A banca europeia, que vai suportar perdas com o corte da dívida grega, vai ser recapitalizada para alcançar os rácios a que está obrigada. A Grécia sai do sufoco, com o perdão da dívida em 50%, suportada pelos bancos europeus. A dívida grega passará de 214% para os 140% do PIB. São boas notícias para a UE. Passos Coelho já disse que, "perante estes acordos, Portugal já não vai precisar de negociar um segundo pacote de ajuda. Esperamos que assim seja. Falta saber agora como vão ser implementadas as medidas ontem acertadas pela UE. Possivelmente só vamos saber, após a reunião do G-20, a realizar nos dias 2 e 3 de Novembro. Será dali que virá o reforço de fundos para o FEEF. Entretanto, a esta hora, a cotação dos bancos europeus, desponta do marasmo, com ganhos de 17% na banca francesa. Por cá ronda os 8%. Falta saber se esta subida vai ser sustentável.

Em tempo de crise, a Presidência da República continua a gastar à tripa

fôrra. Cavaco Silva já está em S. Paulo (Brasil), donde vai partir para Assunção (Paraguai), local onde vai decorrer a Cimeira Ibero-Americana. O Presidente leva uma comitiva de 23 pessoas. Passos Coelho parte hoje, em separado, por força da Cimeira da UE realizada ontem em Bruxelas, que acabou às 3 da madrugada de hoje. Passos Coelho leva, para a Cimeira Ibero-Americana, apenas tres pessoas. Temos de admitir que, o Presidente exagera, ao levar tanto convidado -- a menos que cada um deles, vá vender sapatos, rolhas de cortiça ou vinhos do Douro, a exemplo do que fez José Sócrates, quando levou o computador Magalhães... Mas fez negócio. Vendeu milhares deles para alguns países sul-americanos. Porém, a nossa "élite política" não gostou de ver o primeiro-ministro a "vender" um PC Made in Portugal. Preconceito e provincianismo luso.

 

Enquanto a PR gasta, esquecendo que o país vive em austeridade, o ministro

Nuno Crato, após o corte de 600 milhões de euros no Ministério da Educação (quando a Troika recomendava apenas 195 milhões) continua a tentar "implodir o ministério da Educação", cortando a torto e a direito. A obsessão dele é a "implosão". Depois do corte nos "chequinhos de 500 euros", destinados a premiar os "Alunos de Excelência", veio agora cortar no prémio de 25 mil euros que era atribuido, anualmente, ao "Melhor Professor". Para quem sempre defendeu "o mérito, a competência e o trabalho", isto configura um espírito mesquinho, venal e desarticulado. O matemático rendeu-se às ideias neoliberais, esquecendo o primordial, que é a educação e os seus actores.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:19 | link do post | comentar

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