Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

O assarapantado António Barreto, que está afastado da política

desde os tempos da Revolução, após ter engendrado uma lei da Reforma Agrária destinada a devolver a terra aos latifundiários, anda agora muito preocupado com a futuro do nosso país. "É possivel que Portugal, daqui a 30, 50, 100 anos -- daqui a mil anos, diria eu -- não seja um país independente como é hoje" -- confessou ele à Lusa. Barreto já está a ver Portugal integrado "numa outra Europa". O antigo ministro da Agricultura afirma que não é alarmista. "Mas convém perguntarmos o que vai acontecer no futuro" --  adianta o sociólogo. Que mente luminosa tem este Barreto! Enquanto outros andam a procurar meios para alterarmos as dificeis condições em que vivemos, o assarapantado António Barreto passa as noites preocupado com o futuro... O sociólogo deve estar periclitante, insatisfeito, frustado com o futuro dele. Isto acontece a todos os que procuram viver o "presente", como se estivessem no "futuro" (que não existe, ainda não é). Tambem é triste, para mim, saber que o António Barreto, para sobreviver (fora da sua cátedra), teve que aceitar um "emprego de merceeiro", no Pingo Doce, onde cuida da Fundação Soares dos Santos, um capitalista de sucesso no ramo da distribuição. Não admira pois, que o "pensamento" de Barreto, esteja obliterado.

 

Aqueles que em tempos vieram para a rua, protestar contra Maria

de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação no I Governo de José Sócrates, são os mesmos que agora estão desiludidos com Nuno Crato, o ministro de Passos Coelho, que prometeu "implodir" o ministério da Educação. O professor Paulo Guinote, que durante anos debitou veneno no blogue O Meu Umbigo, vem hoje no DN perorar contra Nuno Crato, mostrando como está desiludido com o actual ministro da Educação. A decisão de cortar os prémios (de 500 euros) para os melhores alunos do secundário, é escalpelizada por Guinote. Nunca poderia imaginar que esta medida fosse  tomada por Nuno Crato, "o defensor do rigor, do mérito e da excelência na Educação"-- acrescenta Guinote. Tambem Albino Almeida, da Associação de Pais, confessa que a medida tomada pelo ministro Crato, "apanhou de surpresa e chocou directores de escolas, alunos, pais e sociedade em geral". Paulo Gonçalves, da A.A. de Coimbra, lembra, a este propósito, o aluno Miguel Saraiva, distinguido para receber o prémio, que disse compreender a situação do país, mas que esperava, pelas mesmas razões, que o Estado cortasse os "prémios milionários" pagos aos gestores das empresas públicas"... Pois é. Temos aqui dois pesos e duas medidas, usadas por este Governo. Mas isto não é surpresa, pois este Governo é formado por "gestores", uma classe social com muito dinheiro e demasiado poder. Defendem sempre os interesses corporativos da sua classe.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:45 | link do post | comentar

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