Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

A semana passada, um jornalista perguntou a Cavaco Silva o que

pensava sobre a governação de Alberto João Jardim, tendo o Presidente Cavaco Silva respondido evasivamente, dizendo apenas que Jardim era assim, "que aquele era o seu feito". Hoje fui acusado pelo que aqui disse ontem sobre o discurso de Cavaco Silva durante as comemorações do Dia da República. Não estou arrependido do que escrevi, pois Cavaco Silva sempre se disse independente dos partidos (incluindo o dele), mas faz sempre o jogo do PSD. Ele é assim, digo eu. E não estou só. Há mais gente a contrariar a "opinião pública" (dos media), que alinhou nos aplausos laudatórios ao discurso proferido pelo Presidente. Está na moda, concordar com Cavaco Silva em tudo. Os que assim fazem, não esquecem a trilogia: Uma Maioria, um Governo, um Presidente. Já o economista André Macedo, disse o seguinte: "O discurso de ontem [do PR] não me inspirou, não mudou uma só vírgula ao que pensava antes de o ouvir. Foi uma oportunidade política perdida. Dizer que os portugueses devem 'redescobrir (?!) a 'austeridade digna' é um dos maiores vazios que se podem sugerir nos tempos que correm" -- escreve André Macedo.

 

A cinco dias da apresentação na AR do Orçamento de Estado para

2012 (da lavra de Passos Coelho), o principal líder da oposição -- que há dias pediu uma audiência ao PR -- anda a "ocupar" os deputados do PS com uma reforma do poder local. Neste momento, ainda não é evidente qual vai ser a posição do PS face ao OE para 2012. A. J. Seguro parece não querer afrontar a coligação PSD/CDS. Seguro prefere marcar a sua gestão, fazendo frente a todas as medidas que foram tomadas por José Sócrates. Esta é, parece ser, a grande obsessão de Tozé Seguro. Além da "reforma do poder local" -- será o copianço daquela que Miguel Relvas está a implementar? -- Seguro pretende tambem fazer alterações à "lei de financiamento dos partidos", aprovada em 2009, durante a maioria de José Sócrates, e que teve apenas um voto contra: o de António José Seguro. Isto é doentio. Seguro deve andar a arrastar um grande recalcamento, uma profunda depressão, causados pelas "derrotas" sofridas durante a liderança partidária de José Sócrates. Coitado do Seguro! "É o feito dele", diria Cavaco Silva. Seguro fez a travessia do deserto, durante seis anos, e agora quer "apagar" tudo aquilo que diga respeito a José Sócrates... Com este procedimento, mesquinho, vingativo e avinagrado, António José Seguro vai acabar por tornar-se no "menino guerreiro" do PS. Desgraçadamente. Porque representa uma apólice de "seguro" para Passos Coelho.



publicado por Evaristo Ferreira às 16:34 | link do post | comentar

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