Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

O discurso de Cavco Silva, proferido neste dia do 101º Aniversário

da implantação da República, foi mais um acto de apoio ao Governo de coligação liderado por Passos Coelho. Estamos a viver um tempo onde reina a tríade: Uma Maioria, um Governo, um Presidente. O actual Presidente, sempre que discursa em público, coloca-se ao lado daqueles que o elegeram, e esquece-se de falar como se fosse o "Presidente de todos os portugueses". Continua a ominar os últimos 6 anos de governação socialista, liderada por José Sócrates, como se este tivesse sido o causador de todos os males provocados pela crise financeira internacional. Cavaco Silva diz aquilo que nunca se ouviu dizer: "eu sempre chamei a atenção para os perigos do consumismo". Quer, com isto, dizer que o economista Cavaco Silva sempre foi contra o "liberalismo dos mercados"? Contra os orçamentos baseados no consumo interno? Contra o consumo das famílias? Não me parece, porque isso seria ir contra as regras dos "mercados", essa coisa adorada pelos neoliberais. Cavaco Silva no seu discurso ataca José Sócrates para defender Passos Coelho. O Presidente, para apoiar a actual coligação, faz batota, demagogia e omina o Governo anterior. No fundo, o discurso do Presidente, foi revanchista, rancoroso, ignóbil. Com este discurso, o PR passou a mão pelo pêlo de Passos e ominou os seis anos de governação socialista. Só isso. Tudo o mais não passa de frases ôcas, marteladas até à exaustão, para amedrontar os portugueses. Pouco ou nada disse sobre o crescimento da economia, a criação de emprego, os reformados. Apenas prometeu sacrifícios, pobreza e resignação.

 

De novo o DN, de hoje, apresentou um trabalho exaustivo sobre

a dívida da Madeira. Em 35 anos de autonomia madeirense, a República teve 15 ministros das Finanças, e todos eles foram incapazes de controlar as contas da Madeira, os gastos opulentos do Alberto João. Medina Carreira, Silva Lopes, Cavaco Silva, Miguel Cadilhe, Miguel Beleza, Eduardo Catroga, Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, entre outros. "Ninguem sabe explicar a dívida [da Madeira]". Cavaco Silva impôs regras, com recurso ao crédito bancário, com aval do Estado. Em 1990, Miguel Beleza impõe medidas restritivas, sem sucesso. Em 1994, Eduardo Catroga decretou novas medidas de aperto, mas em 1997 a Madeira encontrava-se em situação de pré-insolvência. Em 2002, Manuela Ferreira Leite, estabelece uma lei para "endividamento zero", que não resulta. Em 2006, com José Sócrates no poder, a dívida atinge 2,7 mil milhões. Para travar este desvario, Sócrates muda a Leis das Finanças Regionais. Jardim demite-se, e ganha novamente as eleições. Em 2010, durante o Governo minoritário do PS, a "Santa Aliança" (PSD-CDS-BE-BCP) aprova nova Lei, para agradar ao soba da Madeira. Daqui para a frente, foi o gastar à tripa-fôrra. Esta é a verdade dos factos que conduziram à dívida actual: 6,328 mil milhões de euros... Em conclusão: o "palhaço" da Madeira usou e abusou, riu-se de tudo e de todos, e ninguem foi capaz de o dar como "inapto" para a função... Siga o bailinho, até domingo. Depois será o pesadelo para o povo madeirense.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:34 | link do post | comentar

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