Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

Até ao dia 5 de Junho, tudo o que de mau acontecia neste país,

era culpa de José Sócrates e do seu Governo. Depois daquela data, passou a ser imputado à "crise internacional". Vemos, ouvimos e lemos, e custa a acreditar como "esta gente" se desculpa com a "crise internacional". A inépcia e a incapacidade demonstradas por este Governo para resgatar o país da recessão profunda em que se encontra, não encaixa no discurso eleitoral, não condiz com as promessas feitas ao eleitorado. Ainda hoje o Secretário de Estado Carlos Moedas, vem "confirmar que a recessão económica em Portugal em 2012 será mais profunda que o previsto, podendo chegar aos 2,5%, devido à crise internacional". Dantes  não havia o "efeito da crise internacional", o culpado era Sócrates, agora, todos os dias nos vêm dizer que estamos a sofrer com o efeito da crise internacional... Não será este discurso, apenas propaganda, para se desculparem com a inépcia deste Governo? Para além da subida de impostos e dos cortes em salários e pensões, ou do aumento dos transportes, gaz e electricidade -- que mais fez este Governo para o país sair da "crise internacional"?

 

O Governo de Passos Coelho nomeou uma comissão de "peritos",

liderada por Braga de Macedo -- o homem que em 1994 inventou o "país do oásis" lusitano -- para estudar a unificação dos organismos ligados à promoção de Portugal e das suas exportações, designadamente a Agência para o Investimento e Comércio Externo Português (AICEP), Turismo de Portugal, e o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas Industrias (IAPMEI). Após dois meses de "meditação", estudo e exercício mental, a referida Comissão -- da qual faz parte o ex-ministro de Sócrates, Campos e Cunha -- apresentou ontem as conclusões do estudo ao primeiro-ministro Passos Coelho (conclusões dispersas em 1.453 páginas). Um estudo nada sintético. Além deste emaranhado de ideias, a Comissão não ousou decidir sobre a melhor opção. Não se quis comprometer com nada nem com ninguem. Passos Coelho tem agora mais um dossiê de 1.453 páginas para estudar. Os lóbis partidários estão no terreno. Uns querem que seja Paulo Portas a "ganhar a economia externa", outros preferem que seja o ministério da Economia a tutelar grande parte do novo organismo, pois o Turismo e as pequenas e médias empresas que não se dediquem à exportação, requerem uma acção concertada com os objectivos da economia nacional. Foi sugerida a criação do cargo de "Embaixador Intinerante", que me parece uma ideia imperialista. Isso é para os States, a Inglaterra e a Alemanha... A Portugal basta o trabalho  do Ministério da Economia, tendo como assessores os representantes dos sectores empresariais. Veremos como Passos Coelho vai resolver o problema, sem amofinar Paulo Portas.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:52 | link do post | comentar

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