Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011

Até agora, o rumo deste Governo, continua vago e indefinido. O que

parece evidente, é o aumento de impostos, a descida das pensões e salários, o corte no Estado Social. Tudo aquilo que Passos Coelho prometeu não fazer, é justamente o que tem feito, até agora. Continua a não "cortar nas gorduras do Estado", como havia prometido. Quanto à política externa, Passos Coelho sempre esqueceu a União Europeia, quer no Programa de Governo, quer no que toca à acção política. Este Governo e os seus sequazes "papagaios", incluindo o Catroga dos pentelhos, continuam a propagandear que o "estado a que chegámos" se deve ao governo de José Sócrates e aos portugueses, a todos os portugueses, pobres e remediados, porque "gastaram o que não tinham"... E assim se faz política e propaganda neste Governo, atirando as culpas para os outros... Continuam a ignorar a "crise internacional", que arrasou as finanças e a economia europeia. Aqui há cerca de tres semanas houve um ministro que chamou a atenção para a "crise internacional", mas logo a Central de Comunicações deste Governo, liderada pelo "poderoso" ministro Miguel Relvas, mandou "rasurar" dos discursos oficiais a alusão à "crise internacional". O ministro das Finanças, Carlos Gastar, ignorou esse fenómeno, numa audição aos deputados na AR, e tambem na "aula professoral" destinada aos "jotinhas" da Universidade de Verão, que decorreu em Castelo de Vide.

 

Mas a questão maior deste Governo, parece estar a desenhar-se

nos discursos contraditórios entre os seus diversos ministros, incluindo o chefe do Governo, Pedro Passos Coelho. No encerramento da Universidade de Verão do PSD, o primeiro-ministro prometeu "fazer de 2012 o ano do princípio do fim da emergência nacional", afirmando ainda que, a "partir já de 2013, vai finalmente libertar os portugueses do fardo da dívida". Dias antes, o ministro das Finanças, Carlos Gaspar, disse o contrário: "A superação da crise não vai ser rápida" e exigirá muito " sacrifício, muito esforço,  trabalho, e empenho de todos [os portugueses]".  Na questão das eurobons, Passos Coelho tinha dito hà cerca de um mês que era favorável à emissão de Obrigações europeias, e Paulo Portas disse que era uma boa ideia. No entanto, há oito dias, frente à senhora Angela Merkel, Passos Coelho alinhou no discurso da Chanceler, recusando a emissão das eurobonds... Afinal, onde está a verticalidade, o compromisso à palavra dada de Passos Coelho? Com as eleições regionais da Madeira, marcadas para 9 de Outubro, as contradições dentro da coligação vão acentuar-se. Vamos ter o ministro dos Estrangeiros, Paulo Portas, a atacar o soba da Madeira, responsável pela gigantesca dívida acumulada, e o primeiro-ministro Passos Coelho a colocar-se ao lado do dinossauro Jardim, a pedido deste. Só espero e desejo que a actual coligação seja responsável, governe o país, cumpra com o que se comprometeu, e não se dissolva por causa do "bailinho da Madeira". O pior é que a comunicação e o respeito mútuo, entre São Pedro e São Paulo, não parece existir.



publicado por Evaristo Ferreira às 16:16 | link do post | comentar

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