Sexta-feira, 29 de Julho de 2011

No primeiro debate quinzenal entre o Governo de Passos Coelho

e a oposição de esquerda, toda a gente estava à espera do "combate mortal" entre o primeiro-ministro e o novo líder do PS, António José Seguro, mas nem um nem o outro subiram ao "ringue" para ganhar o troféu do "combate". Tudo se traduziu, afinal, numa troca de opiniões insonsas, que não serviram para "aquecer" o ambiente. Aliás, o Tó Zé Seguro já tinha dito que faria apenas uma "oposição responsável", e sempre com "elevação e elegância". Perante esta afirmação de Seguro, a fasquia do "combate" não iria subir, ficar-se-ia pelo meio da tabela. E foi o que aconteceu. Ouviu-se de tudo, desde salamaleques para aqui e para ali, até ao discurso entremeado de desculpas, sempre que havia que contestar o Governo. "Desculpe-me o senhor primeiro-ministro, mas...". "Desculpar-me-á o senhor primeiro-ministro, mas...". "Peço desculpa por discordar do senhor primeiro-ministro, mas...", etc. etc. Da parte de Passos Coelho há a assinalar as "cortesias" em excesso. Gastou parte do tempo nos entrementes: "Senhora Presidente da Assembleia da República, senhoras e senhores deputados, permitam-me...." . É sabido que Passos Coelho fala devagar, pensa devagar, procura o termo adequado, a palavra assertiva, coloca a sua voz de barítono -- e o tempo esvai-se, como água entre os dedos. Pela primeira vez na AR, assistimos à tolerância de tempo, concedido pela presidente Assunção Esteves ao primeiro-ministro -- previlégio que depois foi reclamado pela oposição. A "elevação e a elegância"  usada por Tó Zé Seguro, aliadas ao discurso monocórdico e tecnicista de Passos Coelho, são uma grande seca, comparados com a frontalidade e a vivacidade de José Sócrates.

 

Neste momento estão em cena tres "novelas" políticas que devem

merecer a nossa atenção, pelo que se recomendam as cenas dos próximos capítulos. Temos a novela Canja de Galinha Dourada (CGD), com António Nogueira Leite no papel do bandido; a novela Serviços de Informação Estratosféricos e Dourados (SIED), com Jorge Silva Carvalho no papel do "espião" que trabalhava para o inimigo; a novela Morangos Escarlates, com a artista Manela Moura Guedes no papel de Mata Hari, e Bernardo Bairrão a desempenhar o papel do homem que nunca chegou a ser nomeado Secretário de Estado.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:54 | link do post | comentar

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