Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

Este Governo está em exercício pleno há 33 dias, mas já vai no

PEC-6. O PEC-5 destinava-se a corrigir um "desvio colossal". O PEC-6, anunciado ontem pelo ministro das Finanças, Vitor Gaspar, tem uma característica especial: destina-se a incluir os 12 mil milhões atribuidos pela troika à banca, mais a "acomodação" dos 35 mil milhões em garantias a prestar pelo Estado. E de PEC em PEC vai este Governo gerindo o país. Passos Coelho está fazendo o contrário de tudo aquilo que disse durante a campanha eleitoral. Rejeitou o PEC-4, para derrubar Sócrates, mas dizendo que era demais, governar com quatro PECs. Jurou nunca cortar o subsídio de Natal, mas mentiu a todos nós. Jurou nunca aumentar os impostos, mas mentiu a todos nós. Jurou equilibrar as contas do Estado, não pelo lado da receita, mas sim da "despesa do Estado", e mais uma vez mentiu a todos nós. Prometeu um "Governo de gente competente, isenta e trabalhadora", mas dos ministros pouco se ouve dizer. Quem está de plantão ao Governo, é Vitor Gaspar, que apara todas as jogadas e defende a "equipa" em todos os azimutes. Ele, que é um péssimo comunicador, frágil de palavra e miudinho nas minudências. Mas afinal, onde está Passos Coelho? Porque não aparece o primeiro-ministro para dar a cara pelas "trapalhadas" do seu Governo?  E pelo "segundo" administrador da CGD, que está a ser apedrejado pelos críticos dos job for the boys, e que não se sabe o que vai fazer ele no banco público!  Mas que, Vitor Gaspar teve de defender, dizendo que estava "muito orgulhoso" pela actual equipa de gestão da CGD. Coitado do super-ministro Vitor Gaspar, que está a fazer o papel do bombeiro do Governo. Até tem que justificar-se no caso dos jobs for the boys, logo ele, que é independente.

 

Quem apareceu ontem na AR foi o Secretário da Cultura, Francisco

José Viegas, tambem conhecido pelo "Papa-Almoços", devido à propaganda que em tempos fazia sobre tascos e tasquinhas nas colunas de um jornal. O Zé Viegas tinha um fato de verão, estilo Paulo Portas, e estava de pêra aparada, para esconder a gordura do queixal. Falou de modo fortuito, por meias palavras, para tratar de bailados... Disse que "os bailarinos reformados vão ser professores". É estranho, mas o Secretário transmontano pensa que isso é uma originalidade. Vamos ver qual é a opinião de Nuno Crato, ministro da Educação, que não me parece capaz de aceitar, que alguem "meta foice em seara alheia", ou seja, no seu ministério, e muito menos vinda pela mão de um Secretário.

 

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 14:47 | link do post | comentar

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