Segunda-feira, 18 de Julho de 2011

Neste fim de semana, numa deslocação a Caminha, para inaugurar

o Museu dedicado a Sidónio Pais, Cavaco Silva lamentou-se aos jornalistas por o euro ter um valor tão elevado, afirmando que uma moeda forte, como é o euro, prejudica as exportações. Para Cavaco Silva continua a haver "boa" e "má moeda". Todos temos presente quando Cavaco Silva, em 2004, falou da "má moeda" para atacar o então primeiro-ministro Santana Lopes, que era um moiro de porrada, por parte dos seus irmãos mais velhos, quando ainda o "menino guerreiro" estava na incubadora. Pois agora temos Cavaco Silva a dizer que o euro é um obstáculo para as nossas exportações. Há momentos na vida de um professor de economia e finanças, que em vez de falar, melhor faria se estivesse calado. O Professor Cavaco Silva faria melhor figura se nos explicasse como se forma o valor de uma moeda, quando esta é criada. Tambem seria sábio, se nos dissesse como se pode desvalorizar o euro. Uma moeda fraca dificulta as exportações, mas encarece as importações (petróleo, energia, matérias primas, etc). O Presidente Cavaco Silva está comprometido com este Governo, que é da sua côr política. Esse desvelo é evidente, mas coloca o Presidente numa situação de duvidosa imparcialidade. Dá a ideia de que é Presidente de apenas 51% dos eleitores... E acaba sempre por se sair mal nas suas prelecções.

 

Quando Portas (o dos submarinos e dos Pandur) era ministro da

Defesa, azedou a camaradagem existente entre os militares, quando desenterrou o cadáver de Maggiolo Gouveia, em terras de Timor, e o homenageou numa cerimónia fúnebre, contra vontade daqueles que o tinham como traidor à Pátria, civis e militares. Paulo Portas, não tendo sido militar, assumiu-se como um Condestável moderno, e homenageou o militar que se passou para o lado do inimigo. Vem-me à memória este episódio, o facto de Cavaco Silva, que foi oficial do exército e defensor da "saga militar ultramarina", se deslocar ao norte do país, acompanhado pelo Secretário da Cultura, José Viegas, para inaugurar o Museu de Sidónio Pais. Que raio de de ideia. É sabido que Sidónio Pais foi um militar, um ditador, populista e demagogo, que acabou por morrer na Estação do Rossio, pelas balas de um qualquer anarquista. Daí até ser homenageado pelo PR, vai uma grande distância. Mas Cavaco Silva foi homenagear o ditador... sem que ninguem falasse da Sopa do Sidónio.

 



publicado por Evaristo Ferreira às 15:56 | link do post | comentar

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