Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

Passos Coelho, que tanto acusou Sócrates por querer resolver o

problema do défice "pelo lado da receita", e não pelos cortes na "despesa do Estado", está justamente a ir pelo mesmo caminho, ou seja, subtraindo aos portugueses 50% do subsídio de Natal, aumentando o IRS em 2,5 a 3,5%, elevando as taxas do IVA de 8 para 13% e de 13 para 23%, e mais o que está na forja... Portanto, Passos Coelho não é capaz de "cortar na despesa", nas "gorduras do Estado", e muito menos na folha dos gestores públicos, que ganham centenas de milhares de euros por ano -- quando não milhões, que os há por aí.

 

Passos Coelho está metido numa camisa de onze varas, e não

sabe como poderá desenvencilhar-se dela. Prometeu "falar verdade", e já temos registos de algumas mentiras; prometeu "desengordurar" o Estado,mas mostra-se incapaz de o fazer; prometeu "transparência e rigôr", mas utiliza o sofisma e a mentira conforme as suas conveniências. A questão por ele levantada, sobre um "desvio colossal" nas contas públicas, é a prova provada de que Passos Coelho está desorientado, e sem soluções para resolver os problemas da governação. Mas isto é contraditório com o "programa da troika", ou seja, Passos Coelho em vez de tergiversar, só tem é que cumprir com o programa de governo, que outra coisa mais não é do que o compromisso firmado com a troika, que inclui as medidas do PEC-4... Passos Coelho ao falar de "desvio colossal", está a fazer batota. Quer ir mais além da troika, mas não sabe como fazê-lo sem provocar uma onda de protestos e greves gerais. Fala em "desvio colossal", esquecendo o escrutínio das agências de rating, e desvalorizando o "diagnóstico"  feito pelos técnicos do FMI, do BCE e da UE, do qual resultou o "Programa da Troika". Portanto, Passos Coelho está a faltar à "verdade" e ao propalado "rigôr". Já é tempo para este Governo começar a apresentar resultados. Até agora nada fez, para além de meter a mão aos bolsos dos contribuintes da classe média.

 

Este "desvio colossal", de que fala Passos Coelho, é uma falácia.

O primeiro-ministro já se esqueceu do trabalho feito pelo seu "escrutinador" favorito, o penteleiro Catroga, que passou um mês a enviar cartas para o então ministro das Finanças, Teixeira do Santos. Catroga não detectou o "desvio colossal", nem tão pouco os técnicos da troika. Por isso não se compreende "o que vai na cabeça" de Passos Coelho. Talvez queira aumentar mais impostos e suprimir (aos contribuintes) mais algum subsídio. Convém lembrar que, o corte do subsídio de Natal, foi colocado na mesa por Eduardo Catroga. Aqui, mais uma vez "mentiu" Passos Coelho, quando justificou o corte de 50% por um desvio nas contas públicas. Passos está a mentir, a cada passo que dá.

 

 




publicado por Evaristo Ferreira às 14:52 | link do post | comentar

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