Quarta-feira, 13 de Julho de 2011

Esta gente prometeu muita coisa, mas até agora, pouco ou nada

fizeram. É verdade que nos vão tirar metade do subsídio de Natal, medida esta que não constava no memorando da troika, mas, para além desta medida avulsa, o que o Governo fez, durante tres semanas, é um zero absoluto. Inventaram um "rombo" nas contas públicas, um aumento do défice que não foi confirmado. mas que serviu para capturar o subsídio de Natal. Com esta maquia, uns 800 milhões de euros, Passos Coelho queria agradar aos "mercados" -- indo além do acordo com a troika -- e ficava com uma "folga" para o que desse e viesse. Mas Passos Coelho esqueceu-se do watchdog de serviço, a agência Moody's, que pensou assim: "Um buraco? um aumento do défice? e ainda um golpe de 800 milhões?!... É porque a coisa está preta!... Vamos mandar tudo pró lixo". (Isto sou eu a raciocinar, ao estilo do oráculo Marcelo). E assim, a endiabrada Moody's, mostrou a Passos Coelho que não concordava com "esqueletos no armário", nem com medidas "tomadas ao arrepio do acordo com a troika". Em resultado disto, a Moody's resolveu penalizar Passos Coelho e o povo português, com a pena máxima: "Vocês valem lixo". 

 

Estou enxofrado com Passos Coelho e o seu Governo, porque

prometeram "mais trabalho e menos palavras". Elevaram a fasquia dos resultados. Prometram "acalmar os mercados", refrear a subida dos juros, melhorar a imagem do país. Nada disto aconteceu. Os "mercados" continuam "nervosos", o PSI20 já perdeu mais de 1.000 milhões, nesta última semana... Só o Governo está calmo e sereno, mas isto deve-se, talvez, às 129 páginas do seu Programa, onde nada consta sobre a União Europeia, da qual somos parte integrante, desde 1986... E é na UE que reside parte do problema, e sem a qual não conseguiremos sair do buraco em que nos encontramos. Vitor Gaspar, o ministro das Finanças, já foi a Bruxelas, mas pareceu-me estar pouco à vontade no meio de todos aqueles burocratas. Não estou a ver o nosso ministro das Finanças numa reunião do Ecofin, propor ideias e defender políticas favoráveis a Portugal. O ministro não tem carisma. Pode ser um bom técnico, a trabalhar num gabinete, mas nunca será brilhante orador num fórum internacional. Depois temos o Álvaro, o ministro da Indústria, chefiando um ministério monstro. Até agora tambem não tomou uma única medida de  carácter económico. Quanto ao subido ministro dos Estrangeiros, Paulo Portas, quase não se dá por ele. Anda escondido. Não quererá ser "chamuscado", nestes primeiros tempos. E temos o matemático ministro da Educação, Nuno Crato, que disse querer acabar com o "Estado patrão da Educação", que tambem ainda não aterrou... Mas os profesores já estão a ficar nervosos, com a mudez do ministro. Por tudo isto, por nada acontecer, e por nada se ver feito na governação do país, estou enxofrado, nervoso e desiludido.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:44 | link do post | comentar

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