Segunda-feira, 27 de Junho de 2011

Já se conhece a maioria dos Secretários de Estado que vão tomar

posse amanhã. Do Governo pouco ou nada se sabe. Há minutos fiquei a saber que Passos Coelho está a ultimar o Programa de Governo, que deverá apresentar até ao fim desta semana. Entretanto, a máquina do Estado vai funcionando, mas da parte dos ministros nada de relevante há para assinalar. Apenas o estrangeirado ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, apareceu em público, na abertura da Feira do Artesanato, realizada nos pavilhões da FIL. Eu sempre esperei, que o professor de Vancouver, agora ministro da Economia e do Emprego, tivesse uma brilhante ideia para desenvolver a economia nacional, mas não, não tem uma ideia para o país. Até pensei que apresentasse um novo paradigma para o desenvolvimento industrial do país, ou seja, uma parceria com a BHP-Biliton (para as pirites do Alentejo), um projecto ligado à NASA (para dar trabalho à OGMA), uma parceria com o Canadá (para a pesca do bacalhau), um avultado investimento da Exxon-Mobil (para sondagens de hidrocarbonetos na plataforma continental), mas não, o estrangeirado ministro da Economia só tem uma ideia para desenvolver este país: criar um cluster de artesanato, com a marca Portugal, para exportarmos para o resto do mundo... Sinceramente, penso que isto é pouco, muito pouco, de quem tanto era esperado. O artesanato (barato) vem de Marrocos, da  África subsariana, da China, da Tailândia ou do Paquistão. Como vamos nós competir com estes mercados, que têm mão-de-obra tão barata? Por outro lado, é sabido que os artesãos, não têm contabilidade organizada, não são capazes de criar milhares de postos de trabalho, raramente pagam impostos, e nem sequer descontam para a TSU... O ministro da Economia e Emprego, com a sua visita à Feira do Artesanato, promete-nos uma vida de miséria, uma penúria para as Finanças públicas, um futuro onde não cabem os nossos académicos, nem os técnicos formados pelas nossas Universidades. Só uma pessoa estrangeirada, a viver no Canadá, é que pode ter de Portugal uma visão tão anacrónica, tão rural e tão pitoresca, como é o caso de Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia e Emprego. Mas eu espero que Passos Coelho corrija o rumo do ministro. (Faço ironia, mas há nisto um pouco de verdade)

As nossas preocupações, dentro e fora da UE, estão neste momento

viradas para Atenas, à espera que o Parlamento grego aprove hoje

novas medidas de austeridade, para pôr fim a uma ameaça de implosão

financeira global, pior do que a crise do sub-prime americano...



publicado por Evaristo Ferreira às 14:44 | link do post | comentar

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