Sexta-feira, 24 de Junho de 2011

Já passaram tres dias após a tomada de posse do Governo mas,

apesar da propalada dinâmica de trabalho duro e intenso, prometida pela equipa de Passos Coelho, com vista a cumprir e "ir mais além do programa da troka", até agora não dei por uma única e simples medida tomada pelo Governo. Tres dias depois da tomada de posse, já era tempo de vermos e sentirmos o suor do Governo. Mas, até agora, só o ex-blasfemo Carlos Abreu Amorim, deu sinal do ministério passista, ao aparecer nos Estaleiros Navais de Viana para dizer aos trabalhadores que é preciso calma, que a inactividade do Estaleiro se deve à ìnação do anterior Governo, e que tem a certeza de que "este Governo vai resolver", a seu tempo, o nó górdio que estrafega os estaleiros de Viana.

 

Passos Coelho foi a Bruxelas, para assistir ao Conselho de Ministros

da UE. Viajou em classe económica, para poupar. Esteve com os parlamentares ligados à sua familia política. Foi apresentado aos seus pares, a este e áquele, como se faz no baile de debutantes. Durão Barroso serviu de cicerone e a senhora Merkel deu-lhe a sua benção. No final, o primeiro ministro Passos Coelho, para além de afirmar que foi muito bem recebido e teve o apoio dos seus pares, até foi elogiado pela sua coragem em cumprir o "acordo da troika", e por ter reiterado que iria muito mais além... Disse ainda, que a Comissão Europeia lhe prometeu reprogramar os fundos estruturais do QREN para serem utilizados na revitalização da economia portuguesa... José Sócrates já tinha acordado parte deste pacote, e Maria João Rodrigues, conselheira da UE, já havia dito que esse trabalho ia continuar. Portanto, qual foi a novidade, qual foi o resultado obtido por influência de Passos Coelho em Bruxelas? Rien de rien.

 

Na emergência em que o país se encontra, e com 10 ministros em

exercício, é altura de perguntar: que tem feito ou já fez cada um dos ministros deste Governo? Se nada fizeram pelo país, de que estão à espera? Ou estão de mãos atadas pelo primeiro-ministro Passos Coelho, cuja ausência em Bruxelas, impede os ministros de trabalharem no duro, como tinham prometido? Se nada fizeram, para além de arrumarem os gabinetes, as secretárias e os computadores, então é porque -- tudo leva a crer -- estão à espera dos Secretários, para lhes apresentar os dossiês da troika. O "trabalho duro", portanto, está adiado até ao dia 27 ou 28, data da tomada de posse dos Secretários de Estado.



publicado por Evaristo Ferreira às 17:37 | link do post | comentar

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