Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

O que aconteceu ontem, em Faro, é consequência da campanha

difamatória urdida pelo PSD contra José Sócrates com o intuito de o descredibilzar. Esta campanha contra o carácter do actual primeiro.ministro, já vem desde 2005. É preciso lembrar que a saída de Barroso para Bruxelas, conduziu à entronização de Santana Lopes como primeiro-ministro. Todos nós recordamos aqueles meses de governação santanista. Havia "trapalhadas" todos os dias. As "tendências" dentro do PSD esgrimiam contra o "menino-guerreiro", desprezavam-no, davam-lhe palmadas na cara, etc. Ficou célebre o discurso de Santana Lopes, quando veio acusar os "irmãos mais velhos" de malharem no "irmãozinho mais novo", quando este ainda estava na incubadora... O então Presidente Jorge Sampaio acabou com o "sofrimento" do menino, mandando-o para casa, ou seja, demitiu-o do governo, e convocou novas eleições. Esta é a origem de todo o ressabiamento do PSD, contra o PS e José Sócrates, que se mantém latente ao fim de seis anos de governação socialista. O ressabiamento do PSD tem-se traduzido na contestação a José Sócrates, que cedo começou a ser alvo de acusações sórdidas: acusaram-no de ser homossexual, procuraram manchar o seu nome através do caso Freeport, vasculharam a sua vida familiar, procuraram saber todos os pormenores da sua licenciatura em Engenharia; brincaram com os "projectos" de casas rurais na Guarda, etc, etc. Como tudo isto não resultasse, o PSD inventou outras formas de atacar José Sócrates. Logo que chegou a "crise internacional" -- ignorada pelo PSD e os restantes partidos da oposição -- a "campanha" contra Sócrates foi baseada nas dificuldades por que o país passava: queda das exportações, queda do PIB, de 2,7% em 2007 para 1,3% em 2008, e encerramento de fábricas, saída de investimento estrangeiro (Delfi, General Motors, Quimonda, etc.) levando o desemprego a subir em flecha...

 

Durante a crise, Portugal seguiu as recomendações dos mercados,

ou seja, da UE, do BCE, dos EUA e da OCDE. A ordem era injectar dinheiro no sistema bancário, para este ajudar as empresas e famílias, salvar os bancos em falência, para evitar um abalo sistémico. Isto aconteceu em 2008 e 2009. Ainda não tinhamos acabado 2009, quando a UE manda restringir o crédito, apertar o cinto, e tomar medidas para redução dos défices nos países da Eurolândia... Com a economia em recessão ou a definhar, as economias mais fracas tiveram dificuldades acrescidas. Foi o caso da Grécia, de Portugal, mas tambem do Reino Unido, de Espanha, Itália, França e Bélgica.

Perante esta hecatombe financeira e conómica, em Portugal o Governo começou a ser atacado, no Parlamento e nas ruas, por ser o "causador de todos os males" existentes neste mundo. O PSD começou a apodar José Sócrates de "mentiroso", de incompetente. A par disto, o PSD foi, pela enésima vez, a eleições. Manuela Ferreira Leite (a Velha Senhora), ganhou aos adversários, por um terço dos votos. E, com ela a dirigir o PSD, a "campanha" foi assestada contra o carácter de Sócrates. A Velha Senhora seguiu o guião: o país vivia numa "asfixia democrática", porque Sócrates controlava tudo... (A verdade é que toda a comunicação social está ao lado do PSD, pois é controlada pelo poder económico. Não há um só jornal, uma rádio, um canal de televisão que se diga alinhado com o PS). A Velha Senhora perdeu as eleições realizadas a 27/Setembro/2009. Ninguem no PSD percebeu a razão daquela derrota política. Diziam à Velha Senhora: "O Sócrates está desacreditado, o PSD vai ganhar por larga maioria". desde então, os ressabiados do PSD passaram-no a ser ainda mais do que era dantes. O PSD foi a eleições para escolher o seu presidente. Ganhou Passos Coelho, e perdeu Paulo Rangel, o favorito de Manuela e dos senadores do PSD.

Ao fim de todo este percurso, o PSD, com Passos Coelho, continua a seguir a cartilha do "ataque ao caracter de Sócrates", chamando-lhe "mentiroso", havendo mesmo alguns senadores do PSD a pedir o "julgamento em Tribunal" deste primeiro-ministro e deste Governo... Todo este desnorte e esta loucura, contribuiram para a exacerbação do descontentamento público, para a falta de respeito pelas regras democráticas, pelo desprezo dos orgãos de soberania e de quem neles exerce cargos por eleição. Os confederados no M-12, os utentes "contra as portagens da Via do Infante", e outros movimentos que se dizem apolíticos, estiveram no distúrbio de ontem em Faro. Diziam-se apartidários, mas apelaram ao voto no PSD...



publicado por Evaristo Ferreira às 14:49 | link do post | comentar

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